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14 fevereiro, 2009

Logística está na moda...

Em 2003 ouvi falar pela primeira vez a respeito da Zara (marca espanhola da indústria do vestuário) por tratra-se de uma empresa com estrutura ágil e eficiente, que lhe conferia uma série de vantagens competitivas quando comparada com outras do setor.
A reportagem “O novo império da moda”, da revista Veja de 10/12/2008, apresenta a Inditex (dona da Zara) com a maior fabricante de roupas do mundo.
Segundo a matéria, a Inditex abriu duas novas lojas por dia em 2008 e ultrapassou o faturamento de sua principal concorrente. Considerando que o setor teve decréscimo no seu faturamento e que o da empresa cresceu 4%, entende-se que realmente há algo de diferente nesta organização.
Dentre as diferenças listadas entre a Inditex e suas concorrentes, a matéria cita sua estrutura de produção (que deu origem ao termo “fast fashion”), que agiliza a colocação de novos produtos no mercado, chegando a 40.000 modelos lançados por ano.
Ainda de acordo com a reportagem, a Inditex concentra 80% de sua produção e distribuição em um único local, a Galícia. A maioria de suas concorrentes tem sua produção em países asiáticos. A logística centralizada permite que a Inditex entre e saia de mercados com maior facilidade, pois sua estrutura de distribuição é mais flexível. Isto faz com que a empresa esteja presente em um número maior de países do que qualquer outro concorrente, atendendo 71 mercados.
Em meio ao atual panorama da economia mundial, onde ouvimos falar diariamente sobre as dificuldades pelas quais estão passando organizações dos mais diversos setores, fica o exemplo de uma empresa que ousou fazer as coisas de maneira diferente. E dentre estas “maneiras diferentes”, destacamos a logística como ferramenta útil na busca pela melhoria contínua dos processos, com aumento no nível de serviço (atendimento ao mercado) e manutenção de custos adequados de distribuição.

01 fevereiro, 2009

Rastreabilidade na cadeia produtiva da carne

Nota: Em setembro de 2008, postei uma matéria da Agência Estado a respeito do desenvolvimento de chip para rastreamento de carne bovina. No final de janeiro de 2009, o portal Logweb publicou a notícia transcrita abaixo, apresentando empresa que comercializará tal tecnologia. Conhecendo-se o elevado grau de exigência do mercado internacional de carnes e a importância da atividade agroindustrial para a balança comercial brasileira, entendemos o impacto positivo que esta tecnologia poderá trazer para o nosso país. É a tecnologia RFID alcançando horizontes cada vez maiores.

Solução da COSS permite rastrear carne do “pasto ao prato”
Welcoss-iMeat, desenvolvido pela COSS Consulting (Fone: 16 3307.6322), está sendo lançado no mercado brasileiro para garantir a rastreabilidade e a visibilidade da carne na Cadeia de Abastecimento Alimentícia, do “pasto ao prato”, de acordo com Luis Carlo Colella Ferro, sócio-diretor da empresa.Ele informa que se trata de uma solução inteligente, 100% brasileira, baseada em tecnologia RFID e capaz de controlar e monitorar a movimentação de animais em fazendas e suas partes em abatedouros, em CDs e redes de varejo. “Assim, a indústria frigorífica pode rastrear a carne na produção rural, seus cuidados veterinários e de consumo, incluindo todos os processos logísticos e de transporte”, explica. Segundo Colella, por meio da tecnologia com tag RFID é possível registrar em um único chip informações detalhadas, como o nome do criador, local em que o animal foi abatido, data do abate, vacinas e cuidados veterinários, entre outros. A partir das informações é criado um número de rastreabilidade que permite a identificação do animal na fazenda, seu peso bruto e peso líquido em todas as etapas do processamento da carne. “A informação destas etapas e processos é registrada no rótulo de cada produto, o qual mostra o número do lote, a data de validade, o dia da semana em que o empacotamento ocorreu e as iniciais do empacotador, entre outras informações”, comenta.O processo de desenvolvimento da solução foi baseado em um projeto de inovação tecnológica com RFID EPC (Electronic Product Code) para o mercado brasileiro. De acordo com Colella, inicialmente houve o apoio e financiamento da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo para o desenvolvimento da plataforma Welcoss, que é um middleware tecnológico para este fim. Após dois anos de trabalho, ele conta que foi concluída a primeira fase do projeto/solução, que já está disponível para uso empresarial, seja de forma independente ou integrada a outros sistemas de gestão empresarial, como ERP, SCM, WMS, CRM, legados e outros.O motivo para a criação desta tecnologia foi que a COSS Consulting observou a falta de uma solução nacional voltada para rastreabilidade e visibilidade, com destaque para o gerenciamento em tempo real de produtos e materiais na cadeia de abastecimento inteligente. “O fato de não ter vínculo com fornecedores de equipamentos e hardware foi uma vantagem competitiva para disponibilizar a solução a baixo custo. Isso permitirá que empresas grandes, médias e pequenas protejam seus investimentos em marcas e ativos de forma inteligente, assegurando origem e integridade de produtos”, destaca o sócio-diretor da COSS Consulting.Engana-se quem pensa que o uso desta solução é restrito ao setor de carnes. Conforme Colella, uma plataforma universal baseada em RFID foi construída para atuar em diferentes segmentos de mercado. Dependendo da necessidade, a solução é customizada para adequar-se às normas e exigências de cada segmento. Por isso, ele garante que esta tecnologia está preparada para atuar, também, nos segmentos de varejo, automobilístico, aeroespacial, de papel e celulose, farmacêutico, hospitais, militar, correios, entretenimento, metalurgia, mineração e manufatura em geral, entre outros. “Basta existir uma demanda e nós construímos a solução de forma relativamente simples e econômica”, aponta.Dessa forma, Colella afirma que o mercado neste setor está se profissionalizando bastante e com os crescentes controles dos órgãos de fiscalização e saúde, em nível nacional e internacional, soluções desta natureza devem ganhar espaço. Na visão dele, em breve, executivos e empresários irão perceber isso e a demanda será um processo natural. “Essa solução é um diferencial competitivo para a gestão empresarial moderna”, conclui.

