19 novembro, 2009

O varejo como exemplo de tecnologia

No post "Novo modelo de atendimento no varejo" relatei sobre matéria do Portal Logweb a respeito do sistema adotado na loja do Pão de Açúcar do Shopping Iguatemi, em São Paulo.
Nesta semana, a revista Época Negócios traz matéria sobre as 50 empresas hi-tech do Brasil, sendo que a reportagem inicia citando a mesma loja.

"A arquiteta Emília Salvador nunca deu muita atenção ao programa de fidelização de clientes do grupo Pão de Açúcar. Sentia até uma pontinha de irritação toda vez que a caixa do supermercado que frequenta, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, lhe fazia a pergunta que virou mantra na rede: “É cliente Mais?”. Desde meados de setembro, entretanto, Emília encontrou uma utilidade para seu cartão de fidelidade e essa mudança está diretamente relacionada a uma nova tecnologia.

O Pão de Açúcar instalou em sua loja-conceito do Shopping Iguatemi, onde testa novidades, um sistema chamado Personal Shop. Funciona assim: depois de se identificar numa tela sensível ao toque, na entrada do supermercado, o consumidor pega um coletor de dados e começa suas compras. No lugar de retirar a mercadoria da prateleira e colocá-la no carrinho, ele apenas aponta o aparelho para o código de barras e registra o produto. O coletor monta, então, sua lista de compras e ainda mostra na tela sugestões de ofertas, receitas relacionadas aos produtos escolhidos – que podem ser enviadas por e-mail, pela rede wi-fi –, e também um mapa da loja.

Finalizada a compra, basta entregar o coletor ao caixa e fazer o pagamento. Os produtos podem ser entregues em casa, se o cliente morar num raio de quatro quilômetros do Shopping Iguatemi, ou retirados algumas horas depois. Se preferir, pode levar na hora. O Pão de Açúcar ainda não sabe se o serviço será estendido, como gostaria a empresária Adriana Aiach, frequentadora de uma loja da rede na Zona Oeste de São Paulo, mas já tem claro como essa tecnologia evoluirá. “O próximo passo será substituir os coletores pelos celulares dos próprios clientes, que ainda funcionarão como meio de pagamento”, afirma Hugo Bethlem, vice-presidente-executivo do Pão de Açúcar.

Tecnologias que mudam a forma como as pessoas fazem coisas corriqueiras, como as compras no supermercado, ou aquelas muito inovadoras, que transformam processos de negócios, nascem geralmente em laboratórios e centros de pesquisa, mas só ganham força quando as empresas resolvem apostar e as colocam na rua. Foi o que fez o Pão de Açúcar e é o que fazem, em maior ou menor grau, as 50 companhias que integram a primeira edição do levantamento Empresas mais Hi-tech, de Época NEGÓCIOS."

A matéria completa pode ser acessada em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI97322-17453,00-EMPRESAS+HITECH.html

16 novembro, 2009

Centro de Excelência em Logística e Transportes - UFMG

Aconteceu em 24 de agosto de 2009, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) o workshop de lançamento do Centro de Excelência em Logística e Transportes, que funcionará no Nucletrans (Núcleo de Transporte e Logística) da Escola da Engenharia da universidade.
O Centro de Excelência integra a Rede Latino-Americana de Inovação Tecnológica em Logística, composta por vários centros dedicados ao desenvolvimento de pesquisa em planejamento e gestão de logística em cadeias de abastecimento. Pioneiro no Brasil, o Centro de Excelência surgiu de parceria com a Fundação Lógyca, de Bogotá, Bolívia, e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA.
Segundo Nilson Tadeu Ramos Nunes, chefe do departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da UFMG, o objetivo em criar aqui um centro para este tipo de pesquisa é trazer estudos em processo no exterior para a realidade brasileira e, mais especificamente, mineira.
Entre as atividades previstas estão a capacitação de alunos e professores da área de logística da UFMG, o desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas, e projetos de extensão com apoio da iniciativa privada. Pesquisas como uso de radiofrequência para controle de estoque e carga, e novos materiais (contêiner biodegradável, por exemplo), pretendem aprimorar os processos dentro das cadeias de abastecimento e torná-las mais sustentáveis.

Adaptado de Universia Brasil; http://www.universia.com.br/noticia/materia_dentrodocampus.jsp?not=49785 ; acesso em 16/11/2009.

