14 novembro, 2012

Plataformas niveladoras de docas [Logweb]

O bom desempenho da economia brasileira e a ascensão do mercado logístico fez com que o setor de plataformas niveladoras de docas se tornasse mais competitivo e tivesse um crescimento elevado nos últimos anos. Em busca de rapidez de respostas, as empresas têm investido cada vez mais nesse mercado, no intuito de impulsionar seus processos de carga e descarga de produtos.
Para grande parte dos executivos do setor entrevistados pela Logweb, essa é uma tendência que deve se manter nos próximos anos, e a competição que ela traz exigirá constantes investimentos em tecnologia e infraestrutura por parte dos fabricantes.
“A construção de galpões, centros de distribuição e condomínios logísticos, entre outros, todos considerando a tecnologia atual empregada na logística de distribuição, tem sustentado um sólido crescimento para o mercado das niveladoras de doca, que passaram a ser itens essenciais nesses novos prédios”, afirma Edson Salgueiro Junior, diretor da Tailtec Equipamentos Hidráulicos – divisão Docktec (Fone 11 3686.8669).
“Com o aquecimento do setor logístico, o mercado de plataformas niveladoras está em ascendência, pois cada vez mais as empresas precisam tornar bem mais ágeis seus processos logísticos, e para isso, o uso de niveladores de doca é indispensável” explica Elenice Fernandes, gerente de marketing da Rayflex Portas Flexíveis (Fone 11 4645.3360). [CONTINUA]

Fonte: Portal Logweb; disponível em http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/noticia/30540/plataformas-niveladoras-de-docas-agilidade-requerida-no-setor-logstico ; acesso em 14/11/2012.



13 novembro, 2012

Produção Enxuta [Infoescola]


A nomenclatura – Produção Enxuta – é dotada de vários sinônimos: TPS (Toyota Production System ou em português – Sistema Toyota de Produção), Lean Manufacturing, Produção Lean e Lean Thinking. E ainda, segundo o professor Osny Augusto Júnior, algumas organizações acabam por criar uma denominação própria para essa filosofia quando integrada a seu sistema de gestão, como é o caso das gigantes Bosch (BPS – Bosch Production System), Volvo (VPS – Volvo Production System) e HP (Produção com Inventário Zero).
A organização ao render-se à Produção Enxuta, quebra o velho paradigma da produção em massa, pois passa a operar a partir do chamado sistema puxado, ou seja, deixa muitas vezes de utilizar a capacidade máxima de sua planta e começa a produzir em concordância com a demanda do mercado. Logo, a frase “Máquina parada é prejuízo”, a partir da filosofia da Produção Enxuta, passa a ser repensada.
Dentro da literatura administrativa, o termo possui uma vasta gama de definições, entretanto todas estas concernem no sentido de que esta é uma filosofia tende à produção sem desperdício. E, acerca dessa afirmativa, o professor Eudes Luiz Costa Junior relata que a maneira mais eficiente para se atingir alto nível de desempenho é a redução das ineficiências inerentes ao sistema. E dentro de um contexto produtivo, essas ineficiências são conhecidas como os sete desperdícios na produção:
1. Superprodução;
2. Estoque;
3. Espera;
4. Transporte;
5. Defeitos;
6. Movimentação nas operações;
7. Processamento.
Dentro dessa filosofia produtiva, de modo geral, os fornecedores entregam lotes racionalizados, o que torna o trabalho fabril mais leve no sentido de não acarretar, por exemplo, grandes estoques. E a respeito da estocagem, essa é uma prática vista como desagregadora de valor ao produto, pois os custos intrínsecos a sua existência quando repassados ao consumidor tornam a empresa menos competitiva.
Além disso, um dos fatores cruciais dentro de todo esse contexto é a da capacitação das equipes de trabalho, pois uma vez que a Produção Enxuta é uma filosofia e não uma ferramenta ou um sistema, as pessoas envolvidas no processo tornam-se as responsáveis pelo sucesso, ou não, das ações.
Por fim, é provado que esse modelo produtivo é capaz de, desde que bem aplicado, reduzir os custos de uma empresa de modo significativos através da redução do set-up*, do lead time**, de despesas referentes à manutenção de equipamentos, da minimização de movimentações e transportes desnecessários e da estocagem mínima.
*Processo de mudança da produção de um item para outro em uma mesma máquina ou equipamento que exija troca de ferramenta e/ou dispositivo.
**Tempo entre o momento de entrada do material até à sua saída do inventário.
 
