20 março, 2012

Porto de Paranaguá se adapta para receber cargas especiais [Revista MundoLogística]

Mais uma peça gigante desembarcou recentemente no Porto de Paranaguá. Trata-se de uma prensa de 160 toneladas e 5,3 metros de altura, para a empresa WHB Fundição. Além da adaptação logística dentro do Porto, o transporte do equipamento também exige cuidados. Para levar a prensa até Curitiba, onde será instalada, será necessário um caminhão com 71 metros de comprimento.
Receber equipamentos desta magnitude já não é mais novidade no Porto de Paranaguá, que nos últimos meses recebeu peças destinadas a diferentes projetos de grande porte. Até meados de 2012, o porto receberá cerca de 30 mil toneladas em peças para a construção da maior fábrica de celulose do mundo, que esta sendo feita em Três Lagoas (MS), da Eldorado Papel e Celulose, bem como peças da nova unidade da Arauco do Brasil, que está sendo instalada em Jaguaraíva, no Paraná.
O porto está concluindo uma licitação para construção de um portão especial, com largura e capacidade de manobra facilitadas para esse tipo de peças, destinadas a grandes projetos. Em outra frente de trabalho, será preparada uma nova área, fora da zona primária do porto, para armazenagem de peças de grande porte.

Fonte: Revista MundoLogística; disponível em http://www.mundologistica.com.br/portal/noticia.jsp?id=459 ; acesso em 18/03/2012.
 


12 março, 2012

Prestação de serviços de logística gera negócios lucrativos [Programa PEGN]

A previsão é de crescimento no mercado de logística em 2012, com faturamento que deve chegar a quase R$ 450 bilhões este ano. Empresários investem no setor de prestação de serviços para grandes empresas e geram negócios lucrativos.
Com um leva e traz de mercadorias, o empresário Roberto Dexheimer fatura alto. Há três anos, ele encontrou no mercado de logística uma grande oportunidade de negócio e criou uma empresa, na capital paulista. No espaço, ficam armazenados diversos tipos de produtos, de vestuário a utilidades domésticas e peças decorativas. O começo foi numa grande rede de supermercados.
“Contratamos 51 funcionários para fazer a operação de intralogística dentro das instalações de nossos clientes. E aí a empresa começou a crescer e a gente sentiu a necessidade de montar um armazém”, explica o empresário.
Hoje a empresa tem 300 funcionários, que trabalham numa área de 3 mil metros quadrados. Além da armazenagem dos produtos, é feita a distribuição logística para clientes espalhados por todo Estado de São Paulo.
E uma dica para quem quer trabalhar no setor é que o serviço costuma ser contratado por redes de supermercados, varejistas e indústrias. “Eles preferem manter o espaço que eles têm como espaço produtivo, espaço industrial, já que a armazenagem é considerada improdutiva para ele. Então há necessidade de terceirizar essa operação”, diz Dexheimer.
Os serviços começam com o recebimento das mercadorias. Em um galpão tudo é checado e separado por cliente. Depois, os produtos embalados e etiquetados seguem para a expedição. O transporte de mercadorias é feito com uma frota de oito caminhões.
O investimento para montar toda a estrutura foi pesado: R$ 1,5 milhão. Mas o faturamento é alto: R$ 8 milhões por ano.
Carlos Porto terceiriza a logística para a empresa dele. Dono de uma importadora de utilidades domésticas, ele usa o serviço para a distribuição das mercadorias para lojas e supermercados.
Com isso, ele gasta cerca de R$ 4 mil por mês. “A empresa ficou com mais tempo para as vendas, que é o nosso negócio hoje. E a parte operacional, relacionada com a parte de a armazenagem, ficou com a empresa terceirizada”, explica.

