27 junho, 2011

Intralogística: ideal para crescer? [Portal Webtranspo]

Inverter o grau de importância. Esta é a afirmação dada por especialistas ao compararem o processo realizado por algumas empresas atualmente na cadeia logística, que priorizam o transporte em si deixando de lado trabalhos considerados por eles como primordiais e que integram as atribuições do segmento denominado intralogística.
Segundo Percival Margato Júnior, presidente da Abrange Logística, empresa que oferece serviços nessa área, esse tipo de inciativa é muito comum acontecer. “Atualmente, percebemos que ainda existem players que priorizam apenas o transporte final do produto, se esquecendo que 75% da cadeia integra exatamente às ações da intralogística, que é a ‘espinha dorsal’ de todo o plano de supply chain”, salientou o executivo.
De acordo com ele, bem antes de uma mercadoria ser transportada, a empresa deve processar informações, desenvolver fornecedores, acionar o departamento de compras, receber e verificar todos os tipos materiais, embalar e movimentar os produtos e estocá-los apropriadamente.
“Importantes negócios são perdidos, justamente pelo fato de que determinada companhia, por não possuir um trabalho eficaz de intralogística, não consegue colocar o produto certo, na hora certa, nas mãos do consumidor final. O diferencial é se moldar às necessidades do mercado”, destaca.
Algumas delas já perceberam isso e já organizaram sua gestão contratando consultorias e terceirizando os trabalhos internos. Essa percepção tem movimentado o setor e grupos como a Abrange já planejam um crescimento para este ano de no mínimo 30% em novos contratos.
Especializada na terceirização de serviços de intralogística, como fornecimento de equipamentos, tecnologia e profissionais, a Abrange possui 62 unidade de negócios em 14 estados brasileiros e capacidade para elevar a carteira para mais de cem clientes em 2011.

Competitividade
Margato destaca que a intralogística ficou muito tempo adormecida e de uns tempos para cá surgiu como ponto fundamental para o crescimento dos negócios. “As grandes empresas passaram a dar importância a partir do momento que sentiram que a competitividade comercial estava ficando ameaçada”, frisou.
“O maior desafio é compreender que a área envolve grandes gastos e precisa de soluções inteligentes”. Estas palavras foram utilizadas por Eduardo Banzato, presidente do IMAM, para definir a importância da Intralogística para garantir a competitividade das empresas em qualquer área de atuação.
Mesmo revelando que 25% dos custos estão relacionados ao processo de logística interna e admitindo que existe um caminho a ser percorrido para a consolidação do segmento, o executivo prevê um futuro favorável com esse setor, crescendo ao mesmo nível da economia nacional neste ano, perto de 5,5%.
“O crescimento da economia vai puxar o setor”, salientou Banzato que estipulou em 30% a defasagem atual do volume de contratos com relação a países europeus e aos Estados Unidos. Entretanto, esse déficit – segundo ele – não está ligado à falta de tecnologia ou expertise em intralogística.
“O Brasil tem capacidade para fornecer qualquer solução que a maioria dos países está utilizando. Basta as empresas deixarem de investir em modelos mais simples e apostarem naquilo que realmente vai fazer a diferença na conta final de seus negócios”, explicou o presidente do IMAM.

Terceirização
Embora reconheça que há uma tendência no mercado, Banzato informou que existem empresas que investem para assumir essa atividade e a realizam com muita eficiência. O executivo se esquivou de responder sobre as perspectivas de investimentos nesse setor, mas revelou que feiras do setor, como a Movimat, costumam movimentar mais de R$ 1 bilhão a cada edição.


Fonte: Portal Webtranspo; disponível em http://www.webtranspo.com.br/logistica/22708-intralogistica-a-diferenca-para-crescer? ; acesso em 23/06/2011.

20 junho, 2011

Sistemas para armazenagem: maior uso se faz pelo custo dos terrenos [Revista Logweb]

O preço do metro quadrado dos terrenos acaba inviabilizando as ampliações das instalações. Com isto, opta-se pelos sistemas de armazenagem, que permitem o uso do espaço vertical. E até novidades para atender às novas aplicações já surgiram.
Já que analisamos o segmento de estruturas portapaletes, vamos abordar, agora, o de sistemas para armazenagem.
“Atualmente existe uma tendência forte de crescimento das operações em todos os grandes players do mercado, seja pelo crescimento de vendas e lojas, entre outros, e isso demanda cada vez mais espaço para operar. Também faz-se cada vez mais necessário aumentar a proximidade com os grandes centros. Além disso, não existem somente problemas de locomoção e falta de mão de obra: a carência de terrenos e o alto custo do metro quadrado acabam inviabilizando as operações. Mesmo quando se tem dinheiro, não há espaço físico disponível. Diante desse cenário, a solução para uma operação mais robusta é a verticalização com aporte de tecnologia. Caso contrário corre-se o risco de um apagão logístico”, avalia Daniel Mayo, diretor geral da Linx Logística (Fone: 11 2103.2455).
Breno Buch, supervisor comercial da Mecalux do Brasil (Fone: 0800 770.6870), também diz que o mercado dos sistemas de armazenagem está em franco crescimento. De acordo com ele, hoje em dia faz-se necessária a utilização destes sistemas de armazenagem por uma série de melhorias, sem que sejam necessárias ampliações civis dos galpões, fazendo, assim, com que a empresa necessite fazer uma menor investimento para suprir sua deficiência em estocagem. O supervisor comercial da Mecalux ressalta que as informações veiculadas pelos meios de comunicação do segmento de forma intensa e massificada despertaram o interesse dos empresários dos mais diversos segmentos – de forma que, hoje, os sistemas de armazenagem estão presentes nas pequenas, médias e grandes empresas.

