23 setembro, 2012

ABB transporta maiores transformadores HVDC do mundo [Logweb]

A ABB (Fone: 0800 014.9111), atuante no setor de tecnologias de energia e automação, acaba de transportar os maiores transformadores HVDC [High Voltage Direct Current] do mundo, que irão integrar o Projeto Rio Madeira, rede de transmissão que conectará duas hidrelétricas no Noroeste do Brasil até São Paulo, cobrindo uma área de 2.500 quilômetros.
Os sete transformadores HVDC de 600 kV que foram transportados estão entre os principais componentes que irão regular o fluxo de energia e facilitar a eficiência e confiabilidade da eletricidade que será transmitida para os consumidores por longas distâncias. Cada tanque do transformador tem peso líquido de 400 toneladas.
A longa viagem, feita por meio de oceanos, cidades, vilas, ferrovias, rodovias e navios, teve um planejamento e logística bem detalhados para que fosse possível partir de Ludvika, na Suécia, e chegar ao destino final de Porto Velho, no Brasil.
“Dentre os principais desafios desse transporte estavam a necessidade de estabelecer o trajeto baseado no peso e nas pontes disponíveis no caminho do transporte. É necessário fazer um estudo de todo o trajeto para verificar os limites das pontes e principais restrições do trajeto, bem como obter as devidas licenças para rodar com os diferentes agentes nas estradas privatizadas, priorizando a segurança no carregamento e descarregamento nos diversos tipos de transporte, como balsa e navio”, avalia Felipe Nobre, gerente da divisão sistemas de potência – HVDC da ABB no Brasil. Segundo Nobre, primeiro é necessário avaliar as dimensões e o peso do transformador que será transportado e definir o conjunto transportador adequado para essa operação, conforme normas brasileiras. Com base nestas informações, é feito o estudo do trajeto e viabilidade que identifica as possíveis interferências, restrições geométricas e estruturais do trajeto. Além disso, também é realizada uma análise das condições de acesso ao local de instalação do transformador, resistência do solo, bem como o plano de descarga (pórtico, manual ou guindaste). “Toda a operação deve ser planejada de modo a garantir a integridade do equipamento e segurança da operação e que todos os aspectos legais sejam cumpridos”, continua.
A primeira etapa da viagem foi feita por ferrovia e transportou os equipamentos de Ludvika para o porto Sueco de Oxelösund, de onde foram encaminhados para a cidade de Manaus, AM, em um navio. Apenas essa jornada no Atlântico teve duração de 20 dias.
Em Manaus, cada transformador foi cuidadosamente colocado em uma grande embarcação para continuar a viagem até o Rio Madeira, em Porto Velho. Por conta do peso dos transformadores, era preciso que o rio estivesse com 7 metros de profundidade para que a embarcação pudesse navegar e isso só podia ser garantido durante as chuvas de outono. De Porto Velho até o destino final foram percorridos 20 quilômetros. Nessa etapa final, os transformadores foram colocados em um trailer gigante, conduzido por cinco caminhões que o transportaram pelas rodovias locais. Essa jornada foi concluída com a chegada dos transformadores ao destino final e instalação na subestação.
“Além de adequar pesos e dimensões dos equipamentos aos conjuntos transportadores, é necessário atuar com equipes de operações especializadas e respeitar os horários determinados de tráfego, que limitam o trânsito deste tipo de carga. Também existe o acompanhamento de órgãos competentes de tráfego, esta-duais e federais, concessionárias, companhia de energia e telefonia durante todo o processo. Mas, o diferencial do transporte de um transformador para outros tipos de cargas excedentes está no monitoramento da integridade da carga, feito por meio de um registrador de impacto instalado nele, que identifica qualquer tipo de impacto longitudinal, transversal e vertical no equipamento”, afirma Nobre.
Ao todo, foram gastos R$ 51 milhões no transporte da transmissão do projeto Rio Madeira, excluindo as linhas de transmissão e, dentre as próximas operações da ABB, está a atuação no projeto transmissão de Belo Monte.
 
 

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