28 dezembro, 2015

Como funciona a gigantesca logística por trás da Amazon [Valor Econômico]

Conheça um pouco da operação de separação de pedidos de centro de distribuição da Amazon localizado em Tracy - Califórnia - EUA, com capacidade de expedição de 500 itens por segundo. Tecnologia avançada faz toda a diferença para atendimento de milhões de clientes espalhados mundo afora. Assista o vídeo (2:18 min) produzido pela Financial Times, clicando aqui.

16 dezembro, 2015

O pátio não é um “puxadinho” do armazém [Mundo Logística]

É do conhecimento comum a influência que todos os intervenientes têm na cadeia logística de uma empresa. Como em qualquer corrente, a força da cadeia logística é ditada pela do elo mais fraco. Por exemplo, por mais organizada que esteja a logística na produção, se o armazém tiver problemas, a produção da empresa será impactada.
Assim, quando se pretende organizar ou otimizar os espaços físicos dedicados às operações logísticas de uma empresa, é sabido que todos eles interagirão e que, quanto melhor um estiver, mais o outro será beneficiado. Isso ocorre mesmo que as áreas estejam fisicamente separadas, dependam de pessoas distintas e são operadas por colaboradores diferentes etc. Ou seja, ainda que aparentemente sejam departamentos “estanques”, por vezes separadas por quilômetros, a melhoria de uma delas será bom para ela própria e para as demais, logo, para toda a cadeia logística.
O pátio não é exceção. A operação no pátio, onde circulam todos os tipos de veículos e pessoas, é crítica para todo o processo. Até porque no pátio ainda pode existir outros equipamentos de logística, que precisam ser controlados, como as cancelas, balanças, catracas, entre outros.
Portanto, nos dias que correm, nenhum responsável pela logística descuida a importância da otimização do processo logístico no pátio da empresa. Todos sabem que um pátio mal administrado tem um impacto negativo no armazém, como materiais prontos nas docas para a carga e o caminhão ainda não chegou, e na portaria, o que resulta, geralmente, em filas de caminhões à porta da empresa, esperando a sua vez de entrar. Alguém está pagando a conta, geralmente o consumidor, a quem o custo dessa falha de otimização acaba sendo repassado.
Então, se já está claro para todos que o pátio não é um “puxadinho” do armazém, por qual razão, muitas vezes, ele assim o é considerado no âmbito do software? Por qual motivo a gestão do pátio, tão complexa e crítica para a operação de uma empresa, acaba sendo um “puxadinho” do WMS (Gestão dos Armazéns) ou do TMS (Gestão dos Transportes)? Está claro que ele tem peso, importância e funcionalidades suficientes e específicas para ser tratado como uma entidade própria.
O que um sistema Yard Management System (YMS) faz é isso mesmo: a gestão do pátio. Comunicando com outros sistemas, como Enterprise Resource Planning (ERP), TMS e WMS, ele deverá conhecer quem está para chegar ou sair, quem tem autorização para acessar determinadas áreas, que cargas estão para ser recepcionadas. O YMS deve “avisar” o WMS para o material certo estar a postos em uma doca específica, com as pessoas e equipamentos corretos, na hora certa, para se proceder à descarga e ao armazenamento, que vagas de estacionamento estão livres para encaminhar as visitas, em função do seu perfil etc.
Curiosamente, o YMS ainda não é utilizado e, muitas vezes, nem sequer conhecido por uma quantidade considerável de empresas brasileiras. Elas reconhecem o problema, sabem como poderia ser solucionado, mas desconhecem a existência da solução. Termino como comecei: se do ponto de vista físico, já ninguém trata o pátio como um “puxadinho” do armazém, por qual motivo ele terá de ser tratado desse jeito, no âmbito do software? [Jorge Serrano Pinto- Sonda IT]

Fonte: Revista Mundo Logístico; disponível em http://www.mundologistica.com.br/portal/noticia.jsp?id=2529; acesso em 14/12/2015.

13 dezembro, 2015

Para enfrentar a crise, empresas brasileiras investem mais em automação [GS1 Brasil]

As incertezas sobre o cenário econômico levam cada vez mais empresas brasileiras a buscar formas de reduzir custos, otimizar os negócios e evitar ao máximo as perdas. Nesse cenário, ter uma gestão eficiente passou a ser palavra de ordem, e a automação é citada como a ferramenta ideal para garantir ganho de produtividade e maximização de resultados. Pesquisa realizada neste ano pela GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação revela que 92% dos empresários consideram o uso do código de barras essencial para impulsionar as vendas, enquanto 88% apontam a tecnologia como forma de melhorar a gestão.
Como consequência, 61% dos entrevistados pretendem investir em códigos de barras que permitam incluir mais informações – os chamados códigos lineares -, assim como em outras soluções demandadas pelo varejo de grande porte, como a radiofrequência, por exemplo. “A automação, com o uso do código de barras, permite o controle e a precisão da informação que circula, garantindo ganhos de ponta a ponta”, destaca João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil.
O aumento do interesse em opções para automatizar os processos levou a entidade a registrar, pelo terceiro mês consecutivo, o crescimento no número de associados. A GS1 Brasil conta com o maior quadro associativo desde a sua fundação, há 32 anos, com 58.583 integrantes. Somente de janeiro a setembro deste ano, cerca de 5 mil empresas de todos os portes ingressaram na associação.
Do total de associados, 30% fazem parte do Cadastro Nacional de Produtos, um serviço gratuito na internet para organizar a base de dados dos produtos das empresas que fazem parte do seu portfólio. O sistema torna possível a consulta das informações alimentadas pelos fabricantes a partir de qualquer lugar, e já conta com 2,3 milhões de itens catalogados que podem ser compartilhados com varejistas e distribuidores, facilitando assim o cadastro dos produtos nos mesmos.
O cadastro funciona por meio do GTIN (Número Global de Item Comercial), um identificador para itens comerciais desenvolvidos e controlados pela GS1. Também conhecido por código EAN, é atribuído para qualquer item (produto ou serviço) que possa ser precificado, pedido ou faturado em qualquer ponto da cadeia de suprimentos. O GTIN é utilizado para recuperar informação pré-definida e abrange desde as matérias-primas até produtos acabados.
Além disso, o empresário pode fazer a gestão do portfólio pelo CNP sem qualquer risco de perda de informações, pois a GS1 garante a segurança dos dados armazenados. “O CNP é importante para micro e pequenos empreendedores que buscam espaço no mercado. Com ele, o empresário cadastra os números de identificação dos produtos e descreve as informações detalhadas de cada item, obtendo o controle das mercadorias e melhor gerenciamento das informações”, explica Oliveira.

Sobre a GS1 Brasil
A GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação é uma organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos, tem seu padrão adotado em 150 países e possui sede em 112 deles. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 58,5 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.

Fonte: Adaptado de texto da Assessoria de Imprensa GS1 Brasil - Cristine Pires - Jornalista MTB 7847 - cristineapires@gmail.com