22 julho, 2014

JBS Carnes passa a operar um dos maiores centros de distribuição de alimentos do Brasil [MundoLogística]

A JBS Carnes passou a operar um dos maiores centros de distribuição de alimentos refrigerados do Brasil. A estrutura também é uma das maiores da América Latina e está estrategicamente localizada em São Paulo, na Rodovia Anhanguera, a poucos quilômetros do maior centro de consumo do Brasil. Com uma estrutura de mais de 100 mil m², o centro de distribuição possui cerca de 30 mil posições de paletes para armazenagem de produtos e capacidade para movimentar, mensalmente, cerca de 40 mil toneladas em cargas, entre elas resfriadas, congeladas, alimentos industrializados e vegetais.
O novo centro aumentará a eficiência da distribuição dos produtos da JBS Carnes para os clientes da cidade de São Paulo. Além disso, ampliará a capacidade de armazenagem da JBS na região e garantirá maior rapidez na movimentação de cargas. “Temos buscado cada vez mais integrar processos, no sentido de reduzir custos operacionais e elevar a qualidade do atendimento prestado a nossos clientes”, afirma Gilmar Schumacher, diretor de Logística da JBS.
A atividade logística da empresa entrou em sinergia com as operações da JBS Foods, já instalada no local desde 2012. A unidade de negócios de aves, suínos e alimentos processados continuará no mesmo local, compartilhando o espaço com a divisão de carne bovina da JBS.

Fonte: Revista MundoLogística; disponível em http://www.mundologistica.com.br/portal/noticia.jsp?id=1528; acesso em 21/07/2014.

21 julho, 2014

O uso da tecnologia da informação no combate aos gargalos na infralogística [Tecnologística]

Em um país de proporção continental como o Brasil, logística nunca será apenas mais um setor dentro das companhias. Segundo dados da consultoria ILOS, os custos logísticos no Brasil equivalem a mais de 10% do PIB nacional. Só os gastos com transportes e distribuição consomem, aproximadamente, 10% do faturamento das empresas brasileiras. Gestão interna e ações governamentais afetam diretamente esses números.
Desde o início dos tempos, o homem precisou se adaptar para garantir sua sobrevivência diante das limitações e escassez da natureza. Este instinto se mantém até os dias atuais, estendendo-se às empresas. É neste ponto que a logística se transforma em infralogística, ou seja, as companhias precisam usar da melhor maneira o planejamento interno para amenizar os gargalos de infraestrutura. E esse ponto será fundamental para o sucesso ou fracasso dos negócios.
Poderíamos discorrer sobre os inúmeros problemas e oportunidades estruturais que refletem em custos para as empresas, como os dados, apresentados também pela pesquisa da ILOS, realizada com 126 empresas brasileiras sobre quais ações deveriam ser realizadas a fim de reduzirem o custo logístico. Melhorar a gestão de ferrovias com integração multimodal foi a principal reivindicação do setor, com 70,7% do total. Em segundo lugar, o aumento no acesso às ferrovias do sudeste e sul foi apontado por 68,6% dos executivos, seguidos por mudança na cobrança do ICMS (67,2%), redução da burocracia portuária (65%) e melhoria nas condições rodoviárias (62,7%).
Como sabemos, os problemas com infraestrutura são vários, mas a minha reflexão é sobre o que as empresas estão fazendo para reduzirem os seus gargalos internos e como lidam com os diversos desafios cotidianos. Entre esses obstáculos podemos destacar: integração entre vários atores da cadeia, aumento de margem e resultados, prevenção de rupturas e equilíbrio de estoques, falta de recursos físicos e humanos, redução de custos da frota e fretes, aumento do nível de serviço e adaptação à complexidade tributária.
A sorte das empresas é que para gerenciar tudo não é preciso contar com mágica. Para lidar com tantos gargalos que podem atrapalhar seus resultados, existem no mercado inúmeras soluções e tecnologias adequadas para resolver cada um destes pontos críticos, afinal este é um mercado que não tolera erros.
As tecnologias da informação usadas para integrar toda a cadeia produtiva partem de ferramentas de Backoffice (Compras e Suprimentos, Gestão de Contratos, Estoque e Custos, Vendas e Faturamento, Financeiro, Contábil, Automação Fiscal etc.), passando por soluções especializadas no Core Business (WMS, TMS, OMS, Frete Embarcador, SARA, Manutenção de Frotas, Automação de Força de Vendas, Otimizador de Estoque, entre outras), até as complementares (Cloud Computing, Gestão de Capital Humano, BPO, ECM, Marketplace etc).
As empresas que subestimam sua eficácia, em geral, acabam pagando alto custo em suas operações e apresentam baixos índices de produtividade e competitividade. Calcula-se que 25% das atividades de uma empresa, de qualquer segmento, estão relacionados à logística interna. Uma boa gestão da infralogística, por sua vez, pode gerar um índice de eficiência de até 95%.
Quem ainda não está convencido de sua importância, um pouco de história pode ajudar. A palavra logística deriva do grego e significa discurso, razão e racionalidade. As primeiras evidências de seu uso foram em campos de batalha, durante a Segunda Guerra Mundial – onde era preciso manter as tropas militares no campo. Por causa do tempo incerto de quanto tempo duraria a guerra, houve a necessidade de planejar as movimentações, estudar terrenos, garantir o suprimento de armamentos, medicamentos e alimentos às tropas em ação. Além disso, grandes distâncias eram percorridas por terras a serem conquistadas.
Trazendo esse cenário para os dias atuais de qualquer organização, fica fácil entender que as necessidades para planejar, produzir e entregar permanecem inalteradas. Nesse sentido, continua também a busca por melhores desempenhos para aumentar a competitividade, reduzir custos e otimizar tempo.
Estamos na era da tecnologia e precisamos saber usá-la em nosso benefício. O Brasil ainda tem muito a evoluir em questão de infraestrutura logística, mas enquanto isso amadurece, as empresas podem fazer a parte delas traçando rotas inteligentes. Deixar de conferir manualmente milhares de notas fiscais, gerenciar pedidos, manter estoques inteligentes, incentivar a troca eletrônica de documentos, usar as facilidades de plataformas de marketplace e e-commerce para fazer negócio, cuidar da manutenção de seus caminhões, rastrear pedidos e aperfeiçoar entregas estão entre as vantagens. A tecnologia está disponível para ajudar as companhias a driblarem esses gargalos e se tornarem efetivamente mais competitivas no mercado em que atuam. [Escrito por Vladimir Michels]
 
