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28 fevereiro, 2010

Logística é testada na chuva em São Paulo [Portal Logweb]

Em 13 de dezembro publiquei o post "Chuva compromete semana das empresas de transporte [SP]", sobre os transtornos causados pelas fortes chuvas nas operações logísticas da capital paulista.

O Portal Logweb traz agora uma matéria realacionada ao mesmo tema, porém apresentando as soluções ou precauções apresentadas por diferentes empresas para enfrentar as constantes chuvas na região.

Abaixo, a matéria sob o título "Logística é testada na chuva em São Paulo".

'Os prejuízos são vistos, e a solução para os problemas de alagamento são demoradas e custosas. Como a situação é inevitável, o melhor é as empresas terem um plano elaborado e treinarem os motoristas, como mostram os entrevistados.

A grande São Paulo conviveu em janeiro e início de fevereiro de 2010 – quando do fechamento desta edição – com as chuvas que desde o ano passado caíram todos os dias na cidade, causando alagamentos e acidentes, complicando o trânsito. E a previsão é de mais chuva até março.
Além de mortes e prejuízos para a famílias que perderam seus bens em deslizamentos e alagamentos, quem também sofre com a situação são as transportadoras de cargas e os Operadores Logísticos. Caminhões parados, prazos perdidos, empresas isoladas durante o dia todo e queda na receita são os principais problemas enfrentados.
Segundo Francisco Pelucio, presidente do Setcesp – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, é necessário um novo sistema logístico para a cidade de São Paulo, compatível com as necessidades da metrópole e com as novas vias que serão inauguradas, como o Trecho Sul do Rodoanel e a Nova Marginal Tietê. Ele sugere que o Ceagesp – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, que sofreu prejuízo de R$ 700 mil em três alagamentos, seja transferido para o lado de fora do Rodoanel.
A seguir, algumas empresas do segmento de transporte contam quais as estratégias adotadas nas épocas de chuvas.

Expresso Jundiaí: reforço na segurança
No caso de problemas com as chuvas, a unidade São Paulo da Expresso Jundiaí Logística (Fone: 11 2152.6000) é orientada a registrar o fato no sistema (Newsitex), informar os clientes e filais e guardar reportagens que retratem o evento, para comprovar eventual questionamento referente a atrasos de entregas que ocorrer.
Segundo Valmir Souza de Almeida, gerente nacional de operações, a principal recomendação aos motoristas é para não tentarem transpor as áreas alagadas, ou seja, não expor a sua segurança, o equipamento (veículo + acessórios) e a carga.
“Com relação à mudança de rotas, mantemos equipes monitorando/contatando os veículos constantemente. Todos os veículos são equipados com sistema de rastreamento e aparelhos celulares”, explica o profissional.
Sobre segurança da carga, Almeida diz que são necessários mais cuidados em razão das enchentes, pois com o retorno dos veículos sem o término dos serviços, além da queda na produtividade, há um acúmulo de carga nos terminais, prejudicando a movimentação, a conferência, o tempo de carregamento e, em algumas situações, gerando implicações na cobertura securitária (concentração de valores nos terminais).
Para minimizar estes transtornos e os custos operacionais, há várias ações que a empresa pode tomar, entre elas, alterações nos procedimentos de carga e descarga e reforço na segurança.

FedEx: couriers são treinados em direção defensiva
A FedEx Brasil (Fone: 0800 7033339) tem um procedimento padrão para situação como a das chuvas: quando a carga já está em rota para entrega, os couriers entram em contato com o departamento de dispatch (os coordenadores dos couriers enquanto em rota), avisam o número de todos os air waybills que ainda estão no veículo para entrega e os dispatchers verificam no sistema da FedEx, via air waybills, o nome e o endereço dos consignees, entrando em contato em seguida com cada um para então reprogramar a entrega. Quanto aos couriers, eles escaneiam os air waybills com a informação atualizada sobre a impossibilidade da entrega devido a enchentes. Essa informação vai para o sistema, onde a consulta fica disponível.
Já no caso da coleta, o serviço de atendimento ao cliente entra em contato com o solicitante, reprogramando todas as coletas afetadas e, se for possível, pede ao cliente para disponibilizar o pacote em outro endereço que não tenha sido afetado pela enchente.
Vera Lucia Lima, gerente sênior de operações, conta que todos os couriers da FedEx são devidamente treinados em direção defensiva, noções de defesa pessoal no sentido de aprendizagem de como evitar se colocar em situações potencialmente perigosas e, no caso específico de enchentes, são treinados a sempre procurar um local seguro, trancar o veículo e sair de dentro dele para proteger sua própria vida e evitar possíveis assaltos ou vandalismo. São treinados também para não resistirem a qualquer tentativa de assalto.
Ela também diz que os disptachers possuem ferramentas (internet e rádio com informação de trânsito) que permitem o monitoramento de todas as rotas informando sobre congestionamento e áreas de alagamento para que os couriers possam proativamente executar mudanças de rotas.
“A FedEx é proativa em assegurar que realiza seus serviços de entrega baseado no que chama Purple Promise, o comprometimento que torna única cada ação da empresa, o que se traduz em um alto grau de comprometimento de todas as equipes”, declara Vera, acrescentando que o departamento de atendimento ao cliente da FedEx, tanto por telefone, quanto por e-mail e chat, segue as orientações passadas pelo departamento operacional, pois ele tem todo o mapeamento da situação das áreas afetadas na cidade.
"Para o cliente, como ocorreu em um dos piores dias de chuva em dezembro, nós sempre somos transparentes em nossa comunicação. Explicamos a situação claramente, oferecemos opções alternativas, como, por exemplo, agendar a coleta para o dia seguinte ou até retirar remessas em seus domicílios ou outro endereço que for mais conveniente, até a retirada na estação da Lapa, na Capital de São Paulo”, explica a gerente sênior de operações.
Como alternativa, se possível para o cliente, a empresa pede que deixe a remessa na portaria da empresa. Em casos extremos, como este, a FedEx comunica aos clientes que as entregas e coletas, dependendo da área informada por operações, estavam suspensas.
“Felizmente, não tivemos nenhum tipo de problema ou reclamação. Todos compreendem e demonstraram satisfação, pois nunca recusamos as solicitações”, expõe Vera.
Quanto a roubo/extravio de cargas, além da tecnologia aplicada para rastreamento de todos os pacotes com os escâneres (Powerpad) que permite visualização – tanto por parte dos funcionários como dos clientes – de cada movimento do pacote, a FedEx possui política de indenização aos clientes de qualquer pacote extraviado, que dentro da logística da empresa acontece muito esporadicamente.

Keepers: o cliente é informado sobre o atraso
A Keepers Logística (Fone: 11 4151.9030) possui uma central de gerenciamento de transporte, pois além de transportar os produtos, ainda utiliza-se de oito parceiros para realizar a distribuição a nível Brasil, revela Felippi Perez, diretor de projetos/novos negócios da empresa.
Para os casos de entregas com problemas, como as chuvas, a Keepers tem um plano de contingência que consiste em: receber a informação via rádio ou sistema operacional sobre as entregas faltantes e quais os problemas enfrentados; analisar a gravidade do problema, como alagamento, trânsito ou atraso por desvio de rota; definir se a melhor opção será cancelar as entregas e roteirizar no dia seguinte ou enviar um veículo menor para desviar o percurso por locais sem alagamento, ou até aguardar a chuva e os pontos de alagamento se estabilizarem para prosseguir; por fim, disponibilizar a informação aos clientes, como atrasos, reagendamentos ou cancelamento das entregas.
Além disso, os motoristas passam por treinamentos constantes sobre alagamentos, enchentes, trânsito etc. “Só assim poderemos evitar os transtornos provenientes dessas situações”, declara Perez. As principais recomendações se concentram em procurar um local seguro e seco para estacionar o veículo, avisar o mais breve possível a central de gerenciamento e aguardar as instruções. A comunicação dos motoristas com a companhia sempre acontece via sistema operacional ou rádio, em ambos os casos a comunicação existe em tempo real, o que possibilita que a ação da central seja mais assertiva.
Com relação ao cliente, ele é imediatamente informado sobre o atraso e quais as ações estão sendo tomadas, primeiramente via telefone e posteriormente através do site. “Ainda assim, o sistema operacional que gerencia o transporte envia todos os dias um relatório aos gestores da operação nos clientes, informando quais foram os pedidos atendidos no dia anterior, quais sofreram atrasos e quais serão realizados no dia vigente”, explica Perez.
Em situações de chuvas, os índices de danos e roubo de cargas aumentam, pois, conforme conta o profissional, na medida em que os veículos saem das rotas programadas e seguras traçadas pelo gerenciamento de risco e roteirizador, eles ficam expostos a roubos. “Quando o veículo passa por enchentes e alagamentos, invariavelmente a carga ficará molhada, afetando, assim, a embalagem e a qualidade do produto – portanto, os danos são frequentes nesses casos”, conta.

Rápido 900: estudo e mudança de rotas de fuga
No caso de problemas com as chuvas, o plano da Rápido 900 (Fone: 11 2632.0900) envolve estudo e mudança de rotas de fuga para os principais pontos atingidos frequentemente por enchentes, negociação de prazos com o cliente e adiantamento de entregas na parte da manhã, quando as chuvas são menos frequentes.
O diretor, André Ferreira, conta que os motoristas da empresa passam regularmente por treinamentos sobre direção defensiva, atendimento ao cliente e sobre como devem agir em situações de enchentes. A principal recomendação é que não tentem avançar em pontos de alagamento. O profissional diz que o fato de todos os veículos serem rastreados permite a comunicação entre eles e a Central de Operações, que orienta quanto às rotas de fuga, dependendo da direção do motorista.
“Quanto aos clientes, entramos em contato imediatamente com eles e os avisamos sobre o problema da enchente, informamos sobre todas as medidas alternativas que estão sendo tomadas, bem como as soluções. Também negociamos novos prazos de entrega e colocamos outros veículos à disposição, mas nem sempre o cliente compreende”, expõe Ferreira.

Rodolatina: plano de estoques de produtos
Especializada no transporte de cimento, a Rodolatina Logística e Transportes (Fone: 41 3888.0404) tem um plano elaborado com referência aos estoques de produtos dos clientes, evitando problemas que inviabilizem a entrega de cargas, como as chuvas. “Controlamos diariamente esses estoques (de todos os clientes), além de termos rotas alternativas previamente acordadas com eles”, revela o gerente de unidades, Fernando Braghini.
Já os motoristas são treinados e previamente orientados. As recomendações consistem em: manter contato direto com a empresa nas saídas e chegadas das fábricas e nos clientes e situações com risco de acidentes. “Toda a situação é monitorada via Autotrac, com informação imediata ao cliente. Nossos clientes têm acessos ao Logcenter, que monitora a frota durante a viagem, calculando todos os possíveis atrasos. Contamos, também, com uma equipe de logística (24 horas) monitorando e informando, caso haja atraso na carga”, complementa.'

Fonte: Portal Logweb; disponível em http://logweb.com.br/index.php?urlop=noticia&nid=MjI3Nzk= ; acesso em 27/02/2010.

