25 junho, 2015

Brasil recebe evento dedicado à sustentabilidade na cadeia de suprimento [Maxpress]

A iniciativa Together for Sustainability (TfS) (Juntos pela Sustentabilidade) liderada por 13 empresas da indústria química; AkzoNobel, Arkema, Basf, Bayer, Clariant, Henkel, DSM, Eastman, Evonik, Lanxess, Merck, Solvay e Wacker, realizou um evento de fornecedores em São Paulo.
O evento contou com palestras dos principais executivos do setor, além do painel de discussão "Criação de Vantagens Competitivas e Sustentáveis na Cadeia de Suprimento Global", mediada pela jornalista Rosana Jatobá.
A iniciativa foi criada em 2011 por seis empresas químicas multinacionais, com o propósito de desenvolver e implementar um programa de auditoria global para avaliar e aprimorar as práticas de sustentabilidade dentro das cadeias de suprimento da Indústria Química. Em todo o mundo, as empresas-membro do TfS já realizaram mais de 8 mil avaliações e auditorias.
O TfS tem como objetivo desenvolver e implementar um programa global de engajamento de fornecedores, incluindo aspectos ecológicos e sociais. Com isso, agora, os fornecedores participantes terão que preencher um formulário em vez de múltiplos questionários com informações relevantes sobre sustentabilidade fornecidas a todos os compradores, ao invés de realizarem avaliações ou auditorias de sustentabilidade separadas com cada um desses fornecedores.
A iniciativa se baseia nas boas práticas e se aproveita de princípios estabelecidos - tais como o Pacto Global das Nações Unidas (UNCG) e a Carta Mundial de Cuidado Responsável - bem como as normas desenvolvidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Internacional para Padronização (ISO), Responsabilidade Social Internacional (SAI) e outros.
Desde sua fundação, a participação na iniciativa mais do que dobrou, foram definidos 32 critérios de auditoria e mais de 290 auditores foram qualificados. Além disso, o TfS pretende ampliar seu número de membros com o tempo.
De acordo com Ruediger Eberhard, presidente do TfS, a iniciativa planeja estabelecer referências na cadeia de suprimento que podem englobar os pilares da sustentabilidade e gerar ganhos relevantes a longo prazo para as empresas e seus fornecedores.
“Nosso objetivo é a aquisição responsável de bens e serviços, como também, a melhoraria das normas ambientais e sociais de fornecedores da indústria química em todo o mundo", afirmou.

18 junho, 2015

Agroindústria de SC adota sistema de rastreabilidade [Noticenter]


As cadeias produtivas de aves e suínos de Santa Catarina – situadas entre as mais modernas do planeta – adotarão até o final  do ano a tecnologia RFID baseada no uso da radiofrequência para aperfeiçoar o sistema de rastreabilidade. A tecnologia permite o uso de uma espécie de etiqueta eletrônica inteligente que será implantada nos lacres dos contêineres, controlando todo o processo de preparação, transporte aos portos, embarque e chegada ao destino final, no exterior.
O emprego desses recursos no aperfeiçoamento da rastreabilidade suinícola resulta de parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), Sindicarne e Associação Catarinense de Avicultura (Acav). 
O projeto ainda envolve outras instituições da sociedade catarinense, órgãos oficiais da Secretaria da Agricultura, Cidasc, o Ministério da Agricultura incluindo o Vigiagro e Sipoa/SIF, além de empresas privadas de tecnologia e centros de pesquisa e Universidade de São Paulo (USP).
O projeto – também conhecido como Canal Azul – teve a colaboração da Fapesc e apoio do Sindicarne e da Acav, com a participação das agroindústrias catarinenses. Foi realizado um piloto no Estado, em 2012/2013,  o qual testou a aplicabilidade da tecnologia que agora deve ser utilizada para todos os interessados da cadeia produtiva.
O presidente da Acav José Antônio Ribas Júnior realça que esse avanço tecnológico é mais uma demonstração do vanguardismo das cadeias produtivas de Santa Catarina. Destacou, também, o status sanitário do território barriga-verde, como área livre de aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica (PSC).
O novo recurso digital confere ainda mais segurança e confiabilidade e substitui centenas de documentos pelo controle digital, cujas informações poderão ser acessadas pelos fiscais do Ministério da Agricultura. Além da segurança, o novo recurso permite reduzir para menos de um dia uma operação que, atualmente, chega a demorar de três a quatro dias.
O dirigente esclarece que não haverá mudança na metodologia adotada, mas um aperfeiçoamento tecnológico da rastreabilidade trazendo inovação, processos on-line, mais segurança e confiabilidade ao sistema.
O diretor executivo do Sindicarne, Ricardo De Gouvêa, explica que a implantação do sistema de rastreabilidade de RFID aguarda homologação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  Deverá ser implantada neste ano ainda, cobrindo toda a operação das agroindústrias aos portos.
As empresas do setor da carne já adotam a rastreabilidade nas etapas de produção a campo e na indústria. Agora, para aperfeiçoar ainda mais a rastreabilidade no Estado, a tecnologia será empregada no campo e dentro das plantas industriais.   Essa tecnologia está disponível em escala mundial e já é aplicada em várias áreas da atividade humana e empresarial.
Com isso, à medida que a vida do animal avança, registram-se nessa etiqueta os principais fatos relevantes sob aspectos de nutrição, saúde, localização, entre outros. Além disso, após o processamento, é possível manter este histórico junto ao produto, incluindo as validações oficiais e respectivas certificações.
O investimento total das empresas no processo não foi revelado, pois, como se trata de uma parceria com o Governo do Estado, Fapesc e agroindústrias catarinenses, os recursos serão alocados gradualmente, fase a fase.
“Esse é mais um investimento na vanguarda da cadeia produtiva de proteína animal catarinense. Certamente, nossos clientes internos e externos reconhecerão nossa evolução e continuarão a nos dar a preferência de aquisição nesta jornada de várias décadas”, concluiu o diretor do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa.
Ribas Júnior relatou que 2015 é um ano de grandes desafios, em razão do aumento de custos de produção, entre eles a energia elétrica, a taxa cambial (que repercute no aumento dos custos dos insumos) e a taxa de juros (que torna mais caros os empréstimos e financiamentos bancários), além da acirrada competição no mercado internacional. Mesmo assim, o presidente da Acav é otimista em relação ao segundo semestre.
Sistema
A rastreabilidade permite capturar, armazenar e relacionar informações desde o provedor de insumos e matérias-primas, produtores, até as unidades industriais, a logística e o transporte, as unidades de venda e os consumidores. Um fluxo com registro, identificação e transmissão de informações permite conhecer a procedência, o produto e sua localização. Trata-se de um monitoramento seguro e completo com registro dos estabelecimentos, das movimentações e das operações, obedecendo normas internacionais.

