16 agosto, 2011

Cai a contratação de terceiros para a administração da logística interna [Jornal Valor Econômico]

A logística vem ganhando espaço na estratégia de crescimento das empresas. Pesquisa inédita realizada pelo Ibope revela que 56% das companhias ainda concentram suas atividades logísticas internamente, ante 44% que terceirizam o serviço. Os dados foram adiantados ao Valor e integram um levantamento contratado pelo IMAM Feiras e Comércio. A íntegra será divulgada hoje [2 de Agosto], na Movimat - Feira de Intralogística, Movimentação, Armazenagem e Embalagem de Materiais, Tecnologia da Informação e Serviços. O evento ocorre em São Paulo e segue até o dia 5 [de Agosto]. A expectativa é que nos quatro dias sejam gerados mais de R$ 700 milhões em negócios.
O levantamento foi feito com 70 empresas de 14 segmentos nas cinco regiões brasileiras. Foram entrevistados executivos de companhias de varejo, atacado, automotiva, petróleo e gás e alimentícias, entre outras.
Apesar de estar disseminada por todo o Brasil, a terceirização não é uma verdade absoluta, explica o diretor da Movimat, Eduardo Banzato. "Existem diversas atividades que se viabilizam hoje sendo terceirizadas e não o estão sendo. Assim como algumas atividades que foram terceirizadas podem ser 'desterceirizadas', dependendo da estratégia da empresa".
A fabricante de embalagens Antilhas produz, armazena e distribui até 450 mil volumes por mês para 12 mil pontos de vendas no Brasil. Com sede em Santana de Parnaíba (SP), atende com frota própria a região da Grande São Paulo. E terceiriza a distribuição para o restante do país, trabalhando com quatro empresas.
A logística interna, porém, também chamada de intralogística, é totalmente realizada pela Antilhas, o que representa uma economia de recursos. Da entrada de insumos, passando pela movimentação entre as linhas de produção, armazenagem, separação e preparação, até a saída da embalagem para o centro de distribuição, tudo é feito pela Antilhas. "Isso dá mais flexibilidade, o que é determinante para o nosso negócio", afirma o diretor de Operações, Antônio Carlos Sanches. "Atendemos, principalmente, datas comemorativas. O perigo de terceirizar é que se a embalagem atrasa um dia é fatal para o negócio". Segundo o executivo, a estimativa é que terceirizar a intralogística sairia em torno de 20% a 25% mais caro.
A Antilhas pertence ao universo de empresas que entenderam o quão representativo é o custo da intralogística para uma companhia. A pesquisa feita pelo Ibope mostrou que apenas 20% das empresas conhecem e já utilizam o termo intralogística nos seus negócios. Para Banzato, da Movimat, o percentual expressa o quanto poderia - e não está sendo - economizado pelas empresas se soubessem mensurar de forma adequada os gastos dos fluxos internos de sua organização. "Sem visibilidade daquilo que constitui um custo, a empresa acaba não investindo na redução."
O levantamento solicitou dos entrevistados um percentual do quanto a intralogística representaria no universo total de custos. A estimativa média foi de 16%. De acordo com o IMAM, porém, a média é que 25% do custo operacional de uma organização esteja relacionado com intralogística.
Segundo ele, as empresas deixaram de citar atividades como manuseio em postos de trabalho e deslocamento de pessoas e materiais entre determinadas unidades como integrantes da logística interna.
A Schmersal, que fabrica equipamentos eletrônicos de segurança, investiu cerca de R$ 300 mil em um programa para estruturar sua logística interna. Chamado Menos é Mais, consistiu em reestruturar o fluxo interno de materiais, movimentação de produtos e layout da unidade de produção. O trabalho levou dois anos e meio até a implantação. "Atacamos fortemente tudo que considerávamos desperdício, de áreas a distâncias percorridas dentro da fábrica", explica o gerente industrial, Bruno Diniz.
Com um plano sistematizado de movimentação e realocação de áreas na unidade foi possível ganhar 1.300 metros quadrados sem fazer qualquer ampliação física. Segundo Diniz, com isso foi possível implantar quatro novas linhas de montagem, o que possibilitou aumentar o faturamento em 40%. Segundo ele, o maior ganho foi reduzir o tempo de ciclo dos produtos em média em 8%.

Fonte: Jornal Valor Econômico de 02/08/2011; disponível em http://www.ilos.com.br/clipping/index.php?option=com_content&task=view&id=6075&Itemid=27 ; acesso em 16/08/2011.

Um comentário:

Anônimo disse...

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