23 fevereiro, 2010

Perspectivas para 2010, 2011, 2012, ...

Embora já tenham se passado quase 2 meses de 2010, ainda vale falar sobre as perspectivas para este ano, mesmo porque muitos dizem que o ano só inicia realmente após o carnaval. Além disso, especula-se que os bons ventos esperados para 2010 repitam-se nos próximos anos.
Pois bem, passada a pior fase da crise internacional iniciada em 2008 (pelo menos é o que dizem muitos especialistas), o País prepara-se para retomar, ou até ultrapassar, índices anteriores de crescimento. Tal otimismo baseia-se, principalmente, no PAC (Programa de Acelereção do Crescimento) e na realização de dois importantes eventos nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
A revista Logweb de dezembro de 2009 destacou as expectativas de diferentes setores voltados à logística, onde se apontaram dificuldades encontradas nos últimos anos e propostas para que o setor alcance os níveis de desenvolvimento desejados.
Na opinião de diversos especialistas e representantes do setor, o Brasil ainda apresenta muitos impedimentos como malha ferroviária limitada, rodovias em más condições de conservação e com capacidade esgotada em vários trechos, necessidade de melhorias nos portos, matriz de transportes desbalanceada, entre outros. Em suma, a infraestrutura logística do País não atende às projeções de crescimento do País. Tal percepção corrobora com matéria da revista Istoé Dinheiro de janeiro de 2010, onde a infraestrutura é colocada como um dos desafios a serem superados pelo Brasil para atingir tais níveis de crescimento.
Dadas as dimensões dos desafios a serem superados, sabe-se que o Poder Público tem grande responsabilidade nas melhorias necessárias, em especial nos investimentos na infraestrutura e ajustes nas legislações pertinentes.
Por outro lado, cabe também aos profissionais da logística a sua contribuição na pesquisa, desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias, investimento em qualificação da mão de obra, análise e melhoria nos processos logísticos visando ganhos de eficiência e eficácia nos serviços prestados.
Concluindo, muito necessita ser feito e cada um deve sentir-se responsável por uma parcela desta tarefa para que possamos alcançar os resultados desejados para os próximos anos. Não bastarão as perspectivas; será necessário muito empenho e criatividade para tornar em realidade nossas expectativas.

Referências:
- Revista Logweb, edição 94, dezembro/2009;
- Revista Istoé Dinheiro, edição 641, janeiro/2010.

21 fevereiro, 2010

Pick to light

Vídeo apresentando a utilização de tecnologia pick to light e radiofrequência em centro de distribuição de empresa do ramo de confecções nos EUA.

PICK to LIGHT é um sistema de picking intensivo, baseado no princípio Stock ao Produto com percursos curtos. Habitualmente a instalação é composta por estanterias dinâmicas para armazenamento, displays de sinalização para cada uma das localizações. A cada operador é assignada uma zona de estanteria, na qual prepara pedido a pedido a partir das indicações disponibilizadas pelos displays. Destina-se ao picking unitário de todo tipo de produtos, aplica-se a todos os sectores onde se opera com uma quantidade limitada de referências (por exemplo, laboratórios farmacêuticos). Pode igualmente servir como um bom complemento às soluções mais globais de picking unitário, tais como os Carrosseis Horizontais, ao poder operar as referências de elevadíssima rotação ou de maior dimensão na zona de Pick to Light



Referências: Slidelog Sistemas Logísticos; disponível em http://www.etsystems.com/port/index.htm ; acesso em 15/02/2010.

14 fevereiro, 2010

Etapas e requisitos do descarte correto de pilhas e baterias

É cada vez maior a preocupação com o uso consciente e proteção dos recursos naturais. Inclusive, a legislação pertinente torna-se cada vez mais detalhada e exigente. No tocante a pilhas e baterias, as leis brasileiras determinam que alguns tipos destes materiais não podem ser descartadas junto ao lixo doméstico, exigindo tratamento específico após sua utilização (Resoluções CONAMA 257 e 263 de 1999). 

Sobre a reciclagem de pilhas e baterias, o Portal Logweb apresentou uma matéria sob o título Descarte de pilhas e baterias deve ser feito corretamente, transcrito abaixo. Destaque para os procedimentos de transporte destes materiais.

'A todo o momento surgem novos modelos de aparelhos celulares. Cada vez mais modernos, com maior número de recursos, estes equipamentos tornam os modelos anteriores antiquados, mesmo que tenham sido lançados há poucos meses. Com isso, surge um problema: como fazer o descarte correto dos aparelhos ultrapassados e de seus componentes?
Há diversos locais que recolhem materiais plásticos para fazer a reciclagem e reaproveitá-los. No entanto, a situação não é a mesma com as baterias destes equipamentos. Por necessitarem de um processo muito mais complexo, pelo fato de possuírem elementos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente em sua composição, as baterias precisam de um cuidado especial para o reprocessamento.
O processo requer uma logística especial. “Somente uma logística perfeita torna viável economicamente este processo”, garante Fátima Santos, gerente técnica e comercial da Suzaquim (Fone: 11 3159.2929), localizada em Suzano, na Grande São Paulo, e a única empresa brasileira credenciada a fazer o reprocessamento de pilhas e baterias.
Algumas empresas (ainda são poucas) enviam o material para a sede da Suzaquim. Já na chegada ele é separado. Para uma sala vão as pilhas e para outra as baterias de celular, que são desmontadas – o plástico é colocado em um recipiente e as chamadas células de bateria, que nada mais são do que pilhas interligadas por eletrodos, são colocadas em outro.
De acordo com Fátima, os plásticos que compõem as capas das baterias são enviados para uma recicladora, que tritura o material que posteriormente será utilizado para a confecção de novas peças, como cestos de lixo, entre muitas outras.
As células de bateria, por sua vez, para que o restante do processo seja facilitado, são cortadas em uma guilhotina. A partir daí, o material é incorporado ao mesmo processo das pilhas. “Em seguida, é feita a trituração do material, mas, mesmo assim, permanecem pedaços grandes e a mistura de metais pesados, plásticos e componentes químicos”, explica Fátima.
Depois, segundo a gerente da Suzaquim, o material é peneirado para separar os materiais perigosos dos resíduos plásticos, que serão enviados para reciclagem. O material que sobra nessa etapa é chamado de pó de pilha, que é o estágio mais perigoso de contaminação. Por isso, com muito cuidado no manuseio, o pó é levado diretamente para o reator químico. Após o processo de reação química, o material é queimado em um forno a 1.300 ºC, resultando em um óxido metálico, utilizado para fabricar corantes para pisos cerâmicos, vidros, tintas e refratários.
Conforme revela Fátima, dependendo do mês e de quanto recebe de material, a Suzaquim produz de 150 a 300 kg deste material final, que é vendido no mercado interno. “Além disso, quando utilizado com as baterias industriais que vêm em maior quantidade, nós exportamos para o Japão, a Inglaterra e a Dinamarca”, destaca.
Além das pilhas e baterias, os seguintes resíduos tecnológicos são reprocessados pela empresa: sucata eletroeletrônica, placas de circuito integrado, sucata contendo metais, cartões magnéticos, CDs, disquetes, fitas, embalagens metalizadas, filmes, cartuchos com toner e refil, bem como placas e peças provenientes de cromeação, niquelação, zincagem, cobreação, etc.
Para garantir o transporte seguro dos resíduos, que muitas vezes são materiais perigosos, a Suzaquim utiliza o Manual do Expedidor, que torna obrigatória a presença dos seguintes itens no veículo transportador: Ficha de Emergência, Envelope de Emergência, Nota Fiscal, Rótulos nas Embalagens, Check List (documentação de frete), CADRI – Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduos Industriais, MTR – Manifesto de Transporte de Resíduos e RNTRC – Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas.
“Deverá haver no veículo uma ficha de emergência para cada produto transportado e um envelope para cada expedidor de produto perigoso, nos casos em que o veículo tenha sido carregado em mais de um lugar, por responsáveis diferentes”, exige o primeiro item do Manual.
Quanto à Nota Fiscal, o Manual do Expedidor explica que é um documento obrigatório que descreve a mercadoria, seu acondicionamento, peso, valor, imposto devido ou a norma isencional, nome e endereço do emitente, nome e endereço do destinatário, condições de venda ou de remessa, meio de transporte e data de saída, próprio para tipo de movimentações de bens, sendo necessário o preenchimento de todos os campos aplicáveis.
Os rótulos nas embalagens devem ser feitos conforme estabelecido na NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos. Já o RNTRC é obrigatório pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que descreve a regularização do exercício da atividade.
A documentação de frete, outro item obrigatório, sinaliza a presença de todos os documentos citados e dispõe de campos para sinalização da presença de 36 itens de segurança, como extintores, luvas e capacetes, e pede, ainda, a confirmação se o produto está acondicionado da maneira correta, se há vazamentos, etc.'

Fonte: Portal Logweb; disponível em http://logweb.com.br/index.php?urlop=noticia&nid=MjI2NDY= ; acesso em 26/01/2010.

Referências: Portal AmbienteBrasil; disponível em  http://www.ambientebrasil.com.br/ ; acesso em 14/02/2010.

04 fevereiro, 2010

Feira Internacional Logística.2010



Evento promovido pela ABEPL - Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Logística, que contará com ciclo de palestras e exposição de fornecedores de equipamentos e serviços.

Local: Parque Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva)
Jundiaí - São Paulo - SP
Data: 15 à 17 de Junho de 2010

Maiores informações no site:  http://www.feiradelogistica.com/

28 janeiro, 2010

Logística enxuta surge como aliado contra o desperdício

Conter o desperdício e a ineficiência no ambiente de trabalho. Esta é a base da logística enxuta, uma extensão do conceito criado pela montadora Toyota há quatro décadas, denominado Lean Manufacturing (produção enxuta).
A base é o método Kaizen, que se traduz em mudança de mentalidade. Há também o Just in time, Kanban e Poka-Yoke, técnicas criadas pelo engenheiro mecânico Taiichi Ohno, que bem aplicadas atualmente trazem bons resultados nas operações. Grandes players da economia nacional já descobriram a sua eficácia e estão reduzindo custos em toda cadeia logística. Porém, o conceito ainda carece ser entendido a fundo para que mais grupos empresariais o adotem internamente.
De acordo com Aldo Albieri, especialista em logística, tal metodologia não se resume a grupos de grande porte (Mercedes-Benz, Nestlé, Bosch, Embraer), podendo ser aplicado também no ambiente de empresas menores. “A relação cliente e fornecedor forma uma cadeia e cada empresa precisa analisar e descobrir como eliminar o desperdício ao longo dela, e em meio a esse processo encontram-se pequenas, médias e grandes empresas”, declara Albieri.
O especialista afirma que o conceito ainda não é muito difundido no País, porque a maioria dos empresários não se interessa em conhecer o método do lean manufacturing. Segundo ele, 90% dos donos de empresas não sabem do que se trata. “O que falta ao empresário é o interesse em conhecer a filosofia para iniciar a implantação”, revela.
Albieri afirma que somente assim, se descobrirá a eficiência da logística enxuta, que pode ser aplicada com baixos custos, pois não envolve investimentos em tecnologia nem equipamentos. Apenas muda-se a maneira de trabalhar modificando o cenário com melhorias contínuas.“A logística enxuta prega a melhoria contínua em pequenos degraus sem alterações em tecnologia e equipamentos. São pequenas mudanças que envolvem curtos prazos, incentivando os grupos de pessoas que estão envolvidas naquele local de trabalho a mudar o cenário atual”, prossegue.
O principal impasse para a aplicação da logística enxuta é a quebra de paradigma. Tanto de diretores quanto de funcionários. “As coisas foram feitas de uma certa maneira até hoje e serviram em um outro contexto. Tudo o que foi realizado na cadeia logística não vai ser desvalorizado, isso precisa ser passado para o funcionário, com a melhoria não há corte no efetivo da mão-de-obra”, salienta Albieri.
Por outro lado, o diretor precisa estar aberto a mudanças. Na aplicação do conceito as alterações acontecem de cima para baixo. “O gestor precisa comprar a ideia e formar um grupo que estará disseminando até os níveis mais baixos do quadro de funcionários, os quais colocarão em prática o projeto”.

