26 agosto, 2008

Logística e terceirização

Há alguns anos, a terceirização das atividades logísticas faz parte dos planos de organizações dos mais diferentes setores da economia. Seja no motoboy que entrega gás em domicílio, ou no caminhão que abastece a linha de produção de um grande cliente, são inúmeras as aplicações do conceito de terceirização em logística. Transporte, armazenagem, movimentação, gestão de estoques, entre outros. Em 2005 apresentei minha dissertação de mestrado com o título "Modelo de Avaliação do Desempenho Logístico de Operadores Logísticos", onde estudei a rápida e significativa expansão deste mercado.
Em 11 de agosto de 2008, a Gazeta Mercantil publicou matéria referente aos números da tercerização no Brasil. Segundo dados do COPPEAD, "as maiores empresas do Brasil mantêm um índice de terceirização de serviços de logística - sejam nas atividades inboud ou outbound - semelhante ao dos Estados Unidos e Europa, na casa dos 91%, principalmente no que diz respeito ao item transporte. Em 81% dos casos, o objetivo dessa opção é a redução dos custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Estes e outros dados, levantados junto a 115 empresas dentre as de maior faturamento no País em 19 setores da economia, foram colhidos entre março e maio pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e apresentados no XIV Fórum Internacional de Logística, no Rio de Janeiro".
Percebe-se que o tema "terceirização" continua nos planos das empresas, porém, quando o objetivo é a redução de custos, ainda há um caminho a ser trilhado e a participação do profissional de logística é fundamental no alcance das metas. Porém, cabe lembrar que nem sempre a terceirização trará como resultado tal redução. Cita-se por exemplo, o caso de empresas que visam melhorar o nível de serviço, onde o fator redução de custos não é o objetivo principal (a tendência natural é de que o maior nível de serviço reflete em custos maiores).

09 agosto, 2008

A logística e o crescimento de empresas atacadistas distribuidoras

O atacado distribuidor tem participação significativa na distribuição de bens de consumo no mercado brasileiro, movimentando grandes volumes a longas distâncias, atendendo as áreas mais longínquas de nosso território. Neste cenário, observa-se que as atividades logísticas têm grande participação nas operações das empresas deste setor da economia. Há alguns anos, estas empresas perceberam a importância da logística para os seus negócios e percebe-se, cada vez mais, sua preocupação em aprimorar seus processos, investindo em recursos tecnológicos e humanos na busca pela melhor relação custos x tempos x qualidade.
A edição de junho de 2008 da Revista Distribuição (www.revistadistribuicao.com.br), publicação especializada no setor do atacado distribuidor, trouxe uma reportagem especial com 20 empresas selecionadas entre as que apresentaram os maiores índices de crescimento em 2007 e com faturamento anual superior a R$100 milhões no mesmo ano.
Verificamos que 12 das 20 empresas listadas (60% da amostra), citaram a logística como uma das “ferramentas” utilizadas para alcançar de forma sustentável tal crescimento. Foram listadas diferentes ações: aumento de frota e de área de armazenagem, abertura ou alteração na infra-estrutura de centro de distribuição, investimentos em tecnologia da informação, entre outras.
Vemos aqui que, assim como em outros setores da economia, as empresas do setor identificaram a logística como fonte de vantagem competitiva, dando a esta a devida importância para o desempenho de suas atividades empresariais gerando investimentos em equipamentos, tecnologia da informação e capacitação, tendo como resultado o crescimento e a manutenção de suas operações.