Disponível em: http://www.logweb.com.br/informativo/noticia.asp?idNoticias=7160. Acesso em 01/02/2009.

17 janeiro, 2009

Meteorologia a serviço da logística

Qual a relação entre meteorologia e logística? A princípio, podem parecer assuntos totalmente diversos. Porém, matéria da revista Veja, de 24/12/2008, trata do “casamento” entre meteorologia e negócios. Em resumo, o texto aborda a influência da temperatura (em especial o calor do verão) na produção e no consumo de bebidas, sorvetes, condicionadores de ar, entre outros. Interessante saber que, para alguns produtos, o conhecimento antecipado das condições climáticas pode representar o sucesso ou fracasso em termos de disponibilidade destes ao cliente, ou seja, na definição e execução do plano de distribuição. Boa leitura.

A LOIRA GELADA QUER CALOR – Por Renata Moraes
Quando uma onda de calor atingiu o litoral paulista em meados de 2006, a fabricante de sorvetes Portofino foi a única grande empresa do setor incapaz de suprir o aumento repentino na demanda. Suas principais concorrentes tinham a informação na manga, fornecida por serviços privados de meteorologia. Já haviam reforçado o estoque e a distribuição. Esse é apenas um exemplo de como a antecipação de tendências climáticas se tornou essencial para fabricantes e prestadores de serviços. A cada 1% de aumento na temperatura atmosférica, o consumo de cerveja cresce 0,28%. Esse pequeno porcentual, aparentemente irrelevante, é vital para o setor. Os brasileiros bebem mais de 10 bilhões de litros do produto anualmente. Em um dia quente e seco de verão, com um calorão de 40 graus, são vendidos 18 milhões de latinhas a mais, em média, que em períodos mais amenos, com os termômetros ao redor dos 25 graus.
O casamento entre os negócios e a meteorologia só foi possível com o aumento da precisão dessa atividade com mais de 2 000 anos de história, mas cujo salto tecnológico se acelerou nas últimas décadas. Em 1980, as previsões tinham 70% de acerto. Hoje, com supercomputadores que realizam até 60 trilhões de cálculos climáticos por segundo, elas atingem 95% quando feitas para o prazo de dois dias. Devido à relação direta entre clima e vendas, as fabricantes do setor disputam as melhores previsões. Com isso, tentam estimar, antes e melhor que seus concorrentes, em que regiões o consumo será maior. Se a temperatura passa de 20 para 30 graus, o consumo médio diário de água residencial de uma família paulistana sobe de 430 para 570 litros. "As informações climáticas tornam-se essenciais no verão. Antecipar corretamente o clima permite o planejamento da distribuição e evita que faltem produtos nas prateleiras nos dias de pico de consumo", afirma Marcel Sacco, diretor de marketing da Schincariol. Se uma fabricante toma conhecimento, com até quatro dias de antecedência, de que um fim de semana será mais quente e sem chuvas, consegue planejar-se para uma ação de marketing nas praias e nos bares, além de reforçar a entrega do produto. "Já tivemos pedidos inusitados, como o de um microempresário que trazia cocos do Nordeste para o Sul e o Sudeste e queria basear-se em previsões climáticas para calcular melhor a quantidade", conta André Madeira, meteorologista da Climatempo. "Nossos clientes vão da Petrobras, que utiliza as informações climáticas para planejar seu trabalho nos campos de prospecção da costa, a empresas têxteis, que precisam saber como será a estação para organizar a confecção."