Fonte: Portal Webtranspo; autor Marco Garcia ; disponível em http://www.webtranspo.com.br/modais/logistica/16123-logistica-enxuta-surge-como-um-aliado-contra-o-desperdicio.html ; acesso em 27/01/2010.

26 janeiro, 2010

A infra-estrutura de transporte como um dos desafios para o desenvolvimento do Brasil na década de 2010

A edição 641 da revista Istoé Dinheiro traz a seguinte matéria de capa: “Porta aberta para a década de ouro do Brasil”. A reportagem mostra como e por que a economia brasileira irá crescer a um ritmo de 5% ao ano até 2020, num cenário que somará US$ 1 trilhão à riqueza do País.

Como não poderia deixar de ser, um dos dez passos para o desenvolvimento, onde o Brasil precisa avançar para garantir o crescimento sustentado, é a melhoria da infraestrutura de transportes. A ABDIB [Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base] prevê investimentos de R$ 160 bilhões até 2015, dos quais R$ 24 bilhões em transportes. O Programa de Aceleração do Crescimento prevê gastos de R$ 502,2 bilhões depois de 2010. O orçamento, desde 2007, é de R$ 1,14 trilhão.

Fonte: Revista Istoé Dinheiro, edição 641; disponível em http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/641/artigo160194-1.htm ; acesso em 17/01/2010.

20 janeiro, 2010

Portonave quer transformar o litoral norte de SC em um moderno complexo portuário

Projetado para ser o mais moderno porto privativo de uso misto do Brasil e um dos mais eficientes terminais na movimentação de cargas conteinerizadas da América Latina, o Porto de Navegantes iniciou operações, em outubro de 2007, sob os olhares atentos dos trabalhadores portuários de Itajaí. A implantação de um novo terminal na região, que recebeu investimentos de R$ 430 milhões, foi encarada por alguns como uma ameaça à movimentação portuária da cidade, principal pilar da economia local – tanto que um grupo de estivadores chegou a paralisar suas atividades como forma de protesto à abertura do novo porto.
Ao contrário do que se temia, porém, o novo porto não veio para competir. Veio para somar.
Em 2009, a Portonave, empresa que administra o Porto de Navegantes, registrou um faturamento de R$ 144,4 milhões, um crescimento de cerca de 73% em relação ao registrado em 2008 – R$ 83,3 milhões. O número de navios que atracou no terminal mais que dobrou, passando de 302 para 621. Foram em torno de 246 mil contêineres, número 87% superior ao do ano anterior, e 414 mil TEUs (Twenty-Feet Unit, medida internacional para contêineres de 20 pés).
A Portonave idealizou o Porto de Navegantes para ser uma solução a problemas comuns ao setor portuário, como gargalos e baixa produtividade. Com investimentos de R$ 430 milhões na construção, o terminal possui um cais com 900 metros de extensão, três berços de atracação, dez portões de acesso e estacionamento com 150 vagas para caminhões. No total, são 600 funcionários do próprio porto e 150 do terminal frigorífico da Iceport, totalizando 750. A área administrativa conta com 8.650 metros quadrados.
Os equipamentos utilizados pela Portonave atendem todos os certificados e normas vigentes nacionais e internacionais vigentes, garantindo maior segurança, agilidade e eficiência às operações portuárias. Com isso, o terminal se iguala aos principais portos do mundo em qualidade e modernidade de equipamentos. No total, tem à disposição três portêineres, utilizados na movimentação de contêineres do navio para o costado e vice-versa, dois guindastes de alta performance que podem erguer 41 toneladas, oito transtêineres, utilizados na movimentação e armazenamento de contêineres no pátio, empilhadeiras e 25 caminhões de última geração.

Fonte: Adaptado de Noticenter; disponível em http://www.noticenter.com.br/ ; acesso em 20/01/2010.

18 janeiro, 2010

Transelevadores

Vídeo sobre o funcionamento de equipamentos de movimentação e armazenagem de cargas conhecidos como transelevadores.



Os equipamentos aqui apresentados são fabricados pela Scheffer.

13 janeiro, 2010

Publicação no blog Logística Descomplicada

Foi publicado hoje no blog Logística Descomplicada um breve artigo que escrevi sobre os desafios da cadeia de abastecimento para atender o crescimento da classe C.

O texto pode ser acessado através do link abaixo:

http://www.logisticadescomplicada.com/o-crescimento-da-classe-c-mudancas-no-mercado-consumidor-e-desafios-para-a-cadeia-de-abastecimento/

11 janeiro, 2010

Matéria da revista IstoÉ Dinheiro: A ponte que falta

A revista IstoÉ Dinheiro de 08/01/2010 traz uma matéria intitulada "A ponte que falta" a respeito da fragilidade das estradas brasileiras frente às catástrofes naturais que atingiram o Brasil nas últimas semanas.
Destaco o seguinte trecho: '... Nos primeiros dias de 2010, uma longa fila de caminhões carregados de soja de Mato Grosso se formou próximo a Sorocaba, interior paulista, à espera de um sinal verde da transportadora para descarregar nos portos de Santos e São Sebastião. A ordem era aguardar o desbloqueio da Rodovia dos Tamoios, que liga a região de São José dos Campos ao litoral Norte, ou até que o sistema Anchieta-Imigrantes estivesse em condições de tráfego.
A sobrecarga de veículos nas duas rodovias fez com que o trajeto entre São Paulo e Santos - que geralmente dura 45 minutos - levasse mais de quatro horas. "O atraso na entrega nos causou um prejuízo de R$ 320 mil. Não começamos bem o ano", reclamou Eloir Creutzberger, diretor da Jetlog Logística, de Cuiabá. Problema semelhante viveu a FRZ Autopeças, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Um contêiner carregado de componentes para automóveis, que embarcaria pelo Porto de São Sebastião para a Europa, ficou preso na via Dutra. "Entre locação de contêiner, custo do frete e do navio, perdemos mais de R$ 100 mil", contou o presidente da empresa, Gerson Ferrazini.'
A matéria traz ainda dados sobre os níveis de investimento em infra-estrutura viária nos últimos, assim como opiniões e resultados de avaliações das condições das estradas do país.

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro; disponível em http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/640/a-ponte-que-faltaas-enchentes-e-os-deslizamentos-do-final-159749-1.htm ; acesso em 11/01/2010.

Logística sustentará plano de expansão do Walmart no mercado nacional

Na última semana de 2009, o Grupo Walmart divulgou que o montante financeiro a ser investido no mercado brasileiro em 2010 será de R$ 2,2 bilhões. Os números revelados na presença de Miguel Jorge, Ministro do desenvolvimento indústria e comércio exterior, chamaram a atenção por uma questão óbvia: trata-se do maior investimento da rede americana de varejo desde a sua entrada no País, há 14 anos. De acordo com o Grupo, serão abertas entre 100 e 110 lojas no Brasil. Um setor vital para as aspirações do Walmart neste ano também está incluso nos investimentos: o de Logística. Sem revelar a quantia destinada, a marca americana anunciou readequação na infraestrutura. Ainda segundo a empresa, os valores serão fundamentais para suportar o objetivo de crescimento no mercado nacional. No entanto, o Grupo não divulgou que parte vai para cada área ou região. Apenas revelou que o aporte envolve incremento em tecnologia de última geração e equipamentos. O propósito da empresa com o anúncio de investimentos é elevar seu faturamento, cujo valor de 2009 ainda não foi divulgado –, mas que segundo a empresa, já havia ultrapassado a cifra de R$ 17 bilhões em 2008. Gerenciando um leque de vários estabelecimentos, que vai desde hipermercados, supermercados, lojas de atacado a clubes de compras, a empresa busca expandir seus negócios com um foco principal nas classes C, D e E da população – a chamada classe média emergente –, sob as bandeiras Todo Dia (varejo) e Maxxi (atacado). Sempre em pautaParte dos recursos envolverá o segmento de logísticaConforme relatos da empresa, a logística tem sido um dos segmentos internos que mais receberam atenção e valores da cúpula da companhia no território nacional. Ao longo do ano passado, já havia dado sinais de que para crescer precisaria organizar suas operações. Esse foi o objetivo ao inaugurar o primeiro centro de distribuição ecoeficiente na cidade mineira de Betim e mais dois em São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS).Para o empreendimento de 33 mil metros quadrados em Betim, o Walmart direcionou R$ 90 milhões. O CD está localizado em uma região estratégica e abastecerá as prateleiras de lojas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. No local foi aplicada tecnologia para reduzir custos com o transporte. Atualmente, o Grupo Walmart possui dez centros de distribuição no território nacional e cinco operadores logísticos de produtos perecíveis. Ao todo, o quadro de funcionários atingiu em 2009 um total de 78 mil funcionários. Um número que pode evoluir para 88 mil, se a previsão de dez mil novos empregos em 2010 for cumprida.
Em meio à divulgação de investimentos, a marca americana revelou que ampliará o programa de apoio à exportação de produtos brasileiros. De acordo com o Walmart, haverá um trabalho para elevar o número de empresas nacionais de suprimentos (atualmente são 450), que expõem seus produtos no mercado externo, como nos Estados Unidos, México, Porto Rico, Canadá, Argentina, Reino Unido, El Salvador e Guatemala.

Fonte: Portal Webtranspo; disponível em http://www.webtranspo.com.br/modais/15657/15657.html ; acesso em 05/01/2010.

22 dezembro, 2009

Férias do Armazena e Movimenta

Estaremos em férias entre 22/12 e 11/01, mas aproveitamos este último post para deixar uma breve mensagem aos leitores do Armazena e Movimenta:

Que o verdadeiro significado do Natal esteja presente em todos os dias de nossas vidas.

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;" Isaías 9:6.


Feliz Natal e Ótimo 2010!!!