 

15 julho, 2014

Projetos para infraestrutura até 2018 exigem R$ 920 bilhões, segundo estudo [Logweb]

Os projetos de infraestrutura anunciados pelo governo e pelo setor privado exigem R$ 920 bilhões em investimentos até 2018, de acordo com estudo do Itaú BBA obtido com exclusividade pelo Valor. O levantamento leva em consideração o que está planejado para o período nas áreas de óleo e gás, transportes, energia e saneamento.
"Se esses projetos realmente se concretizarem, será uma dose cavalar de investimento no país", disse Cristina Reis, professora de economia da Universidade do ABC e analista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "A proporção de investimentos sobre o PIB alcançaria seguramente a marca dos 20%, patamar que nunca conseguimos atingir, e a barreira que temos que passar para melhorar nossos gargalos."
Segundo os cálculos de Cristina, a formação bruta de capital fixo - medida do PIB que considera aplicações em construção e máquinas e indica o nível de investimentos produtivos no país - chegaria a 21% ou 22% do PIB. Nos últimos anos, essa proporção tem custado a passar dos 18%. Para chegar a esses números, Cristina considerou uma parcela anual de R$ 300 bilhões dos investimentos totais, aplicada ao PIB de 2016. Já o valor do PIB foi estimado com base em projeções de crescimento anual da de 4,5%, e de 2% ao ano até lá.
No estudo do Itaú, óleo e gás é o setor que responde pela maior fatia de recursos necessários, com programas de R$ 543,4 bilhões, ou quase 60% do total. É seguido por transportes (R$ 200 bilhões), energia (R$ 162,4 bilhões) e saneamento (R$ 15 bilhões).
Em transportes, o levantamento compreende ferrovias, rodovias, aeroportos, portos e mobilidade urbana (não leva em conta o trem de alta velocidade). O valor inclui também investimentos que já foram iniciados, como em quatro aeroportos concedidos recentemente (Guarulhos, Campinas, Brasília e São Gonçalo do Amarante). As concessionárias que venceram os leilões recentes de rodovias também já começaram os trabalhos em algumas estradas.
O levantamento feito pelo banco inclui muitos projetos ainda não licitados - apenas 18% do Programa de Investimentos em Logística (PIL, o pacote de concessões) já foi a leilão. O governo já iniciou a tomada de contribuições para a modelagem dos quatro próximos projetos de concessões rodoviárias federais. Também estão sendo feitos estudos para a modelagem da nova concessão da ponte Rio-Niterói e deve ser anunciado nos próximos meses o resultado da licitação da parceria público-privada (PPP) para a rodovia dos Tamoios, que liga a capital ao litoral norte do Estado de São Paulo.
Além disso, está aberto o chamamento público para complementação de estudos de viabilidade técnica para quatro trechos de ferrovias previstos no PIL. As análises serão direcionadas para os trechos entre Açailândia (MA) - Barcarena (PA), com 457 quilômetros de extensão; Anápolis (GO) - Corinto (MG), com 775 quilômetros; Belo Horizonte (MG) - Guanambi (BA), com 845 quilômetros; e Estrela D'Oeste (SP) - Dourados (MS), com 659 quilômetros de extensão.
Outros dois chamamentos públicos incluíram a elaboração de estudos de viabilidade para novos trechos: Sinop (MT) - Miritituba (PA), com 990 quilômetros de extensão; e Sapezal (MT) - Porto Velho (RO), com 950 quilômetros. [Valor Econômico]