Logística reversa
E o empresário Adalberto Panzan se especializou na chamada logística reversa. A empresa dele projeta crescimento e bons lucros para 2012. Ele transporta, separa e destina resíduos, mas no sentido contrário: do consumidor final para as indústrias.
A empresa coleta pilhas, baterias, cartuchos de impressora, lâmpadas e sucatas de computador. Tudo é encaminhado para recicladoras especializadas. O negócio começou pequeno: em uma salinha de 50 metros quadrados e com um investimento de R$ 100 mil.
Em uma área de 1.300 metros quadrados ficam os produtos que são coletados em mais de 3 mil pontos espalhados por todo o país. É a etapa intermediária de toda a operação logística. Quando o material chega até ao local, é separado em baias para depois ser transportado para a reciclagem, que é a destinação final.
O transporte é feito por carros próprios e terceirizados. Tudo segue encaixotado em embalagens para evitar contaminação de resíduos.
“Uma das principais demandas da nossa operação é que nós temos rastreabilidade disso tudo, ou seja, que nós saibamos de onde está vindo aquela pilha e para onde ela vai. Então isso envolve não só informação, mas também documentação para certificar isso”, diz o empresário.
A coleta é feita em escolas, empresas, hospitais e hotéis. Nesses pontos são instalados coletores para que as pessoas possam depositar os resíduos para a reciclagem. Em um hotel, a coleta de pilhas é feita há dois anos. O estabelecimento paga R$ 180 por mês pela retirada do material.
“Nós vimos a necessidade, como o hotel consome muita pilha (...), pela sustentabilidade, meio ambiente e pelo fato de a pilha soltar um material que é muito danoso para o meio ambiente”, diz John Rudy, supervisor de serviços do hotel.
O mercado de logística segue em expansão. Fatura R$ 400 bilhões por ano e a previsão para 2012 é de que aumente para R$ 430 bilhões.
“Desde esses períodos pós crise, as empresas começam a mexer bastante em relação a revisar seus processos logísticos, reduzir custos, otimizar suas cadeias de produção, então isso gera uma demanda muito grande para operadores logísticos, profissionais de logística de um modo geral”, diz Mauro Henrique Pereira, da Associação Brasileira de Logística.

Assista a matéria: clique aqui.

Fonte: Programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios, exibido em 11/03/2012; disponível em http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/03/prestacao-de-servicos-de-logistica-gera-negocios-lucrativos.html ; acesso em 11/03/2012.

06 março, 2012

Novas técnicas prometem implantação de asfaltos de maior qualidade [Portal Logweb]

Uma prática antiga e fundamental no setor do transporte, o asfaltamento de vias, encontra-se em um momento de aprimoramento tecnológico. O diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer/RS), José Francisco Fogaça Thormann, cita entre as novidades técnicas de asfalto que estão sendo apresentadas atualmente no mercado a reciclagem de base com espuma de asfalto, o cap seal (tratamento superficial simples) e o asfalto-borracha.
De acordo com o dirigente, as soluções sempre buscam a diminuição de custos, seja pela redução no investimento inicial ou pelo aumento da durabilidade, que gera um menor gasto com manutenção e amplia o prazo da necessidade de restauração. Thormann recentemente visitou a empresa Phoenix Industries, no Texas, Estados Unidos. O diretor afirma que a companhia está revolucionando o mercado de asfalto no mundo.
Ele detalha que a empresa transformou um produto líquido transportado quente em navios e caminhões térmicos em um material sólido, de fácil deslocamento e com um custo muito mais baixo. “Além disso, a companhia já incorporou no seu produto todos os componentes necessários para o bom desempenho do asfalto, como filler (material de enchimento), cimento, cal e óleos e acrescentou 20% de pó de borracha (reciclado dos pneus) e o converteu em forma de pedras pequenas, do tamanho de bolas de gude, chamadas pellets”, conta.
Thormann diz que este material pode ser usado em qualquer usina de asfalto existente no País, basta acrescentar o agregado (pedra) na temperatura adequada e misturar em uma proporção de 90% de pedra e 10% de asfalto. Com este produto pode-se obter um concreto betuminoso de ótima qualidade que resultará em maior durabilidade e menor custo de manutenção. “O Daer e seu corpo técnico estão entusiasmados com este produto revolucionário e queremos ser os pioneiros na utilização dele no Brasil”, adianta o dirigente.
Quanto ao asfalto-borracha, Thormann relata que a avaliação do produto é muito positiva e lembra que concessionárias do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro executaram projetos com esse material. “No futuro, será muito utilizado, principalmente pelo apelo ambiental”, prevê o diretor.
Sobre outras experiências, ele acrescenta ainda que o Daer fará uma pavimentação progressiva, com equipamento italiano, próximo a Porto Alegre. Thormann explica que a técnica consiste em pavimentar rodovias por etapas, primeiro fazendo a drenagem, base, imprimação, tratamento superficial simples, duplo e capa asfáltica.

Jornal do Comércio

Fonte: Portal Logweb; disponível em http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/noticia/28660/novas-tecnicas-prometem-implantacao-de-asfaltos-de-maior-qualidade ; acesso em 27/02/2012.

Nota: Considerando a atual precariedade das estradas no Brasil, o desenvolvimento tecnológico dos processos de asfaltamento é uma esperança para os usuários de nossas rodovias.