15 junho, 2015

Recomendação de literatura: Fundamentos da Logística e Distribuição Física Internacional

Foi lançado recentemente o livro Fundamentos da Logística e Distribuição Física Internacional, escrito por Leonardo Specorte Russi, profissional de logística e comércio exterior, consultor na área e professor nos cursos de Logística e Comércio Exterior da UNIVALI em Itajaí/SC.
O livro apresenta, através de texto simples e de fácil compreensão, a evolução da logística, seu contexto histórico, a logística internacional, a identificação das cargas e suas particularidades, estratégias de distribuição física no âmbito internacional e gestão de informações.
Recomendamos sua leitura pelos novos profissionais de logística e comércio exterior e acadêmicos nestas áreas.
O livro (em formato impresso ou digital) pode ser adquirido pelo site do Clube de Autores (clique aqui).

 

04 junho, 2015

Scania implanta método para reduzir tempo de entrega dos produtos [Revista MundoLogística]

A Scania, referência mundial na fabricação de caminhões pesados, ônibus e motores industriais e marítimos, implantou um novo conceito de produção para atender, com mais agilidade e flexibilidade, às demandas dos clientes. Com o conceito batizado de High Service Level (HSL), aplicado desde fevereiro na fábrica de São Bernardo do Campo, São Paulo, o cliente aponta, sem restrições, a sua necessidade para o concessionário e a Scania trabalha para atender à demanda, por meio da área de planejamento, que verifica diariamente cada caso e flexibiliza a produção e a logística dos pedidos.
“Havia um volume máximo de pedidos de produção pré-estabelecido, que limitava as demandas fora do previsto. Com o HSL, a produção é sob demanda, mas pode ser ajustada de acordo com as prioridades e complexidades até a chegada do produto ao cliente”, explica o responsável pela Logística da Scania na América Latina, Fábio Castello.
O conceito permite reduzir o tempo de espera entre uma operação e outra, no processo produtivo, agilizando o atendimento dos clientes. “O benefício imediato é o aumento da precisão no planejamento e na eficiência do processo, que resulta em menor tempo de entrega, atendendo no prazo, e implica, também, a melhor utilização de recursos”, explica a coordenadora do Projeto na Scania, Bruna Fecchio.
O HSL nasceu na Suécia e a operação brasileira aperfeiçoou o conceito, com a união de um grupo multidisciplinar, que mapeou os possíveis gargalos no caminho, desde o pedido até a entrega. A aplicação do HSL no Brasil foi desenhada por equipes dos próprios concessionários, das áreas de logística, produção e planejamento, que trabalharam juntas.

Fonte: Revista MundoLogística; disponível em http://www.mundologistica.com.br/portal/noticia.jsp?id=2181; acesso em 04/06/2015.