30 outubro, 2013

Estudo indica que custos com logística consomem 11,5% do PIB brasileiro [Fetropar]

Os custos de logística - transportes, gastos com estoque, suprimentos, armazenagem e administrativos - atingiram 11,5% do PIB no ano passado, com forte aumento em relação a 2010, segundo pesquisa bienal do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). "Houve a combinação de três fatores: aumento de custos, maior movimentação de carga no País e o PIB praticamente estagnado nesse período", disse a diretora de Inteligência de Mercado do Ilos, Maria Fernanda Hijjar.
A relação entre os custos logísticos e o crescimento do PIB foi perversa nos últimos anos: com a economia crescendo 5,2%, em 2008, e 7,5%, em 2010, acima do crescimento de 0,9%, em 2012, os ônus com logística diminuíram. Em 2008, foram de 10,9% do PIB e, em 2010, de 10,6% do PIB. Nos Estados Unidos, os custos logísticos correspondem a 8,7% do PIB.
No Brasil, apenas em transporte esses custos chegaram, no ano passado, a R$ 312,4 bilhões, equivalentes a 7,1% do PIB - o maior porcentual desde 2004, quando atingiram 7,5%, segundo o Ilos. A participação do transporte rodoviário no transporte total aumentou de 65,6% para 67,4%. O restante corresponde aos transportes ferroviário (18,2%), hidroviário (11,4%) e dutoviário (3%). Nos gastos com transporte rodoviário são computados dispêndios com diesel, pedágio e seguros. O preço do diesel é subsidiado, mas não os pedágios e seguros.
Má conservação de estradas, deficiências e atrasos no embarque e desembarque de mercadorias elevam os custos e agravam o problema do congestionamento nas proximidades de portos, como Paranaguá e Santos. Isso ajuda a explicar o custo do frete rodoviário, que teve alta nominal de 19,9% entre 2010 e 2012. Enquanto isso, o volume transportado - proveniente, em especial, das safras recorde de grãos - aumentou 14% em dois anos.
Entre 2010 e 2012, houve um aumento de custos correspondente a 0,9 ponto porcentual do PIB. Ou seja, custo adicional de cerca de R$ 38 bilhões para as empresas, considerando um PIB de R$ 4,2 trilhões. (O Estado de São Paulo)

Fonte: Fetropar; disponível em http://www.fetropar.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12659:estudo-indica-que-custos-com-logistica-consomem-115-do-pib-brasileiro&catid=331:noticias-do-setor&Itemid=100206; acesso em 28/10/2013.

28 outubro, 2013

Logística deve alcançar 22% do PIB em 2018 no Brasil [Brasil Econômico]

A previsão de investimentos de R$ 240 bilhões em projetos logísticos - construção e 11 mil km de linhas férreas e 7 mil km de rodovias, além da modernização de dois aeroportos e dos portos brasileiros, previstos no Programa de investimento sem Logística (PIL) - posiciona o setor de mobilidade entre os que tiveram maior taxa de crescimento nos próximos quatro anos. Estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) confirma as perspectivas e apontam para um crescimento do setor de 57% até 2017.
De acordo com o levantamento Perspectivas do Investimento 2014-2017, divulgado ontem [21/10/13], com as concessões, a taxa de investimentos em logística no Brasil deve alcançar 22,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. Segundo o BNDES, só as ferrovias deverão receber R$ 59 bilhões de 2014 a 2017, R$ 31 bilhões a mais que nos últimos cinco anos. Já os portos terão R$ 34 bilhões, R$ 19 bilhões a mais que o período de 2009 a 2012. Somados, os modais receberão R$ 50 bilhões.
Enquanto isso, os aeroportos ficarão com apenas R$ 1 bilhão a mais e as rodovias, R$ 8 bilhões, comparado ao período anterior.
"Os setores de logística são disparados os principais da área de infraestrutura que receberão investimentos nos próximos anos. Por causa da necessidade de se antecipar as obras devido à Copa e aos Jogos Olímpicos,os aeroportos apresentam uma taxa de incremento menor que os demais", observa o economista-chefe do BNDES, Fernando Pimentel Puga.
Quanto às rodovias, Puga ressalta a valorização histórica do modal, que ainda costuma contar com investimentos mais equilibrados e distribuídos nos anos.
Para a pesquisadora do Departamento de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Júlia Fontes, o incremento do setor de logística traz nova esperança para a economia brasileira, com impactos positivos para o PIB. Mas, segundo ela, os resultados virão a longo prazo.
"As mudanças ocorrerão em doses pequenas, um incremento de 1% a 2% ao ano no PIB", avalia a economista, que chama a atenção para a grande insegurança que ainda envolve os empresários quanto ao investimento nas ferrovias, o que pode comprometer o processo de concessão, cujo marco regulatório deve sair nos próximos meses.
"Como há um questionamento sobre as condições da Valec (controlada pela União) de pagar pela compra da capacidade de infraestrutura e de que maneira ela venderia a concessão ao capital privado, que exploraria o serviço, há o risco do processo de concessão das ferrovias demorar mais do que o previsto ou ter poucos concorrentes", destaca Júlia Fontes.
No estudo, o BNDES apontou também para os baixos níveis de investimentos em siderurgia, uma queda de 68% comparado ao período de 2009 a 2012. Presidente da InterB Consultoria Internacional de Negócios, Claudio Frischtak explica que a forte concorrência com a China e a Coreia do Sul vem colocando o empresário brasileiro em dificuldade.
O levantamento do BNDES demonstrou que o Brasil vai ter um crescimento real em investimentos nos próximos quatro anos da ordem de 26%, em comparação ao quadriênio 2009-2012. Serão destinados, ao todo, recursos de R$ 3,9 trilhões, de 2014 a 2017. A alta equivale a uma taxa anual de crescimento de 4,7%.
O banco revelou ainda que os investimentos mais vultosos serão para o setor de petróleo e gás. São estimados aportes de R$ 458 bilhões, excluído o Campo de Libra.
O setor automotivo, que inclui montadoras e autopeças, vem em seguida, com R$ 74,4 bilhões. As perspectivas se fundamentam nos recordes sucessivos de vendas, devido ao crescimento da classe média, e o novo Regime Automotivo (Inovar-Auto), do governo federal, que visa ao estímulo à inovação tecnológica.
O levantamento do BNDES mapeou 17 setores, que cobrem 58% dos investimentos na economia e em projeções de especialistas para os demais setores responsáveis por 42%
do total da formação bruta de capital fixo. (Aline Salgado)
 

01 outubro, 2013

Artigo: Análise comparativa do sistema de coletas programadas Milk Run em uma indústria de máquinas e equipamentos [ENEGEP 2012]

O artigo apresentado no ENEGEP 2012 é um estudo de caso sobre as vantagens do sistema de coletas programadas Milk Run por meio de indicadores de tempo de coleta, abrangendo o ano anterior à implantação do sistema e mais dois anos posteriores à implantação. O estudo foi desenvolvido em uma indústria multinacional do setor de máquinas e equipamentos localizado no Vale do Paraíba, SP. 
 
Autores:  Bianca Siqueira Martins Domingos; Rosinei Batista Ribeiro; José Glênio Medeiros de Barros; Marcelo Gonzaga; Sinval Ferreira de Oliveira Júnior.
 
 
Fonte: Anais ENEGEP; disponível em http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2012_TN_STO_157_915_19496.pdf; acesso em 01/10/2013.