Novo sistema de identificação de mercadorias será adotado na cadeia logística nacional

As Secretarias de Fazenda Estaduais, a Receita Federal e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), representados pelo Encontro Nacional dos Administradores Tributários (ENCAT) e pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, respectivamente, anunciam o lançamento do projeto “Brasil-ID”, para iniciar em cadeia nacional o Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias. A solenidade de lançamento será realizada no próximo dia 17 de dezembro (quinta-feira), em Salvador, BA. O evento contará com a presença de representantes de todos os órgãos envolvidos e de empresas que já demonstraram interesse em aderir à iniciativa. O Sistema estabelece um padrão único de Identificação por Radiofrequência (RFID), que deverá ser utilizado em todo e qualquer tipo de produto em circulação no país. Além disso, prevê a estruturação de serviços de rastreamento e verificação de autenticidade de mercadorias, que poderão ser desenvolvidos pelos setores público e privado, de acordo com a demanda e as necessidades do mercado, com o objetivo de promover a segurança e a otimização de seu comércio e circulação.
O objetivo do Governo ao desenvolver e adotar a tecnologia é oferecer à empresa contribuinte nacional e ao cidadão consumidor uma ferramenta para a segurança do transporte de mercadorias, que diminua o risco e, portanto, o custo final no mercado. Além disso, o Governo pretende estruturar no Brasil a total competência em microeletrônica para que esta seja competitiva mundialmente. Nos projetos-piloto, as Secretarias de Fazenda dos Estados selecionados irão se alinhar com uma variedade de empresas nacionais e multinacionais, para testar a tecnologia através de um exercício real que cubra toda a cadeia de manufatura, distribuição e comércio de produtos.
O Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias prevê, ainda, a instalação de uma infraestrutura de dados, com gestão nacional de leitura e gravação RFID. Serão instaladas antenas nas principais vias de circulação de mercadorias para criar mais obstáculos contra fraudes, roubos e furtos, além de fornecer dados logísticos para toda a indústria e, inclusive, o consumidor final. Este, por sua vez, também poderá utilizar o sistema livremente, para seu próprio benefício logístico, de garantia de autenticidade e origem, tendo mais uma proteção contra a circulação de bens roubados.
Durante todo o ano de 2010, o ENCAT e o Centro Wernher von Braun desenvolverão os projetos-piloto junto às empresas e instituições interessadas e implementarão a infraestrutura operacional junto ao Fisco, à Receita Federal e aos principais modais logísticos estruturais brasileiros, para a operação completa do sistema já na fase piloto.

Fonte: Portal Logweb; disponível em http://logweb.com.br/index.php?urlop=noticia&nid=MjI0NDQ= ; acesso em 21/12/2009.

21 dezembro, 2009

Logística reforça estrutura para demanda maior de fim de ano

As empresas de entregas expressas reforçam sua estrutura para dar conta do incremento nas operações este fim de ano, com a recuperação econômica, e que sinaliza um período completamente aquecido nas vendas do varejo, uma das áreas que têm crescido nos contratos de prestação de serviços logísticos no País, por conta das entregas em domicílio. Os negócios do segmento de logística seguem a rota do crescimento do varejo virtual (e-commerce), que neste fim de ano será 30% maior do que no Natal passado, somando mais de R$ 1,3 bilhão em vendas, mas também ao atender também as entregas das empresas de eletrônicos.
Os Correios trabalharão em regime de horas extras, enquanto empresas como a JadLog, que deve chegar a um volume 85% maior, incrementou a frota e contratou temporários. Já a DHL Express, prevê um período de envios acima do que foi verificado em 2008, também impulsionado pelo e-commerce.

Fonte: Adaptado do Portal Webtranspo; disponível em http://www.webtranspo.com.br/ ; acesso em 11/12/2009.

Nota: Assim como em outros tantos setores da economia, as atividades logísticas atingem (ou até ultrapassam) sua capacidade de atendimento nos últimos meses do ano, exigindo grande atenção das equipes de planejamento (antevendo e quantificando tais necessidades) e operação (realizando em condições diferentes das rotineiras).

16 dezembro, 2009

Intermodal South America 2010

"Maior e mais importante evento das Américas para os setores de transporte, logística e comércio internacional, a Intermodal South América, que no próximo ano chega a sua 16ª edição, é estratégica para o mercado que já trilha o caminho de volta ao patamar pré-crise. O evento, que acontece de 06 a 08 de abril de 2010, em São Paulo, vai reunir cerca de 450 expositores e mais de 45 mil visitantes. A Intermodal, que ocupa cerca de 28 mil m² do Transamérica Expo Center, já está com 90% dos seus espaços comercializados."

Serviço:
Intermodal South America – Feira Internacional de Transporte, Logística e Comércio Internacional
06 a 08 de abril de 2010, das 13 às 21 horas
Transamérica Expo Center
Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo – SP
Informações: www.intermodal.com.br
Contato: intermodal@ubmbrazil.com.br ou (11) 4689-1935

Fonte: Site do evento; disponível em http://www.intermodal.com.br/ ; acesso em 16/12/2009.

14 dezembro, 2009

Fusão Pão de Açúcar e Casas Bahia - Aspectos logísticos

A revista IstoÉ Dinheiro de 11/12 traz uma matéria sobre as diferenças entre Pão de Açúcar e Casas Bahia e quais das formas de trabalho devem ser adotadas após a fusão ocorrida no início deste mês.
Entre as áreas aboradas, atenção para a estrutura logística, cujo texto transcrevo abaixo:
"As empresas também divergem na área de logística. O Pão de Açúcar e o Ponto Frio terceirizam toda a sua operação de distribuição de produtos, formada por um universo de 160 transportadoras e 1,3 mil veículos. A Casas Bahia faz o oposto. Tem mais de três mil veículos próprios, entre caminhões, carretas e automóveis. Atualmente, há uma ociosidade de 40% nessa estrutura. Para cada caminhão, existem três funcionários trabalhando, todos da empresa. Segundo analistas, a tendência é que prevaleça, nesse caso, o modelo Pão de Açúcar."

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro, "O que um vai ensinar para o outro"; disponível em http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/636/o-que-um-vai-ensinar-para-o-outrogestao-de-custos-158277-1.htm ; acesso em 14/12/2009.

13 dezembro, 2009

Chuva compromente semana das empresas de transporte [SP]

A chuva que atingiu a capital paulista desde a madrugada até o início da tarde desta terça-feira [08/12] provocou forte impacto nas empresas de transportes de carga, especialmente as de cargas fracionadas. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), Francisco Pelucio, "a frota ficou parada e os caminhões que saíram não chegaram".
Consequentemente, as entregas foram adiadas ou não foram bem-sucedidas. Segundo ele, por conta de hoje, as entregas da semana toda foram comprometidas. " Esta semana, o atendimento será fora do normal, com atraso na devolução de encomendas " , avisou. O impacto negativo se dá, principalmente, no varejo, em uma época de forte demanda, por conta do Natal.
Questionado sobre possíveis multas por conta dos atrasos na entrega de mercadorias, Pelucio explicou que as empresas de transportes de carga terceirizadas não são multadas por atrasos. Ele ainda informou que a entidade deve fazer um levantamento, ao final desta semana, para mensurar os prejuízos nas empresas causados pelas chuvas em São Paulo.
Quem também lamentou os prejuízos causados pelas chuvas foi o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas da Cidade de São Paulo (Sindimoto), Aldemir Martins. " Os motociclistas foram muito afetados " , afirmou.
Segundo ele, por volta de 14h20, quase 40% das entregas estavam atrasadas. Isso afetou os pedidos realizados pelas empresas, que caíram 60%, somente hoje. " A verdade é que não adianta pedir porque não temos como entregar."
Geralmente, quando há pouca chuva, os motociclistas levam vantagem porque conseguem contornar o trânsito, mas Martins disse que o mesmo não acontece quando a chuva é forte e há pontos de alagamento na cidade.
" Neste caso, o sindicato orienta os motociclistas a não trabalharem, por conta do risco de acidentes e doenças, como gripe, já que os trabalhadores ficam expostos à chuva " , explicou. " Estamos até trabalhando em uma proibição de trabalho aos motociclistas, em situações como esta " .
Até o início desta tarde, o Sindimoto já contabilizava 20 acidentes envolvendo afiliados à entidade. Esse número já foi maior. " Houve dia de forte chuva em que contabilizamos 150 acidentes envolvendo motociclistas " , lembrou.

Fonte: Portal Webtranspo, acesso em 11/12/2009.

Nota: Além de todos os fatores que impactam as atividades de distribuição, como restrições de horários de trânsito de veículos, vias congestionadas, entre outras, vemos que a previsões meteorológicas também devem ser levadas em consideração no planejamento das operações logísticas.

06 dezembro, 2009

A "boléia" do futuro

O vídeo abaixo apresenta modernas ferramentas de TI utilizadas em um caminhão Scania. Tecnologia a serviço do transporte.

01 dezembro, 2009

Robôs paletizadores


Os robôs paletizadores são máquinas que garantem rapidez e precisão na finalização do processo de uma linha de produção. Estes equipamentos substituem as paletizadoras universais cartesianas, apresentando vantagens como melhor desempenho e menor utilização de espaço físico na planta.
Esses podem ser aplicados para paletização e despaletização, encaixotamento e desencaixotamento, distribuição e empilhamento de paletes gerais de manuseio de materiais. A paletização pode ser feita para caixas, sacos, fardos, baldes, entre outros.
Entre suas vantagens, cita-se: eliminam problemas ergonômicos com os operadores (redução de riscos), trabalham em três turnos por dia, sem intervalos, aumentando a produtividade, formam paletes perfeitos com boa estabilidade e boas condições para embalagem e transporte (redução de danos).
Alguns dos fornecedores desses equipamentos são: Elettric 80, Filling & Pack, Sidel, Magnoflux, Sunnyvale, SEE Sistemas, Pavax, Ulma.

Fonte:
1. Texto adaptado da Revista Logweb, edição 92, "A tecnologia robótica a favor dos processos logísticos".
2. Foto: site do fabricante Sidel (http://www.sidel.com/).

19 novembro, 2009

O varejo como exemplo de tecnologia

No post "Novo modelo de atendimento no varejo" relatei sobre matéria do Portal Logweb a respeito do sistema adotado na loja do Pão de Açúcar do Shopping Iguatemi, em São Paulo.
Nesta semana, a revista Época Negócios traz matéria sobre as 50 empresas hi-tech do Brasil, sendo que a reportagem inicia citando a mesma loja.

"A arquiteta Emília Salvador nunca deu muita atenção ao programa de fidelização de clientes do grupo Pão de Açúcar. Sentia até uma pontinha de irritação toda vez que a caixa do supermercado que frequenta, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, lhe fazia a pergunta que virou mantra na rede: “É cliente Mais?”. Desde meados de setembro, entretanto, Emília encontrou uma utilidade para seu cartão de fidelidade e essa mudança está diretamente relacionada a uma nova tecnologia.