A principal fonte de dados meteorológicos brasileira é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão oficial subordinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas os fabricantes que precisam de informações mais detalhadas, de acordo com suas necessidades específicas, procuram os serviços de consultorias privadas. Para estas, prever o tempo transformou-se em um negócio lucrativo. A Climatempo, a maior do setor na América Latina, já dispõe de um canal de TV exclusivo. Outras empresas apenas produzem análises de mercado com base nas previsões meteorológicas. Uma delas é a LCA Consultores, responsável pelo estudo que relaciona a venda de cervejas ao aumento da temperatura. Segundo o economista Marcos Nascimento, autor do estudo, as informações sobre o clima são hoje decisivas no plano de negócios de diversas empresas do país: "Com base nas previsões meteorológicas, as companhias conseguem adequar a fabricação e a distribuição de seus produtos e serviços, além de planejar estratégias de marketing". A LCA também já fez trabalhos do mesmo tipo para companhias dos setores de ar-condicionado, gás residencial e energia elétrica. A indústria de sorvetes é outra que vive em torno dos meses de calor mais intenso. Mais de dois terços dos 900 milhões de litros produzidos por ano no Brasil são consumidos no verão. "Estamos tentando mudar a cultura do brasileiro de que sorvete é para dias quentes", diz Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis). Ainda que nas regiões Norte e Nordeste o verão dure praticamente doze meses por ano, o consumo de sorvetes se concentra no Sudeste e no Sul, onde a renda é mais elevada. A multinacional anglo-holandesa Unilever, dona da marca Kibon, lança mão das previsões sobre as tendências climáticas para programar sua distribuição. Mas, segundo Sebastian Reyes, vice-presidente do segmento de sorvetes da empresa, os modelos meteorológicos precisam ser vistos com cuidado. "Eles devem ser utilizados com cautela, porque são sujeitos a alterações repentinas", afirma Reyes.

04 janeiro, 2009

RFID - Utilização da tecnologia em livrarias

A Livraria Byblos, localizada em Lisboa – Portugal, é considerada a maior daquele país e a primeira do mundo a integrar RFID em todas as suas vertentes operacionais, transformando-se em referência mundial para o setor livreiro.
O sistema funciona da seguinte maneira: todos os livros que chegam à Byblos recebem um reader – espécie de identificação eletrônica – e, desde então, passam a ser controlados por radiofreqüência. O cliente escolhe seu produto pelo terminal, imprime a localização e retira o livro no local indicado. No caixa, a leitura é feita automaticamente pelo RFID, que dá essa informação ao software de PoS (Point of Sale) e registra a venda. Na saída, após o pagamento, o sistema já identifica que o livro foi vendido e não o acusa nas antenas antifurto localizadas na porta da loja. Cada livro tem um chip com todos os dados do produto, como valor e entrada no estoque.
Outra inovação é a estante robotizada, que tem capacidade para 60 mil livros. Busca-se na estante o livro que pretende adquirir e ela entrega os volumes.
No caso do inventário, o inventariante utiliza o leitor para ler a prateleira e os livros – dessa forma, associa os livros à prateleira, fazendo o correto controle de inventário da livraria. Como o inventário e a localização dos produtos são realizados em tempo real, os clientes, por meio de um dos 40 quiosques espalhados pela livraria, sabem exatamente a localização dos mais de 150.000 itens distribuídos pela Byblos.

Nota:
As informações acima constam no artigo “Livraria Byblos é referência em uso de RFID”, publicada no Jornal Logweb, edição 82, de dezembro/2008.
Mais um exemplo de utilização da tecnologia RFID, comprovando a abrangência desta que, com aplicações nas mais diferentes áreas e organizações, tem apresentado resultados positivos na gestão e movimentação de materiais.

16 novembro, 2008

Artigo: Logística e gestão da produção

Nota: Artigo do Diário do Comércio-MG, disponível no site da ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados (http://www.abras.com.br/clipping.php?area=6&clipping=2142). Destaque para o dado a respeito da representatividade das atividades de movimentação e armazenagem no PIB nacional.