12 novembro, 2009

Maior avião de carga do mundo pousa no Aeroporto de Cabo Frio (Portal G1)

Pousou às 6h30 desta quarta-feira (11), no Aeroporto Internacional de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, o avião de transporte de carga Antonov AN-124, que tem capacidade de transportar até 150 toneladas.
O avião, considerado o maior cargueiro do mundo, chegou da Noruega trazendo dois helicópteros EC225 que darão apoio logístico às plataformas de petróleo da Bacia de Campos.
Os helicópteros são de grande porte, com capacidade para 22 pessoas e pesam em torno de 15 toneladas. Cada um é avaliado em torno de US$ 25 milhões.
Segundo Flavio Kauffmann, representante do Antonov no Brasil, o AN-124 é considerado o maior avião de transporte do mundo. Em tamanho, ele só é superado pelo AN-225, que não é cargueiro. Ele foi projetado para transportar o Buran, ônibus espacial russo.
O AN-124 foi desenvolvido para transportar cargas pesadas que jamais poderiam ser transportadas por aviões de carga convencionais, como o Boeing 747.
De acordo com a Operadora Costa do Sol, que administra o aeroporto, a operação foi executada em apenas duas horas. Às 8h30, o Antonov decolou de volta à sua base.

Fonte: Portal G1; disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1375347-5606,00-MAIOR+AVIAO+DE+CARGA+DO+MUNDO+POUSA+NO+AEROPORTO+DE+CABO+FRIO.html ; acesso em 12/11/2009.

Nota: Embora a notícia acima não trate especificamente de armazenagem ou movimentação interna de materiais, vale o registro da operação de transporte envolvendo um equipamento de capacidade de carga acima do usual.

10 novembro, 2009

Substituição de equipamentos devido ao Protocolo de Montreal

O Protocolo de Montreal é um tratado internacional em que os países signatários se comprometem a substituir substâncias reagentes ao ozônio (O3) na parte superior da estratosfera (conhecida como ozonosfera). O tratado esteve aberto para adesões a partir de 16 de Setembro de 1987 e entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1989. Ele teve adesão de 150 países, inclusive o Brasil, e foi revisado em 1990, 1992, 1995, 1997 e 1999. Este requer mudanças tecnológicas, sem interferir no modelo econômico de muitos países, e isso faz dele um Protocolo bem sucedido.
Desde 1987 regula-se a produção e o consumo de produtos destruidores da camada de ozônio, sendo sua principal meta acabar com o uso dos 15 tipos de CFC fontes de destruição do O3.
Sabendo que a logística está presente em praticamente todos os setores da economia, fica evidente que este tratado tem suas consequências nas atividades e equipamentos de movimentação e armazenagem.
Por isso, o governo federal criou o PBH (Programa Nacional de Eliminação dos HCFCs) que visa auxiliar as empresas do setor de equipamentos de refrigeração e transporte frigorificado no abandono dos HCFCs no seu processo de produção.
Mais informações a respeito da linha de crédito para substituição dos atuais equipamentos podem ser obtidos junto ao Protocolo de Montreal Brasil, no site http://www.protocolodemontreal.org.br/ .

Fontes: Wikipédia; Portal Webtranspo: “Protocolo de Montreal” beneficia fabricantes de transporte frigorífico, acesso em 10/11/2009; Protocolo de Montreal Brasil.

08 novembro, 2009

Logística da Fórmula 1

Em outubro/09 coloquei um post sobre a operação logística planejada para a realização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 em 2009. Pesquisando no Youtube, localizei o vídeo abaixo, que mostra a mobilização da Lubiani Logística no transporte entre o Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas/SP) e o autódromo de Interlagos (São Paulo/SP). Embora o vídeo aborde o evento de 2008, vale como um complemento do post anterior (http://armazenaemovimenta.blogspot.com/2009/10/f1-um-dia-de-corrida-mais-de-250-de.html ).

04 novembro, 2009

Logística em primeiro plano

Este é o título de uma das matérias do Especial Logística da revista Istoé Dinheiro de 29/10/2009.

"Foi-se o tempo em que a logística era relegada ao segundo plano. Hoje ela é tão imprescindível dentro de uma empresa que os serviços ligados ao transporte e à distribuição de seus produtos estão cada vez mais estruturados e segmentados. Nos últimos 15 anos, surgiu um bom número de empresas de logística com elevado grau de especialização no manuseio de cargas - especialmente as chamadas cargas sensíveis: medicamentos, equipamentos médico-hospitalares e alimentos perecíveis, entre outros. O sistema de armazenagem da Natura tornou-se referência mundial e, não raro, a empresa recebe executivos estrangeiros interessados em conhecer de perto suas operações. A Souza Cruz é outro exemplo que atrai um bom número de visitantes internacionais, por possuir equipamentos sofisticados e de última geração em termos de tecnologia da informação."

A reportagem aborda operações logísticas especializadas, como as realizadas pela Cold Express na distribuição de picolés da Kibon; da Luft que armazena e movimenta desde bolsas Louis Vuitton até implantes ortopédicos, cateteres e medicamentos; e da AGV na distribuição de vacinas por todo o país.

Outra reportagem da mesma edição aborda a valorização dos profissionais com formação em logística devido aos ganhos (em especial, a redução de custos) obtidos com sua atuação.

As reportagens na íntegra podem ser acessadas através do endereço:
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/630/especial-logistica-155135-1.htm

Boa leitura!