O Pão de Açúcar instalou em sua loja-conceito do Shopping Iguatemi, onde testa novidades, um sistema chamado Personal Shop. Funciona assim: depois de se identificar numa tela sensível ao toque, na entrada do supermercado, o consumidor pega um coletor de dados e começa suas compras. No lugar de retirar a mercadoria da prateleira e colocá-la no carrinho, ele apenas aponta o aparelho para o código de barras e registra o produto. O coletor monta, então, sua lista de compras e ainda mostra na tela sugestões de ofertas, receitas relacionadas aos produtos escolhidos – que podem ser enviadas por e-mail, pela rede wi-fi –, e também um mapa da loja.

Finalizada a compra, basta entregar o coletor ao caixa e fazer o pagamento. Os produtos podem ser entregues em casa, se o cliente morar num raio de quatro quilômetros do Shopping Iguatemi, ou retirados algumas horas depois. Se preferir, pode levar na hora. O Pão de Açúcar ainda não sabe se o serviço será estendido, como gostaria a empresária Adriana Aiach, frequentadora de uma loja da rede na Zona Oeste de São Paulo, mas já tem claro como essa tecnologia evoluirá. “O próximo passo será substituir os coletores pelos celulares dos próprios clientes, que ainda funcionarão como meio de pagamento”, afirma Hugo Bethlem, vice-presidente-executivo do Pão de Açúcar.

Tecnologias que mudam a forma como as pessoas fazem coisas corriqueiras, como as compras no supermercado, ou aquelas muito inovadoras, que transformam processos de negócios, nascem geralmente em laboratórios e centros de pesquisa, mas só ganham força quando as empresas resolvem apostar e as colocam na rua. Foi o que fez o Pão de Açúcar e é o que fazem, em maior ou menor grau, as 50 companhias que integram a primeira edição do levantamento Empresas mais Hi-tech, de Época NEGÓCIOS."

A matéria completa pode ser acessada em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI97322-17453,00-EMPRESAS+HITECH.html

16 novembro, 2009

Centro de Excelência em Logística e Transportes - UFMG

Aconteceu em 24 de agosto de 2009, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) o workshop de lançamento do Centro de Excelência em Logística e Transportes, que funcionará no Nucletrans (Núcleo de Transporte e Logística) da Escola da Engenharia da universidade.
O Centro de Excelência integra a Rede Latino-Americana de Inovação Tecnológica em Logística, composta por vários centros dedicados ao desenvolvimento de pesquisa em planejamento e gestão de logística em cadeias de abastecimento. Pioneiro no Brasil, o Centro de Excelência surgiu de parceria com a Fundação Lógyca, de Bogotá, Bolívia, e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA.
Segundo Nilson Tadeu Ramos Nunes, chefe do departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da UFMG, o objetivo em criar aqui um centro para este tipo de pesquisa é trazer estudos em processo no exterior para a realidade brasileira e, mais especificamente, mineira.
Entre as atividades previstas estão a capacitação de alunos e professores da área de logística da UFMG, o desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas, e projetos de extensão com apoio da iniciativa privada. Pesquisas como uso de radiofrequência para controle de estoque e carga, e novos materiais (contêiner biodegradável, por exemplo), pretendem aprimorar os processos dentro das cadeias de abastecimento e torná-las mais sustentáveis.

Adaptado de Universia Brasil; http://www.universia.com.br/noticia/materia_dentrodocampus.jsp?not=49785 ; acesso em 16/11/2009.

12 novembro, 2009

Maior avião de carga do mundo pousa no Aeroporto de Cabo Frio (Portal G1)

Pousou às 6h30 desta quarta-feira (11), no Aeroporto Internacional de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, o avião de transporte de carga Antonov AN-124, que tem capacidade de transportar até 150 toneladas.
O avião, considerado o maior cargueiro do mundo, chegou da Noruega trazendo dois helicópteros EC225 que darão apoio logístico às plataformas de petróleo da Bacia de Campos.
Os helicópteros são de grande porte, com capacidade para 22 pessoas e pesam em torno de 15 toneladas. Cada um é avaliado em torno de US$ 25 milhões.
Segundo Flavio Kauffmann, representante do Antonov no Brasil, o AN-124 é considerado o maior avião de transporte do mundo. Em tamanho, ele só é superado pelo AN-225, que não é cargueiro. Ele foi projetado para transportar o Buran, ônibus espacial russo.
O AN-124 foi desenvolvido para transportar cargas pesadas que jamais poderiam ser transportadas por aviões de carga convencionais, como o Boeing 747.
De acordo com a Operadora Costa do Sol, que administra o aeroporto, a operação foi executada em apenas duas horas. Às 8h30, o Antonov decolou de volta à sua base.

Fonte: Portal G1; disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1375347-5606,00-MAIOR+AVIAO+DE+CARGA+DO+MUNDO+POUSA+NO+AEROPORTO+DE+CABO+FRIO.html ; acesso em 12/11/2009.

Nota: Embora a notícia acima não trate especificamente de armazenagem ou movimentação interna de materiais, vale o registro da operação de transporte envolvendo um equipamento de capacidade de carga acima do usual.

10 novembro, 2009

Substituição de equipamentos devido ao Protocolo de Montreal

O Protocolo de Montreal é um tratado internacional em que os países signatários se comprometem a substituir substâncias reagentes ao ozônio (O3) na parte superior da estratosfera (conhecida como ozonosfera). O tratado esteve aberto para adesões a partir de 16 de Setembro de 1987 e entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1989. Ele teve adesão de 150 países, inclusive o Brasil, e foi revisado em 1990, 1992, 1995, 1997 e 1999. Este requer mudanças tecnológicas, sem interferir no modelo econômico de muitos países, e isso faz dele um Protocolo bem sucedido.
Desde 1987 regula-se a produção e o consumo de produtos destruidores da camada de ozônio, sendo sua principal meta acabar com o uso dos 15 tipos de CFC fontes de destruição do O3.
Sabendo que a logística está presente em praticamente todos os setores da economia, fica evidente que este tratado tem suas consequências nas atividades e equipamentos de movimentação e armazenagem.
Por isso, o governo federal criou o PBH (Programa Nacional de Eliminação dos HCFCs) que visa auxiliar as empresas do setor de equipamentos de refrigeração e transporte frigorificado no abandono dos HCFCs no seu processo de produção.
Mais informações a respeito da linha de crédito para substituição dos atuais equipamentos podem ser obtidos junto ao Protocolo de Montreal Brasil, no site http://www.protocolodemontreal.org.br/ .

Fontes: Wikipédia; Portal Webtranspo: “Protocolo de Montreal” beneficia fabricantes de transporte frigorífico, acesso em 10/11/2009; Protocolo de Montreal Brasil.

08 novembro, 2009

Logística da Fórmula 1

Em outubro/09 coloquei um post sobre a operação logística planejada para a realização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 em 2009. Pesquisando no Youtube, localizei o vídeo abaixo, que mostra a mobilização da Lubiani Logística no transporte entre o Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas/SP) e o autódromo de Interlagos (São Paulo/SP). Embora o vídeo aborde o evento de 2008, vale como um complemento do post anterior (http://armazenaemovimenta.blogspot.com/2009/10/f1-um-dia-de-corrida-mais-de-250-de.html ).

04 novembro, 2009

Logística em primeiro plano

Este é o título de uma das matérias do Especial Logística da revista Istoé Dinheiro de 29/10/2009.

"Foi-se o tempo em que a logística era relegada ao segundo plano. Hoje ela é tão imprescindível dentro de uma empresa que os serviços ligados ao transporte e à distribuição de seus produtos estão cada vez mais estruturados e segmentados. Nos últimos 15 anos, surgiu um bom número de empresas de logística com elevado grau de especialização no manuseio de cargas - especialmente as chamadas cargas sensíveis: medicamentos, equipamentos médico-hospitalares e alimentos perecíveis, entre outros. O sistema de armazenagem da Natura tornou-se referência mundial e, não raro, a empresa recebe executivos estrangeiros interessados em conhecer de perto suas operações. A Souza Cruz é outro exemplo que atrai um bom número de visitantes internacionais, por possuir equipamentos sofisticados e de última geração em termos de tecnologia da informação."

A reportagem aborda operações logísticas especializadas, como as realizadas pela Cold Express na distribuição de picolés da Kibon; da Luft que armazena e movimenta desde bolsas Louis Vuitton até implantes ortopédicos, cateteres e medicamentos; e da AGV na distribuição de vacinas por todo o país.

Outra reportagem da mesma edição aborda a valorização dos profissionais com formação em logística devido aos ganhos (em especial, a redução de custos) obtidos com sua atuação.

As reportagens na íntegra podem ser acessadas através do endereço:
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/630/especial-logistica-155135-1.htm

Boa leitura!

02 novembro, 2009

Terceirização da logística no varejo

O varejo volta a optar pela terceirização de sua área logística, principalmente nos setores de franquias e vestuário, com a busca por redução de gastos, que pode chegar a 30%, e recursos para a expansão das lojas e outras questões do negócio, como marketing e suporte para franqueados. É caso da rede de restaurantes Griletto, que para continuar uma expansão acelerada - a empresa se transformou em franqueadora no fim de 2008 e em menos de um ano dobrou de tamanho -, acabou de fechar contrato com a Martin-Brower, multinacional que já faz entregas para a rede de fast-food McDonald's.
O objetivo da companhia, que possuía 13 filiais antes de abrir franquias, é fechar 2009 com 30 unidades, sendo que a Martin-Brower fará todo o trabalho de compra dos alimentos, a manipulação e a entrega para as lojas, o que antes era feito em uma central da rede em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A parceria já possibilitou uma economia de 3% a 5% em gastos com a área.
De acordo com Ricardo José, sócio diretor do Griletto, a rede paulista irá abrir unidades em outros estados da Região Sudeste e já está negociando no nordeste. "Para suportar esse crescimento precisávamos de uma estrutura logística forte e achamos que era o momento de fazer algo mais profissional, usar a expertise que eles já têm na área", afirma. Em 2010, a rede quer chegar a pelo menos 50 restaurantes, sendo que já fechou contrato de oito lojas.
O executivo explica que algumas grandes redes de fast-food já atuam com operadores logísticos terceirizados, já que o setor precisa ter grande confiabilidade na entrega para não ocorrer ruptura ou perdas. Ainda foram feitas algumas modificações na cadeia de fornecimento: agora, a batata congelada é comprada do mercado externo, aproveitando a cadeia da Martin-Brower, o que acaba por reduzir custos. O mesmo aconteceu com as embalagens utilizadas nos restaurantes, agora fornecidas pela empresa.
O varejo de vestuário é outro segmento que tem procurado terceirizar sua logística, já que precisa ter uma eficiente estrutura de armazenamento e entregas, para ter sempre novidades nas lojas. A rede TNG, de moda feminina e masculina, afirma que tem interesse em terceirizar seu CD e o maior número de áreas secundárias, como de tecnologia, contabilidade e recursos humanos, o que ajudaria a manter foco no negócio e na expansão das lojas, já que estão refazendo seu planejamento e estudam a abertura de unidades em cidades menores e a adoção de um novo modelo para expandir, como o de franquias, em 2010. Hoje, possuem 800 pontos-de-venda, incluindo lojas, outlets e multimarcas.
"Há dois anos fizemos um levantamento, e resultou que não valia a pena financeiramente, mas temos essa intenção. Tudo o que pudermos, vamos terceirizar para nos concentrarmos no negócio e desenvolver produtos", diz o presidente da rede, Tito Bessa. A rede atua com transportadoras para fazer entregas, não tem frota própria, e acaba de terceirizar a área de TI.
O executivo afirma também que este ano chegou a fechar quatro lojas e fazer substituição de pontos, em busca de outros que tivessem um retorno maior. Até o fim do ano, deve abrir outras quatro unidades, uma em Manaus (AM), duas na cidade de São Paulo e uma outra no interior paulista. Outra meta é, nos próximos anos, reformar todas as lojas.
A empresa varejista de roupa masculina YMAN - Yachtsman, com mais de 30 lojas, também está passando por um grande processo de reestruturação, e, recentemente terceirizou sua operação logística. De acordo com a empresa, "o objetivo é melhorar a comunicação entre toda a rede, o controle de estoque, vendas e recebimento de mercadorias", prevendo obter redução dos custos por meio do ganho de escala.
O Grupo Linx, especializado em produtos e serviços para o varejo, confirma uma maior procura de redes pela terceirização, tanto que seu braço na área, chamado de Linx Fast Fashion, é o que mais cresce dentro da empresa. Hoje a empresa faz a operação logística da YMAN e atende marcas como Camisaria Colombo, Zara e Chicco.Segundo Alberto Menache, diretor do Grupo, já tiveram que adotar um CD maior, e devem partir para outra expansão em breve: o CD de 7 mil m² passará a ter 12 mil m². "Sabemos de redes que têm uma economia de até 30% atuando com um operador logístico. Queremos dobrar o número de clientes em 2010", diz.