Fonte: Logweb; disponível em http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/materia/35099/projetos-para-infraestrutura-at-2018-exigem-r-920-bilhes-segundo-estudo; acesso em 14/07/2014.

14 julho, 2014

Uma inimiga chamada infraestrutura logística [Intelog]

Ainda não foi realizado nenhum levantamento oficial, mas não é exagero afirmar que dez em cada dez estudos realizados sobre o agronegócio brasileiro apontam a infraestrutura logística do país como um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento do setor. 
Segundo dados da pesquisa The Global Competitiveness Report 2013 – 2014, realizado pelo World Economic Forum, o fornecimento desse serviço de forma inadequada é o maior entrave para fazer negócios no Brasil, ficando à frente até dos tão temidos e sempre polêmicos impostos. 
O mesmo levantamento aponta que, em um ranking de qualidade envolvendo 148 países, o Brasil ocupa a 114ª posição em infraestrutura, a 103ª em ferrovias, a 120ª em rodovias, a 123ª em transporte aéreo e a 131ª em portos. Ou seja, está mais do que claro que a falta de infraestrutura para escoamento da produção, através de ferrovias, rodovias, hidrovias ou portos, é o maior desafio enfrentado diariamente pelas empresas do agronegócio. 
O resultado da ineficiência logística se reflete diretamente na competitividade da agricultura. O custo do transporte da produção tem uma média global de 30 dólares por tonelada a cada mil quilômetros, enquanto no Brasil este valor atinge 80 dólares por tonelada. Dessa forma, o impacto da logística no agronegócio, segundo estudo da consultoria Intelog, é de 8% do Valor Bruto de Produção (VPB). Apenas para se ter uma ideia, o VPB de 2013 ficou em 421,5 bilhões de reais, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 
Em 15 de agosto de 2012, o Governo Federal lançou o Programa de Investimentos em Logística (PIL), que inclui um conjunto de projetos para o desenvolvimento do sistema de transportes nacional, abrangendo ações nos setores rodoviário, ferroviário, hidroviário, portuário e aeroportuário. Segundo o Governo, o programa foi construído com o objetivo de disponibilizar uma ampla e moderna rede de infraestrutura, obter uma cadeia logística eficiente e competitiva e gerar tarifas razoáveis. Por isso, o setor de agronegócio começou a acompanhar de perto cada passo desse projeto, mas enquanto os problemas estruturais não forem resolvidos, os executivos devem se debruçar sobre seus planos estratégicos para ultrapassar estes obstáculos. 
Para cumprir o desafio de fazer com que a produção de alimentos cresça 70% no mundo, até 2050, como tem anunciado a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), é necessário planejamento estratégico, o que significa usar todos os recursos disponíveis de forma eficiente. Um passo importante para as empresas é aprofundar a colaboração com parceiros em suas cadeias de suprimento para fortalecer a eficiência operacional e avançar para operações mais flexíveis. A comunicação integrada com os principais participantes dessa rede será de vital importância, a fim de conduzir as melhorias necessárias do produto com a velocidade, qualidade e custo em um mercado cada vez mais exigente. Aqueles que enxergarem a eficácia da cadeia de suprimentos como uma vantagem competitiva terão potencial para se tornarem mais rentáveis os próximos anos. 
Ter uma cadeia de suprimentos funcionando plenamente em uma nação de dimensões continentais, com graves problemas e deficiências infraestruturais e um sistema tributário complexo e oneroso, nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, na busca incessante pela eficiência operacional – que deve ser o foco constante das empresas do agronegócio que querem sobreviver e aumentar seus lucros - a área de logística deve deixar de ter um perfil estritamente operacional para ocupar uma posição estratégica nos negócios. Elevar a logística e a gestão de suprimentos a um maior nível de importância significa diminuir os custos e aumentar a lucratividade. 

Por Martiniano Lopes e Marcio Ikemori são sócios da KPMG no Brasil

Fonte: Intelog; disponível em http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=091451&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=753772; acesso em 08/06/2014.