Referências:
COSTA JUNIOR, Eudes Luiz. Gestão em processos produtivos. Curitiba: Ibpex, 2008.
OSNY AUGUSTO JUNIOR. Estrutura e métricas seis sigma. Curitiba, 2010.
 
Por Rogério Ramos

Fonte: Infoescola; disponível em http://www.infoescola.com/administracao_/producao-enxuta/ ; acesso em 04/11/2012.

05 novembro, 2012

Esteja pronto para dizer adeus à cadeia de suprimentos como nós conhecemos [DC Velocity]

O som do alerta de H. Ross Perot está de volta. Só que desta vez não é o México que desvia empregos nos EUA em um mercado pós-NAFTA. Na verdade, não tem nada a ver com empregos ou México. Pelo contrário, são os usuários finais tirando o controle dos produtores e retalhistas na cadeia de suprimentos.
A mudança para uma "demand-pull", modelo que tem sido assunto de muito debate desde que a Internet se tornou um canal comercial sustentável. Mas, como o e-commerce explode, a influência dos usuários finais é cada vez mais forte. Essas pessoas têm expectativas muito claras quando se trata de como e quando os itens serão entregues.
Na visão de futuro das empresas, o debate está dando lugar à ação. Vários meios de comunicação, incluindo o DC Velocity [http://www.dcvelocity.com], têm relatado que a Amazon.com está pronta para ampliar seu nível de serviço, para que ela possa realizar entregas no mesmo dia. Há alguns dias, em meados de outubro, foi noticiado que o Wal-Mart e o site de leilões online e-Bay estavam testando entregas no mesmo dia. Não ficariamos surpresos de ver outros varejistas ir pelo mesmo caminho.
Na frente, a UPS Inc. há 14 meses apresentou um serviço chamado "My Choice", que deu ao consumidor a flexibilidade de escolher quando e onde ele quer que os pacotes sejam entregues.
O lançamento foi o reconhecimento da UPS que, pela primeira vez em sua história de 105 anos, alterou a sua forma de entrega de pequenas encomendas. "Nossos clientes sempre foram os carregadores", disse Alan Amling, vice-presidente da UPS, na recente Conferência Global Anual do Conselho de Profissionais de Supply Chain Management (CSCMP) .
Wal-Mart, Amazon e UPS são diferentes tipos de empresas a seguir caminhos diferentes. Mas seus destinos são os mesmos: as carteiras dos usuários finais. Muitos desses usuários finais estão na faixa de idade de 35 anos e desejam seus bens como, quando e onde eles querem, e com frete grátis.
Em uma apresentação na conferência CSCMP, a transportadora regional OnTrac usou a frase "Da minha maneira, de imediato, por que pagar?" para descrever a atitude do grupo etário 18-34. A mentalidade pode passar por arrogância, mas as empresas não podem ignorar este pensamento. Apesar de uma economia lenta [nos EUA], consumidores da Geração Y aumentaram seus gastos em 31% no ano passado, segundo dados da Forrester Research citados na apresentação da OnTrac.
Quanto ao que o futuro reserva, a Forrester prevê que as vendas on-line, que atingiram US$ 200 bilhões em 2011, vão crescer 60% ao longo dos próximos cinco anos. As transações Business-to-Consumer [B2C] já representam mais de 40% de todo o tráfego de encomendas, uma relação que tende a aumentar.
Dadas essas tendências, parece claro que a cadeia de fornecimento de 2020 ficará radicalmente diferente do que é hoje. O transporte rodoviário atuará em menores distâncias. Vários hubs aéreos e terrestres surgirão. Armazéns e centros de distrbiução serão projetados e localizados com o modelo de atendimento ao consumidor em mente, e irão operar no round-the-clock-mode com robôs desmembrando paletes em pequenas remessas num ritmo em que o trabalho manual não pode igualar. As companhias regionais de encomendas que já trabalharam muito tempo na sombra da UPS e FedEx vão prosperar para atendimento de demandas de curta distância, serviços de entrega flexíveis, que são sua especialidade. E haverá novas oportunidades de emprego, como carregadores, transportadores, terceiros, e armazéns, criando posições de alto nível dedicados ao atendimento do e-commerce.
Para a maioria, se não para todos, a estratégia e execução será destinada a satisfazer uma nova classe de poder: o usuário final.

Fonte: DC Velocity: Get ready to say goodbye to the supply chain as we know it; disponível em http://www.dcvelocity.com/articles/20121029-get-ready-to-say-goodbye-to-the-supply-chain-as-we-know-it/ ; acesso em 02/11/2012; tradução livre.