Fonte: Portal Webtranspo. Disponível em: http://www.webtranspo.com.br/modais/logistica/13219-varejistas-voltam-a-apostar-em-terceirizacao-da-area-logistica.html . Acesso em 25/10/2009.

Nota: Mesmo tendo ocorrido crescimento significativo do mercado de terceirização logística nos últimos anos, ainda há espaço para a intensificação destes serviços, seja no atendimento de novos clientes ou mesmo de outros setores da economia.

29 outubro, 2009

28 outubro, 2009

Novo modelo de atendimento no varejo

Em agosto, o Pão de Açúcar implantou em sua loja do Shopping Iguatemi (São Paulo) um serviço exclusivo para seus clientes do Programa Mais, chamado de Personal Shop.
Na entrada da loja, o cliente se depara com um totem circular com um monitor touch screen, no qual estão disponíveis os coletores, os quais possibilitam que o comprador registre as suas compras através de leitura óptica.
Na primeira compra, o cliente deve se dirigir até o Totem Personal Shop e, com a presença de um funcionário da loja, efetuar o seu cadastro, digitando o seu CPF e a senha que irá usar quando utilizar o sistema. Uma vez cadastrado, nas próximas vezes o usuário deve apenas digitar o CPF na tela touch screen; selecionar se vai querer receber as compras em casa, se vai retirá-las mais tarde ou levá-las naquele momento.
Através dos coletores, além de fazer a leitura dos produtos que está adquirindo, sem precisar sequer tirá-los das prateleiras, o comprador pode acessar um histórico de compras anteriores, bem como verificar as ofertas do dia e até mesmo encontrar o produto desejado através de um mapa da loja exibido na tela do coletor.
Para optar pelo delivery, o usuário precisa confirmar o endereço ao sistema, já que apenas os clientes que moram em um raio de 4 km da loja podem usufruir este serviço. Confirmado o endereço, o coletor é liberado para que o usuário vá às compras. Caso ele não opte pela entrega em domicílio, a liberação é automática.


Fonte: Adaptado do Portal Logweb. Texto na íntegra disponível em: http://logweb.com.br/index.php?urlop=noticia&nid=MjE5NTk= . Acesso em 28/10/2009.

21 outubro, 2009

Operação de empresa atacadista - Jornal da Globo

Em 2008 o Jornal da Globo apresentou reportagem sobre a operação de uma empresa atacadista de Uberlândia/MG, mostrando inclusive as etapas de armazenagem, movimentação interna e distribuição. O objetivo principal da matéria é mostrar as oportunidades de trabalho ligadas a este setor, trazendo ao telespectador uma boa visão das tarefas e profissionais envolvidos na cadeia de suprimento.

20 outubro, 2009

PELT 2020 - Programa Estadual de Logística e Transporte - PR

O CREA-PR participa juntamente com a FIEP [Federação das Indústrias do Paraná], IEP [Instituto de Engenharia do Paraná] e Sicepot [Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Paraná] do desenvolvimento do PELT 2020 – Programa Estadual de Logística e Transporte, que trará um diagnóstico completo da infraestrutura no Paraná em cinco setores: rodovias, ferrovias, portos e rios navegáveis, aeroportos e regiões metropolitanas. “A ideia é termos um levantamento feito com metodologia e que vai trazer um panorama dos gargalos que o Estado possui nesta área e investimentos necessários pensando no Paraná de 2020. Este trabalho está na fase de levantamento de dados e deve ser concluído em março, para apresentação aos futuros candidatos ao Governo do Estado", disse Cabrini [Presidente do CREA-PR].

Fonte: Boletim CREANET N.245 (CREA-PR).

15 outubro, 2009

Estudo realizado em almoxarifado de instituição pública

A importância da correta utilização dos recursos físicos e humanos para o sucesso das operações logísticas é inquestionável. Embora muitos setores da economia já tenham evoluido consideravelmente neste assunto, outros ainda não despertaram para os ganhos que podem ser alcançados com a racionalização de seus processos. Entre estes, algumas instituições públicas ainda carecem de orientação. O artigo "Otimização das operações de Movimentação e Armazenagem de materiais através de rearranjo físico: uma proposta de melhoria para um almoxarifado da esfera pública" foi apresentado no XXVI ENEGEP, em 2006, e traz uma abordagem interessante sobre o assunto. Este pode ser acessado através do link:
http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2006_TR450303_8218.pdf .

06 outubro, 2009

F1: um dia de corrida, mais de 250 de preparação


O texto acima é o título de uma matéria do Portal Logweb, que aborda a operação logística para realização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, a ser realizado em outubro em São Paulo.
Destaco a seguinte informação: "Para o transporte e a movimentação de quase 1.000 toneladas de equipamentos envolvidos no evento, são utilizados mais de 70 caminhões, 50 empilhadeiras e paleteiras e cerca de 300 profissionais (operadores, engenheiros, coordenadores e técnicos). São mais de 500 horas ininterruptas de trabalho e vários veículos de apoio para executar toda a operação."

A matéria completa está disponível em: http://logweb.com.br/index.php?urlop=materia&nid=NTAx .

Fotografia do site G1: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Formula_1/Fotos/0,,GF75875-15011,00.html#fotogaleria=5

03 outubro, 2009

Portal do Exportador

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior disponibiliza o Portal do Exportador (www.portaldoexportador.gov.br) onde são apresentadas diversas informações a respeito do tema exportação: normas, estatísticas, legislação, entre outras. Há também um espaço para a logística, com informações sobre diferentes modais. Outro site no mesmo estilo é o Aprendendo a Exportar (www.aprendendoaexportar.gov.br) que apresenta os incoterms, documentos envolvidos, logística e distribuição. Serve como uma boa referência para o iniciante no assunto comércio exterior.

30 setembro, 2009

Volvo e Sadia criam caminhão para atender demanda do setor frigorífico

Para adaptar a frota aos novos limites de dimensões e pesos definidos pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), em 2007, a Volvo do Brasil, a Sadia e fabricantes de implementos elaboraram um projeto para aumentar a capacidade de carga nos caminhões que transportam produtos frigorificados. O resultado da união foi uma composição, batizado de “Vanderléia frigorífica”, que por meio do uso de materiais mais leves, o desenvolvimento de um chassi mais curto e a adequação da transmissão, possui capacidade para transportar até 30 pallets ou 33,5 toneladas de produtos.
Estes volumes, segundo a fabricante, representam de dois a quatro pallest a mais que os movimentados pelos modelos substituídos, e cinco toneladas acima do volume que uma composição frigorífica convencional transporta.
Luciano Farago, Engenheiro do centro de inovação e excelência logística da Sadia, garante que este desempenho foi obtido mantendo a mesma durabilidade e resistência. “Com esta nova composição, resolvemos o problema de veículos que poderiam ultrapassar o peso permitido pela legislação. Também diminuímos o número de composições rodando, aumentando a capacidade individual de transporte”, detalha.
Segundo Deonir Gasperin, Engenheiro de vendas da Volvo, os resultados positivos do novo produto foram obtidos com a diminuição do entre-eixos (a distância entre o eixo dianteiro e o eixo de tração) do cavalo mecânico, que passou dos usuais 3,5 ou 3,7 metros para apenas três metros.
“Com um entre-eixos menor, conseguimos a correta distribuição de cargas do caminhão conectado ao baú frigorificado de 15,5 metros, dentro dos atuais limites legais, o que permitiu aumentar o número de pallets que podem ser transportados”, observa.
Além disso, a montadora introduziu novos tanques de combustível customizados para atingir a mesma capacidade de armazenamento dos veículos convencionais.
De acordo com Rogério Kowalski, Gerente de grandes frotas da empresa, os transportadores Sadia já adquiriram 28 caminhões Volvo FH 6x2 com este entre-eixos que estão sendo atrelados em composições deste tipo. Segundo ele, a meta é atingir 81 unidades com esta aplicação.


Fonte: Portal Webtranspo. Disponível em: http://www.webtranspo.com.br/modais/rodoviario/12317-volvo-e-sadia-apresentam-implemento-para-atender-setor-frigorifico.html?utm_source=Zartana&utm_medium=emailmarketing&utm_campaign=News+n%BA+446&utm_content=null+israel_grudtner%40hotmail.com&utm_term=12317 . Acesso em 30/09/2009.

Nota: Um exemplo muito interessante de integração fornecedor-usuário.

07 setembro, 2009

Portal Webtranspo: Multilog anuncia novos investimentos em Itajaí

Empresa, em uma visão otimista, anunciou investimentos de R$ 20 milhões em infraestrutura.

