27 agosto, 2013

Prejuízo dos supermercados com perdas é de R$ 4,74 bi [Portal Newtrade]

Um prejuízo bilionário, constante e evitável, para o setor  supermercadista brasileiro. De acordo com a 13ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, elaborada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em parceria com a FIA/Provar, Ibevar e Nielsen, apresentada no dia 14, os prejuízos dos supermercados com perdas de todos os tipos foram de R$ 4,74 bilhões, cifra equivalente a 1,95% do faturamento do setor. Realizada entre junho e julho de2013, a pesquisa consultou 214 empresas, que, juntas, possuem 2.217 lojas e mais de 250 mil funcionários.
O diretor de Comunicação da Gunnebo Gateway Brasil, Luiz Fernando Sambugaro destaca a análise feita pelo vice-presidente da Abras, Marcio Milan, no evento de apresentação da pesquisa: “Ela contribui para mostrar a importância e popularizar ainda mais o tema da prevenção de perdas. O lucro líquido do setor supermercadista em 2012 foi de apenas 1,90% sobre o faturamento bruto, enquanto as perdas atingiram 1,95%. Se o supermercadista conseguir diminuir esse índice, o seu esforço é transferido para a última linha do balanço, melhorando o resultado da empresa”. Para Sambugaro, ele foi preciso e muito feliz na análise. “O próprio estudo constata que, de cada 100 empresas consultadas, apenas 28 possuem uma área específica de prevenção de perdas, ou seja, a maioria não planeja ações para reduzir as consequências de uma das principais causas de prejuízo para o negócio e nem sequer realizam medições do que perdem com furtos internos e externos, por exemplo”, afirma o diretor da Gunnebo Gateway Brasil, líder nacional em soluções tecnológicas para a proteção eletrônica de mercadorias no varejo e uma das maiores companhias do mundo na área de segurança.
O estudo revela também que os furtos externos e internos de mercadorias continuam sendo as principais causas das perdas nos supermercados. Elas são responsáveis por 21,4% e 13,1%, respectivamente, das ocorrências nesses estabelecimentos. Perdem apenas para as quebras operacionais (produtos danificados pelos clientes, validade vencida, embalagens vazias cujo conteúdo é furtado etc.), com um índice de 33,4%.
A novidade dessa edição da pesquisa foi o levantamento das perdas nas principais seções do varejo supermercadista. Perfumaria (1,49%), Eletro (0,45%) e Têxtil (0,44%) estão entre os 12 departamentos que mais sofrem prejuízos. Os três mais visados pelos clientes e funcionários mal intencionados são Perecíveis (2,91%), Açougue (2,24%) e Frutas, Legumes e Verduras (4,22%).

Fonte: Portal Newtrade; disponível em http://www.newtrade.com.br/noticia/prejuizo-dos-supermercados-com-perdas-e-de-rs-474-bi; acesso em 18/08/2013.

20 agosto, 2013

Galpões logísticos ganham tecnologia [Gazeta do Povo]

A incorporação de galpões logísticos avança em Curitiba [PR] e região metropolitana. O segmento, considerado incipiente há cerca de cinco anos, agora oferece imóveis com recursos tecnológicos e certificação ambiental, o que vai ao encontro das exigências de grandes empresas. Embora a oferta da região ainda seja muito tímida com relação a outras cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o que é oferecido tem rápida absorção e o valor do aluguel alcança preços compatíveis com a média nacional.
 
Localização de Curitiba facilita distribuição no Sul, diz imobiliária
A primeira fase do condomínio logístico EcoPark, em construção na Cidade Industrial de Curitiba, será entregue em outubro. Os primeiros 54 mil m² – dos 144 mil m² totais que futuramente estão disponíveis para locação – devem ser negociados por cerca de R$ 20 por m².
A imobiliária responsável pelas transações afirma que já há interessados. “Temos algumas conversas com empresas. Com o aumento do consumo e a expansão da economia, nos últimos anos, muitas indústrias buscaram Curitiba como um novo local para estoque, a fim de facilitar a distribuição para os estados do Sul”, diz Jaime Galperin, diretor da Top Imóveis. Segundo ele, a localização de Curitiba facilitou o crescimento desse mercado. “Estamos em um local de fácil acesso a varias regiões do país”, diz.
Paulo Henrique Ivanski, da ESSEX, empresa que construiu o EcoPark, diz que entre os recursos do galpão estão reúso da água, pé direito de 12 metros, piso com grande capacidade, formato de condomínio e outros. “É um novo estágio de desenvolvimento logístico, e o cenário é muito otimista: as empresas estão migrando dos galpões antigos para os novos e a expansão do mercado, embora mais lenta, é contínua.”
 