Leia a matéria na íntegra: clique aqui

Fonte: Revista Logweb; disponível em http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/noticia/26685/sistemas-para-armazenagem-maior-uso-se-faz-pelo-custo-dos-terrenos ; acesso em 19/06/2011.

13 junho, 2011

Porto Seco: suspiro ao gargalo logístico [Portal Webtranspo]

Os gargalos logísticos no Brasil têm deixado muitos empresários com o “cabelo em pé” na hora de buscar soluções para o escoamento de cargas no mercado nacional e internacional. Porém, se não fossem os portos secos, a situação estaria mais complicada, como é possível averiguar por meio do levantamento da ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários).
De acordo com a associação, a movimentação de mercadorias pelos portos secos registrou uma alta de 200 milhões de toneladas nos últimos dez anos – de 500 milhões em 2001 para 700 milhões neste ano. E, conforme previsões da entidade, o saldo de operações nesses complexos será de 1 bilhão de toneladas daqui a quatro anos.
Se esse volume fosse operado apenas pelos portos ou por meio de outros modais, haveria um caos no setor logístico, aponta a associação.
Não à toa, alguns investidores estão apostando em portos secos para movimentar a carga nacional com mais facilidade e incrementar os seus negócios. O setor de construção e outras indústrias também ganham; a primeira porque é envolvida diretamente no desenvolvimento dessas áreas e as demais porque podem utilizar o espaço por um preço um pouco mais acessível.
No Brasil existem, atualmente, 63 portos secos em funcionamento. Destes, 27 estão alocados apenas em São Paulo. De acordo com a descrição da ABTP, o porto seco funciona como recinto que presta serviços de despacho aduaneiro, armazenagem, movimentação; de uso público e administração privada, essas unidades devem respeitar uma área de atuação delimitada pela Secretaria da Receita Federal.
O fato é que os portos secos estão cada vez mais solicitados para a demanda logística nacional. A Prefeitura de Campo Grande, no Mato Grosso, por exemplo, está investindo R$ 23 milhões - recursos federais – na construção de um terminal intermodal na cidade.
Conforme informou Edil Albuquerque, secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Grande, ainda neste mês será aberta a licitação para contratar a empresa que executará as obras.
Uma das principais características desse porto seco é a questão da intermodalidade, assunto ainda muito discutido no País como um fator essencial para o desenvolvimento da economia brasileira. O terminal mato-grossense integrará ferrovia, rodovia, hidrovia e, no futuro, uma aerovia. A unidade deve entrar em operação em 2012.

Operações: adendo à eficiência
Com o crescimento dos portos secos, a economia tem muito a ganhar, principalmente no que diz respeito à superação de gargalos logísticos. No entanto, quando o assunto é esse, a eficiência tem começar dentro do próprio recinto.
Neste sentido, a Receita Federal autorizou a entrada de caminhões nacionais no porto seco de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Até então, os veículos não podiam ingressar na área de controle integrado para realizar o carregamento de mercadorias já nacionalizadas.
De acordo com a ABTI (Associação Brasileira de Transportadores Internacionais), que fez o pedido à Receita em conjunto com a EADI Sul, a medida vai aprimorar a atividade no local. Com isso, a procura pelo terminal será intensificada, afirmou Jorge Mendes, gerente da EADI Sul.
Segundo ele, “trata-se de uma medida que garante mais agilidade e eficiência ao processo de carregamento das cargas nacionalizadas, o que implica em economia de tempo, menos burocracia e, em última análise, na otimização dos custos”, salientou.
Para que a carga de importação seja carregada em caminhão nacional, a Receita deverá autorizar a entrada do veículo, caso não esteja habilitado para o transporte internacional, a partir do preenchimento de formulário de requerimento. As informações serão repassadas pela EADI a todos os despachantes em Santana do Livramento, informou. A iniciativa facilitará o trabalho dos transportadores .

Fonte: Portal Webtranspo; disponível em http://www.webtranspo.com.br/logistica/22465-porto-seco-suspiro-ao-gargalo-logistico ; acesso em 23/05/2011.

07 junho, 2011

Tecnologia naval promete aumentar competitividade da exportação [Portal Globo.com - Jornal da Globo]

Reportagem do Jornal da Globo a respeito de navios de grande porte, que transportam 400 mil toneladas de minério de ferro, e que vão ajudar o país a exportar mais. Tecnologia desenvolvida por engenheiros brasileiros.

Assista a reportagem: clique aqui.

Fonte: Portal Globo.com; disponível em http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/v/tecnologia-naval-promete-aumentar-competitividade-da-exportacao/1519933/#/Edições/20110526/page/1 ; acesso em 30/05/2011.