“Depois das ordens e contra-ordens sobre a recuperação do porto, finalmente agora tem cronograma mais certo e esperamos que voltem ao normal”.A observação é de Ailtro Darigna, diretor financeiro da Multilog (Grupo Portobello), sobre o Porto de Itajaí (SC). A empresa, numa posição de otimismo, anunciou investimentos da ordem de R$ 20 milhões em infraestrutura.
A Multilog tem como foco a retroárea (porto seco) e ocupa uma área alfandegada de 331 mil metros e área total de 436,4 mil metros quadrados, em Itajaí. Com os investimentos, a empresa vai ampliar sua área de armazenagem coberta para 116 mil metros quadrados, elevando a capacidade de armazenagem em 40 mil metros quadrados. Os recursos começaram a ser aplicados em julho deste ano e seguirão até junho de 2010. Além do aumento da área, os investimentos envolvem a compra de 15 novas empilhadeiras, orçadas em cerca de R$ 8 milhões.
De acordo com Darigna, mesmo com os problemas que o Porto de Itajaí enfrenta, depois da catástrofe das chuvas, a empresa acredita no potencial econômico e no crescimento da atividade portuária na cidade.
Outro ponto é a crise econômica mundial. “A crise efetivamente impactou nos volumes de contêineres movimentados. Mas a decisão de retomar os investimentos decorre da visão de que os mercados internacionais logo voltarão às atividades normais e temos que estar prontos para atender a demanda”.Com foco no comércio internacional do sul do País, a Multilog tem entre 70% a 80% das suas atividades voltadas para as importações (Ásia, Europa e EUA). As exportações ficam entre 20% a 30% em carga geral: pneus, componentes e suprimento de informática, etc.

Fonte: Portal Webtranspo, disponível em http://www.webtranspo.com.br/modais/logistica/11192-multilog-anuncia-novos-investimentos-em-itajai.html

15 agosto, 2009

Notícia: Torre cai de caminhão e esmaga carro no Paraná - Portal G1

Uma torre de quase 40 toneladas caiu da carroceria de um caminhão, nesta sexta-feira (14/agosto), e atingiu um carro em Ponta Grossa (PR). O acidente interrompeu o trânsito em uma das principais ruas da cidade. Não houve feridos.
O caminhão ia do Rio Grande do Sul para o Ceará carregando a torre. Em Ponta Grossa, o motorista errou o caminho e acabou entrando na cidade. Ao tentar fazer uma manobra de retorno, a carga se desprendeu da carroceria do caminhão e esmagou um veículo.

Fonte: Portal G1 - Disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1267182-5598,00-TORRE+CAI+DE+CAMINHAO+E+ESMAGA+CARRO+NO+PARANA.html

Outras informações: Portal RPC -Disponível em http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=914831&tit=Peca-de-40-toneladas-cai-de-caminhao-e-esmaga-carro

Nota: Em julho coloquei um post sobre os cuidados necessários com as cintas de amarração de cargas. Não sabemos as causas deste acidente, mas vale o registro quanto aos riscos envolvidos nas operações de carregamento e transporte de materiais.

10 agosto, 2009

Cada dia começa em 3 minutos

"Como a UPS mantém a pontualidade de 220 mil motoristas e empacotadores? Radiotransmissores, caminhões confiáveis e uma rede de logística em nível internacional são fundamentais, claro. Porém, os executivos têm seus próprios meios de evitar a negligência. Todas as manhãs, eles convocamos funcionários para uma reunião que dura exatos três minutos. A comunicação inicia-se com anúncios da empresa, da atualização de benefícios a boletins sobre novos softwares para os computadores de mão. Falam ainda sobre condições de tráfego ou reclamações de clientes. A reunião acaba com uma dica de segurança. O limite de 180 segundos reforça a extrema pontualidade. Caso os motoristas estejam atrasados para iniciar suas rotas, eles ganharão horas extras e entregarão menos encomendas, exatamente o que a UPS quer evitar. A prática é tão eficaz que muitos horistas agora fazem sua própria reunião de três minutos."

Fonte: Trecho da matéria "18 segredos das melhores empresas do mundo", da revista Época Negócios - julho/2009. Disponível em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI80951-16642-3,00-SEGREDOS+DAS+MELHORES+EMPRESAS+DO+MUNDO.html .

Nota: Para uma empresa que tem a pontualidade como um de seus principais desafios, o uso adequado do tempo é prioridade.

22 julho, 2009

Fórum de Logística dos Campos Gerais

Será realizado em Ponta Grossa/PR, entre os dias 01 e 03 de setembro de 2009, o 2o. Fórum de Logística dos Campos Gerais.

Detalhes sobre o evento, com programação e instruções para inscrição estão disponíveis no site: http://www.forumlogistica.com.br .

12 julho, 2009

Cintas para amarração e elevação de cargas


A edição de junho da revista Logweb traz uma matéria sobre cintas para amarração e elevação de cargas, apresentando os cuidados que envolvem a escolha e a aplicação de cintas e acessórios.

De acordo com a matéria, as cintas planas para elevar ou amarrar demonstram ser o meio mais indicado para minimizar os riscos relacionados ao transporte de cargas perigosas e instáveis – desde que os envolvidos estejam bem treinados e aptos para amarrar e elevar as cargas de forma correta.

O usuário deve estar atento para a utilização de cintas certificadas, conforme notas estrangeiras e a NBR 15637 (Cintas têxteis para elevação de cargas) da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Esta determina os requisitos essenciais para projeto, fabricação e verificação para cintas planas ou tubulares utilizadas na elevação de cargas, assegurando que situações de risco sejam minimizadas.

A atenção a alguns pontos contribui para a utilização correta de cintas, aumentando a segurança da movimentação e amarração de cargas:
- Disponibilidade de instrução e treinamento;
- Respeito às especificações técnicas;
- Coerência entre especificação e condições de utilização;
- Respeito à capacidade do sistema ou equipamento de elevação;
- Verificação do balanceamento da carga;
- Não utilização de cintas avariadas ou reaproveitadas;
- Proteção das cintas contra bordas cortantes, abrasão e fricção;
- Identificação correta das especificações técnicas da cinta;
- Inspeção periódica das cintas e equipamentos.

Dados os riscos envolvidos em qualquer movimentação de cargas, cabe aos responsáveis por esta atividade o máximo de atenção e respeito ao planejamento destas tarefas e às especificações dos equipamentos e materiais envolvidos, respeitando a vida das pessoas e integridade das cargas.

Foto: http://www.cabopec.com.br/produtos/cintas/

05 julho, 2009

Evento: Movimat 2009

A MOVIMAT - Feira de Logística, Movimentação, Armazenagem e Embalagem de Materiais é uma importante feira do setor realizada desde 1981.

Trata-se de feira técnica especializada que, anualmente, apresenta os últimos avanços da tecnologia no segmento.

Segundo os organizadores, em 2008 reuniu mais de 25.000 visitantes.

A edição 2009 acontecerá entre os dias 4 e 7 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo - SP.

Maiores informações sobre o evento, expositores e credenciamento podem ser obtidas no site: http://www.feiramovimat.com.br .

30 junho, 2009

Portal Webtranspo: Embraer exige logística complexa

Nota: Matéria publicada no portal Webtranspo referente a estrutura logística da Embraer. Uma rápida visão sobre os volumes movimentados, a estrutura física disponível e o planejamento tributário (no caso do regime aduaneiro Recof). Disponível em http://www.webtranspo.com.br/modais/aereo/8193-operacao-da-embraer-exige-logistica-complexa.html , acesso em 30/06/2009.

Em 2008, ela foi a terceira maior exportadora brasileira e responsável por 2,2% do total de importações.
Ela importou 19 mil toneladas de materiais em 2008, avaliados em US$ 3,8 bilhões, algo em torno de 2,2% das importações nacionais. No ano passado, suas exportações totalizaram US$ 5,7 bilhões, o que a colocou na posição de terceira maior exportadora brasileira, com uma contribuição de 2,9% para o saldo da balança comercial do país. Para atender um movimento comercial desse porte, a Embraer montou uma logística internacional que envolve uma operação complexa, já que seus principais clientes, fornecedores e competidores estão concentrados no Hemisfério Norte.
A empresa exporta mais de 90% da produção e importa 95% das matérias-primas, partes e peças para a produção e as peças de reposição para as aeronaves que fabrica. Até maio, o volume de importação foi de US$ 1,4 bilhão.
Uma das medidas adotadas pela empresa para aumentar a eficácia do gerenciamento da sua cadeia logística foi a construção, em 2008, de um centro de armazenagem de grandes segmentos aeronáuticos (matérias-primas, fuselagens, asas e superfícies de comando, entre outros) em Taubaté (SP). O centro de distribuição de peças da Embraer está instalado em uma área total de 380 mil metros quadrados, dos quais 135,7 mil metros quadrados foram doados pela prefeitura do município e o restante adquirido pela empresa junto a proprietários privados.
O ganho logístico, nesse caso, segundo a empresa, está diretamente relacionado ao atendimento "just in time" da linha de produção. Segundo o diretor do Grupo de Expansão Industrial (GEIN) de Taubaté, Antônio Roberto Paolicchi, o investimento anunciado pela Embraer na unidade foi de US$ 16,2 milhões.
A empresa conta também com oficinas próprias e depósitos de peças nos Estados Unidos, França, China e Cingapura, além do Brasil. Ela mantém empresas próprias especializadas em manutenção de aeronaves, peças de reposição, treinamento e segmentos aeronáuticos, como a Indústria Aeronáutica de Portugal (Ogma) e a Embraer Aircraft Maintenance Services (EAMS).
A Embraer possui um operador logístico nos Estados Unidos que gerencia uma média de 11,9 mil toneladas de materiais enviados pela empresa a cada ano, avaliados em US$ 2,9 bilhões. Na Europa já existe um operador aéreo para uma média de 1,1 mil toneladas de materiais por ano e um operador marítimo para 5,6 mil toneladas anuais.
No Brasil, a Embraer trabalha com dois operadores logísticos, envolvendo porto e aeroporto e 16,6 mil toneladas de produtos por ano, que correspondem em valores a US$ 3,6 bilhões. Só o despachante aéreo, segundo a empresa, cuida de 18 mil processos anualmente. No modal marítimo, o número de processos anuais emitidos pela Embraer chega a três mil. Esses números constam de uma palestra feita pela Embraer durante um evento de logística realizado recentemente em São José dos Campos.
A Embraer também possui três centros de consolidação marítimo de materiais localizados em Colchester (Inglaterra), Bilbao (Espanha) e Freiburg (Alemanha). No segmento aéreo, os centros de consolidação ficam em Londres, Paris, Milão e Frankfurt. O modal aéreo, segundo a Embraer, é responsável por 75% da sua movimentação logística, tanto para exportação quanto para importação. O marítimo tem uma representatividade maior, de 70%, quando envolve peso.
Outra ferramenta que vem trazendo ganhos expressivos na redução de custos e eficiência da sua operação logística é o regime aduaneiro Recof, que passou a utilizar desde novembro. "Diferentemente do que ocorria no regime 'drawback', o Recof permite a flexibilidade para a empresa realizar a destinação de até 20% das mercadorias estrangeiras admitidas no regime, para o mercado interno, no mesmo estado em que foram importadas", explicou a empresa por e-mail.
Por esse sistema, a Embraer não precisa manter um estoque nacionalizado e outro para o atendimento da linha de produção. A substituição do regime "drawback" pelo Recof, segundo a Embraer, resultou em custos finais mais competitivos, o que viabilizou a venda de aeronaves no mercado brasileiro. Assim como o regime antigo, o Recof suspende os impostos incidentes na importação e concede isenção para a exportação.
O Recof também reduziu o ciclo de importação e a despesa de armazenagem de peças, com a passagem rápida pela alfândega. "O processo de liberação de mercadorias na alfândega, que era de dois dias, passou a ser de 12 horas, mas a nossa meta é chegar a seis horas", disse uma executiva da área de logística da Embraer, em palestra sobre o tema. Já o processo de exportação temporária de materiais, para reparo, feiras e testes, levava uma média de 15 dias para ser concluído.
Com o Recof, a empresa precisou controlar suas operações de forma mais informatizada e passou a utilizar uma Autorização de Movimentação de Bens sob o Recof (AMBRA), que dispensa a abertura de processo junto às alfândegas, o que resultou em uma redução do ciclo para 10 dias. A Embraer é a primeira empresa no Brasil a utilizar essa autorização para agilizar o desembaraço alfandegário em exportações temporárias.
Apesar de importar 95% das peças que utiliza na produção dos seus aviões, a Embraer explica que o alto índice de importação refere-se a determinados conjuntos de materiais e componentes, como aviônicos, equipamentos, segmentos e matérias-primas sem similar no mercado nacional. Toda a parte de industrialização das aeronaves, mão de obra, desenvolvimento e demais materiais de origem nacional, segundo a empresa, superam em 60% o índice de nacionalização do produto final exportado.