02 novembro, 2009

Terceirização da logística no varejo

O varejo volta a optar pela terceirização de sua área logística, principalmente nos setores de franquias e vestuário, com a busca por redução de gastos, que pode chegar a 30%, e recursos para a expansão das lojas e outras questões do negócio, como marketing e suporte para franqueados. É caso da rede de restaurantes Griletto, que para continuar uma expansão acelerada - a empresa se transformou em franqueadora no fim de 2008 e em menos de um ano dobrou de tamanho -, acabou de fechar contrato com a Martin-Brower, multinacional que já faz entregas para a rede de fast-food McDonald's.
O objetivo da companhia, que possuía 13 filiais antes de abrir franquias, é fechar 2009 com 30 unidades, sendo que a Martin-Brower fará todo o trabalho de compra dos alimentos, a manipulação e a entrega para as lojas, o que antes era feito em uma central da rede em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A parceria já possibilitou uma economia de 3% a 5% em gastos com a área.
De acordo com Ricardo José, sócio diretor do Griletto, a rede paulista irá abrir unidades em outros estados da Região Sudeste e já está negociando no nordeste. "Para suportar esse crescimento precisávamos de uma estrutura logística forte e achamos que era o momento de fazer algo mais profissional, usar a expertise que eles já têm na área", afirma. Em 2010, a rede quer chegar a pelo menos 50 restaurantes, sendo que já fechou contrato de oito lojas.
O executivo explica que algumas grandes redes de fast-food já atuam com operadores logísticos terceirizados, já que o setor precisa ter grande confiabilidade na entrega para não ocorrer ruptura ou perdas. Ainda foram feitas algumas modificações na cadeia de fornecimento: agora, a batata congelada é comprada do mercado externo, aproveitando a cadeia da Martin-Brower, o que acaba por reduzir custos. O mesmo aconteceu com as embalagens utilizadas nos restaurantes, agora fornecidas pela empresa.
O varejo de vestuário é outro segmento que tem procurado terceirizar sua logística, já que precisa ter uma eficiente estrutura de armazenamento e entregas, para ter sempre novidades nas lojas. A rede TNG, de moda feminina e masculina, afirma que tem interesse em terceirizar seu CD e o maior número de áreas secundárias, como de tecnologia, contabilidade e recursos humanos, o que ajudaria a manter foco no negócio e na expansão das lojas, já que estão refazendo seu planejamento e estudam a abertura de unidades em cidades menores e a adoção de um novo modelo para expandir, como o de franquias, em 2010. Hoje, possuem 800 pontos-de-venda, incluindo lojas, outlets e multimarcas.
"Há dois anos fizemos um levantamento, e resultou que não valia a pena financeiramente, mas temos essa intenção. Tudo o que pudermos, vamos terceirizar para nos concentrarmos no negócio e desenvolver produtos", diz o presidente da rede, Tito Bessa. A rede atua com transportadoras para fazer entregas, não tem frota própria, e acaba de terceirizar a área de TI.
O executivo afirma também que este ano chegou a fechar quatro lojas e fazer substituição de pontos, em busca de outros que tivessem um retorno maior. Até o fim do ano, deve abrir outras quatro unidades, uma em Manaus (AM), duas na cidade de São Paulo e uma outra no interior paulista. Outra meta é, nos próximos anos, reformar todas as lojas.
A empresa varejista de roupa masculina YMAN - Yachtsman, com mais de 30 lojas, também está passando por um grande processo de reestruturação, e, recentemente terceirizou sua operação logística. De acordo com a empresa, "o objetivo é melhorar a comunicação entre toda a rede, o controle de estoque, vendas e recebimento de mercadorias", prevendo obter redução dos custos por meio do ganho de escala.
O Grupo Linx, especializado em produtos e serviços para o varejo, confirma uma maior procura de redes pela terceirização, tanto que seu braço na área, chamado de Linx Fast Fashion, é o que mais cresce dentro da empresa. Hoje a empresa faz a operação logística da YMAN e atende marcas como Camisaria Colombo, Zara e Chicco.Segundo Alberto Menache, diretor do Grupo, já tiveram que adotar um CD maior, e devem partir para outra expansão em breve: o CD de 7 mil m² passará a ter 12 mil m². "Sabemos de redes que têm uma economia de até 30% atuando com um operador logístico. Queremos dobrar o número de clientes em 2010", diz.

Fonte: Portal Webtranspo. Disponível em: http://www.webtranspo.com.br/modais/logistica/13219-varejistas-voltam-a-apostar-em-terceirizacao-da-area-logistica.html . Acesso em 25/10/2009.

Nota: Mesmo tendo ocorrido crescimento significativo do mercado de terceirização logística nos últimos anos, ainda há espaço para a intensificação destes serviços, seja no atendimento de novos clientes ou mesmo de outros setores da economia.