Preço subiu 9% desde 2012, mas consultoria não vê chance de escalada
A média nacional do valor do metro quadrado para locação, em abril desse ano, foi de R$ 13,15, segundo a pesquisa Real Estate Report 2013, da EY. Em Curitiba, a média foi ligeiramente mais elevada – de R$ 13,79 por m², valor 9% superior ao de agosto de 2012.
Mas esse aumento não representa tendência de escalada de preços, segundo Viktor Andrade, diretor da consultoria. “Foi uma movimentação normal, já que as últimas entregas têm mais aspectos tecnológicos e estão sendo locadas por preços um pouco mais altos que os galpões mais velhos”, explica Andrade.
O que pode influenciar o preço de forma mais intensa, segundo ele, é o crescimento do consumo ou o câmbio mais alto, que pode favorecer as exportações. “Mas qualquer mudança nesse segmento é muito lenta, e os números mais recentes do desempenho da economia do país não terão reflexos agora. Os preços e o produto ofertado em Curitiba estão perto da realidade das outras regiões, e não deve haver mudança abrupta”, comenta.
A capital paranaense oferece 617 mil m² de galpões logísticos para locação, ao custo médio de R$ 16,50 por m², de acordo com dados da consultoria Cushman & Wakefield. Segundo o mesmo levantamento, em São Paulo há 35,5 milhões de m² disponíveis, a R$ 20,60 o metro. Outra pesquisa, da consultoria EY, mostra valores ligeiramente diferentes, de R$ 13,79 em Curitiba e R$ 13,15 na média nacional.
“Curitiba tem valores de venda e locação desse tipo de imóvel abaixo do resto do país. Isso porque a oferta era muito simples: galpões com pé direito baixo, sem docas, sem recursos que geram economia para as empresas. Agora, os preços se adequaram e, aos poucos, tanto preço quanto produto ficam mais perto daquilo que é oferecido em outras capitais”, comenta Mário Sergio Gurgueira, diretor de Representação de Proprietários da Cushman & Wakefield.
As empresas querem espaços nos quais os produtos tenham uma boa acomodação e que, a isso, esteja aliada a redução de custos. Itens como reúso da água e iluminação natural, mais barata, pesam na hora de decidir qual armazém alugar.
O executivo da Cushman argumenta que a construção de novos armazéns, entregues com alto padrão de qualidade e tecnologia, tem a ver com a entrada de empresas estrangeiras no Paraná, principalmente do setor farmacêutico e alimentício – cujos produtos exigem condições mais rigorosas de armazenamento.
Mesmo que o ambiente esteja menos acanhado, o comportamento do estoque e do preço não deve passar por mudanças bruscas. “O que está sendo construído é suficiente para suprir a procura e não significa um aquecimento do mercado ou tendência para o futuro”, diz Viktor Andrade, diretor da consultoria EY (antiga Ernst & Young). [Autora: Taiana Bubniak]
 
Fonte: Gazeta do Povo; disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1399383&ch; acesso em 18/08/2013.
 

13 agosto, 2013

Pesquisa avalia a gestão de estoques dentro das empresas [Revista Logweb]

O Inbrasc – Instituto Brasileiro de Supply Chain (Fone: 11 3302.9200) realizou um levantamento sobre a gestão de estoques dentro das empresas. Desenvolvida entre os meses de fevereiro e março deste ano, a pesquisa “Panorama da Gestão de Estoques” contou com a participação de 200 executivos, em sua maioria do segmento da indústria (66%) e de empresas de grande porte (71%).
Entre os itens analisados no estudo estavam as dificuldades relacionadas à mão de obra na gestão de estoques e as ações que a área tem tomado para amenizar estas dificuldades; os níveis de entendimento dos membros da equipe; os níveis de estoques com os fornecedores; as ações realizadas para manter um bom relacionamento com os fornecedores; os obstáculos enfrentados pela área; a utilização dos integrantes da equipe de suprimentos com relação à gestão de estoque; e a utilização de práticas sustentáveis.
Dentre as principais dificuldades apontadas pelos executivos, a falta de profissionais qualificados ficou em primeiro lugar, com 59% das respostas, seguida da ausência de gerenciamento dos profissionais, com 52%, e da relação com os fornecedores, em terceiro lugar, com 26%.
Entre as ações feitas para amenizar essas dificuldades, 52% dos líderes afirmaram realizar reuniões periódicas para alinhar estratégias com os fornecedores e executar treinamentos internos, 25% disseram realizar treinamentos externos e apenas 9% não apresentam nenhuma atividade.
Já no quesito “compartilhamento dos níveis de estoque com os fornecedores”, as respostas apontaram que uma pequena parcela, apenas 21%, executa esse tipo de ação. Já 39% afirmaram compartilhar algumas vezes e 40% negaram este tipo de artifício.
Com relação às ações realizadas para manter um bom relacionamento com os fornecedores, 64% dos executivos afirmaram avaliar frequentemente os principais fornecedores e 36% disseram fornecer e receber feedback sobre o desenvolvimento dos negócios.
A forma mais eficaz para manter os integrantes da equipe sempre atualizados, apontado por 33% dos entrevistados, é com a realização de uma transferência de conhecimento entre os colaboradores de suprimentos, sempre motivada pela liderança.
Já com relação às ações sustentáveis, quase metade dos entrevistados, 48%, disse utilizar dessas práticas. E apenas 19% disseram não trabalhar com esse tipo de iniciativa.
Os profissionais também afirmaram entender claramente os impactos financeiros, as metas organizacionais e os impactos operacionais que a gestão de estoques pode causar. Apenas 9% afirmaram não possuir nenhum tipo de entendimento.

Fonte: Revista Logweb; disponível em http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/noticia/32856/pesquisa-avalia-a-gesto-de-estoques-dentro-das-empresas; acesso em 13/08/2013.