22 junho, 2009

Parlamentares lançam frente sobre transportes e armazenagem

Será lançada nesta noite (16/06/2009) a Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog), durante jantar no restaurante Dom Francisco, na Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac). A frente será presidida pelo deputado Homero Pereira (PR-MT).Durante o evento, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, vai apresentar relatório dos investimentos realizados pelo órgão em infraestrutura.O presidente da Companhia Nacional de Armazenagem (Conab), Wagner Rossi, fará um panorama da logística de armazenagem no País, incluindo as demandas e os projetos para o setor. O deputado Homero Pereira falará sobre o funcionamento e a agenda legislativa da Frente. Foram convidados para participar do evento o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. Representantes da Associação Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antanq), da Agência Nacional de Águas (ANA), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Grupo Hermasa, da Transpetro, do Grupo Votorantin, da Associação Nacional de Transporte Ferroviário (ANTF), e da Associação Brasileira Agrobunisses (Abag).
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados (http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=136173&pesq=frenlog)

Nota: Embora o post esteja atrasado (o lançamento já aconteceu na semana passada), vale o registro. Para um país de proporções continentais como o Brasil, iniciativas que abordem e coloquem em discussão a infraestrutura logística do nosso país devem ser apoiadas. Espero que esteja surgindo uma forte representação para buscar as melhorias necessárias ao desenvolvimento nacional.

15 junho, 2009

X Congresso de Logística da ABML

Estão abertas as inscrições para o X Congresso da Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML), nos dias 18 e 19 de junho, no Pavilhão de Exposição do Parque Anhembi, em São Paulo, durante a Fispal Tecnologia.
O tema deste ano será "Logística como Ferramenta de Sustentabilidade Ambiental: Caminhos, Desafios e Oportunidades", e o evento será aberto com palestra internacional de Christopher Norek, professor de programas executivos da Georgia Tech, nos Estados Unidos, e trajetória acadêmica que inclui as universidade do Tennessee e Auburn. Sócio da Chain Connectors, empresa de consultoria especializada em Supply Chain, Norek, de 49 anos, trabalhou também na iniciativa privada em importantes empresas americanas.
O Congresso ABML é um evento tradicional no calendário da logística brasileira e este ano, pela segunda vez, estará ancorado na Fispal Tecnologia , que terá área de exposição de 45 mil m2 .
A parceria com a Fispal como âncora do Congresso da ABML se iniciou na edição Nordeste da Feira, em 2008,. mas a aproximação com a ABML teve início durante a Fispal São Paulo, no mesmo ano, quando foi monta do mini auditório com palestras e simulação de operações logísticas comandadas por mestre de cerimônia.
As inscrições podem ser feitas na ABML, por meio do e-mail secretaria@abml.org.br.
Fonte: http://www.abml.org.br/website/news.asp?nwsCode=51C95383-704B-40A9-BF61-9956410C64D4

11 junho, 2009

Gerenciamento de riscos

Na logística, quando falamos em “gerenciamento de riscos”, instantaneamente pensamos em transporte, dada a larga utilização desta ferramenta junto aos serviços de fretes.
Porém, sabemos que também existem riscos inerentes às atividades de movimentação e armazenagem. Por exemplo, perda de materiais por quebra, furto ou obsolescência. O risco de incêndio em um depósito também não pode ser desprezado.
Em termos de transporte, segundo Antonio C. R. Brasiliano (2008) – disponível em http://www.brasiliano.com.br/blog/?p=194, o gerenciamento de riscos pode ser definido como “o conjunto de ações que visa impedir ou minimizar as perdas que uma empresa pode sofrer tendo suas cargas roubadas, sem falar na possibilidade de perda de vidas”.
O mesmo autor coloca que o gerenciamento de riscos pressupõe um planejamento estratégico de segurança que possui alguns pontos críticos:
- Identificação de riscos – através das características da operação de logística, os riscos são apontados.- Análise de riscos – são verificados a freqüência das rotas, mix de cargas, pontos de maior probabilidade de sofrer perdas, entre outros.- Planejamento de medidas e condutas preventivas e emergenciais – nesta fase deve ser elaborado um manual de operações com o objetivo de padronizar as condutas entre toda a cadeia de logística e da segurança.- Operacionalização – fase onde todo o sistema e processo planejado serão iniciados.- Controle e avaliação – esta última fase é alimentada de forma contínua, com o objetivo de medir o desempenho do GR e adequar possíveis erros.
Certamente, tais conceitos podem ser aplicados para os riscos nas operações de movimentação e armazenagem. Vejamos:
- Identificação de riscos – análise da localização, layout, equipamentos e mão de obra do armazém, além das características dos produtos armazenados e movimentados;
- Análise de riscos – levantamento das ocorrências de perdas (por quebras, furtos ou outros) e análise de suas causas;
- Planejamento de medidas e condutas preventivas e emergenciais – estudo das causas e definição de ações corretivas, entre elas, projeto de melhoria com alteração de layout, modernização de equipamentos ou treinamento de equipes.
- Operacionalização – implantação das ações corretivas.
- Controle e avaliação – acompanhamento dos resultados e realimentação do sistema visando a melhoria contínua.
Como podemos ver neste breve comentário, qualquer atividade está sujeita a riscos. Em compensação, muitas ferramentas utilizadas em situações específicas podem ser adaptadas para outras resultando em benefícios similares.

17 maio, 2009

Portal Logweb - Seal: campanha visa a coleta de baterias usadas para reciclagem

Seal Sistemas (Fone: 11 2134.3829), que há 20 anos atua no mercado de soluções dedicadas a processos de automação com código de barras, coletores de dados, redes sem fio e RFID, está desenvolvendo uma campanha para reciclagem das baterias descartadas após o uso em equipamentos oferecidos pela empresa. O objetivo é orientar parceiros a entregarem as baterias usadas, que são enviadas para o reprocessamento e produção de óxidos e sais metálicos. Segundo José Carlos Gonçalves, gerente do Departamento de Assistência Técnica da empresa, a Seal nunca havia realizado nenhuma campanha de incentivo à proteção ao meio ambiente. “As baterias coletadas nesses 20 anos eram reunidas e doadas em pontos específicos que faziam a coleta na cidade, mas nunca fizemos uma divulgação da importância dessa ação. Hoje queremos que os clientes participem conosco”, conta. “A Seal preocupa-se em evitar a possibilidade de danos ao ambiente em razão do descarte inadequado de baterias utilizadas em nossas soluções. Por isso, colocamo-nos à disposição dos nossos clientes para facilitar a destinação correta desses resíduos, ao mesmo tempo em que tentamos chamar a atenção para o cuidado que as empresas devem ter em relação às baterias e ao lixo eletrônico”, explica o diretor de Marketing e Vendas, Wagner Bernardes. Gonçalves, por sua vez, informa que os clientes e parceiros da Seal que quiserem contribuir com a campanha podem enviar baterias inutilizadas ao endereço da assistência técnica da empresa, na Rua Professor Alfonso Bovero, número 531, no bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, SP, aos cuidados dele próprio. “Infelizmente não temos estrutura para fazer a coleta no próprio cliente, mas acreditamos que, por esse bom motivo, muitos se mobilizarão a fazer parte desta ação”, almeja. Ele revela que, após coletadas, as baterias são armazenadas em um lugar seco, arejado e longe de materiais inflamáveis. “O período de armazenagem dura até chegarmos a uma quantidade significativa para enviarmos à empresa responsável pela reciclagem. Isso se dá em torno de três meses, que é o período máximo para guardar baterias inutilizáveis”, acrescenta. Ainda de acordo com o gerente do Departamento de Assistência Técnica, após chegar a uma quantidade significativa de baterias, a Seal entra em contato com a empresa responsável pela reciclagem e avisa que o envio do material será efetuado. Feito isso, é verificado se as baterias a serem enviadas estão em bom estado, sem vazamentos e, então, são colocadas em sacos especiais. “Necessitamos também de uma autorização especial da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para o transporte deste tipo de material (denominado Manifesto de Carregamento), que nos é fornecido através da empresa de reprocessamento das baterias”, complementa Gonçalves. Ele acredita que para que esta ação seja realizada com sucesso é imprescindível que haja um processo logístico sinérgico. Para isso, diz que a empresa toda está envolvida e auxilia na comunicação com o cliente, para que seja possível coletar o máximo de baterias. “Não podemos nos esquecer, ainda, que estamos lidando com um material poluente e que deve ser tratado com o máximo de cuidado e controle, a fim de zerarmos a possibilidade de que o armazenamento, transporte ou reprocessamento possam ocasionar algum um acidente e danos ao meio ambiente”, destaca. Na visão de Gonçalves, hoje, as pessoas estão mais conscientes da necessidade da preservação e buscam empresas que se preocupam com esse tema e desenvolvam seus produtos e serviços da maneira a não prejudicar a natureza. Para ele, as práticas relacionadas ao meio ambiente beneficiam a imagem da Seal perante o mercado e geram, também, uma conscientização dos colaboradores sobre a importância da preservação.
Fonte: http://www.logweb.com.br/index.php?urlop=noticia&nid=MjEwODY=

Nota: A iniciativa da Seal está alinhada aos princípios de sutentabilidade que devem ser observados por todos: empresas, estado e sociedade em geral. Não podemos esquecer que a logística também pode contribuir para a racionalização do uso dos recursos naturais e redução de impactos ambientais.

14 abril, 2009

Logística a serviço da educação

A edição de 18/03/2009 da Revista Veja traz uma matéria muito interessante sobre a distribuição de livros didáticos coordenada pelo Ministério da Educação (MEC) para entrega de 103 milhões de exemplares em 140.000 escolas públicas brasileiras. Foram 2.322 títulos, sendo que cada escola recebeu um pacote (pedido) diferente, dependendo dos títulos escolhidos por cada escola, quantidades, entre outros. O sucesso da operação rendeu aos Correios um prêmio no World Mail Awards (espécie de Oscar internacional da logística).