Logística é fundamental para gestão de produção

Muitas organizações só sabem que logística existe quando há problemas. O setor que responde por 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, algo em torno de R$ 220 bilhões, dos quais 7% referem-se a transporte, 4% com estoque e condições de armazenagem e o restante, 1%, com despesas de instalação de almoxarifado, é bem mais que uma frota bem organizada e com manutenção em dia, mas um sistema integrado que permite que informações e produtos fluam com eficiência para atender às demandas do negócio em si e, na outra ponta, também dos consumidores finais.
Como ferramenta de gestão, a logística tem caráter preventivo, ou seja, evita que problemas que podem comprometer a produção. Na lista de possibilidades estão aqueles famosos gaps na hora de cumprir o contrato já assinado, devido a falha no contato com o fornecedor ou mesmo o risco de desabastecimento da mercadoria no ponto de venda. O diretor de Produto e Operações do Ietec e consultor empresarial, José Ignácio Villela Júnior, já observa avanços em organizações no que se refere à logística. "Grandes e médias empresas já possuem diretores e/ou gerentes de logística. Essa área é como o coração do empreendimento", apontou.
Resistência - As micro e pequenas empresas são as que ainda mais resistem a utilizar essa ferramenta de gestão que integra o fluxo de materiais adquiridos do fornecedor, passando pela linha produtiva até a destinação final do produto. Apesar da estrutura enxuta e da concentração de tarefas em poucas mãos, é interessante utilizar os recursos da logística para organizar o processo produtivo, em todas as suas fases.
Segundo o consultor, para que o consumidor encontre a mercadoria que pretende adquirir, é preciso que o sistema de logística funcione. "Desde o momento em que o cliente apresenta a sua demanda, a empresa deve confeccionar um plano de negócios para cada pedido, de acordo com a sua capacidade produtiva", lembrou. Para cumprir prazos e metas, o profissional da área vai entrar em contato com o fornecedor de materiais para que os insumos possam ser utilizados no período estipulado.
Para segmentos empresas que atuam fora da área industrial, a ferramenta pode ser utilizada para viabilizar a área de suprimentos e distribuição. "O custo de logística ainda é muito alto", ponderou. Para Villela Júnior, as organizações que têm a logística integrada ao negócio encontram formas de reduzir os gastos com a área, seja optando por trajetos mais econômicos para a distribuição ou mesmo reavaliando o modal de transporte utilizado, atendendo à demanda do mercado mas sem prejudicar o negócio propriamente dito.
Visão geral - Mais que parte da gestão empresarial, a logística também tem a sua "visão do todo", ou seja, de como o negócio está "andando". Em outras palavras, quando a ferramenta é mal utilizada, a operação é problemática. Compreender essa situação e/ou mesmo transformá-la requer capacitação. Segundo o consultor, a demanda por profissionais especializados nessa área é menor que a oferta do mercado. "Não é moda, é fundamental", enfatizou.
No entanto, há empresas que preferem apostar em "fórmula milagrosas" de gestão antes de reavaliarem a sua logística. Para o professor, a área é a última fronteira a ser vencida pela administração da empresa. Isso não significa deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Afinal, qualquer custo extra, por menor que seja, tem impacto direto na rentabilidade do negócio.
Em outras palavras, o lucro é resultado do somatório de pequenas intervenções, sendo que algumas delas são maiores que parecem. Os gestores que ainda utilizam caminhões para transportar pequenas quantidades de produtos, sem que isso seja absolutamente recomendado, podem descobrir o que uma mudança representa, quando examinarem o balancete do próximo mês.

02 novembro, 2008

Varejo: exemplo de crescimento com "sustentabilidade logística"

Há algumas semanas, a rede de varejo Magazine Luiza anunciou sua chegada a São Paulo, com a inauguração de 50 lojas numa única vez. O texto abaixo (disponível em http://www.logweb.com.br/informativo/noticia.asp?idNoticias=6604) detalha a estrutura logística montada para dar sustentação a este grande empreendimento.

Magazine Luiza adequa logística para atender as 50 novas lojas em SP
Em praticamente todos os tipos de mídia, inclusive na TV Minuto – no Metrô –, foi divulgada a chegada da rede de varejo Magazine Luiza (Fone: 11 4589.5000) a São Paulo, abrindo 50 lojas de uma só vez. Estratégias de marketing à parte, quais foram as adequações logísticas realizadas pela rede para atender a este volume de lojas? Na verdade, tudo foi muito bem planejado, pois, como visto em matéria publicada na revista Logweb de dezembro de 2007, edição 70, o Magazine Luiza inaugurou o Centro de Distribuição Bandeirantes, em Louveira, SP, já pensando nessa expansão.Na época da inauguração do CD, havia infra-estrutura para 45.000 posições palete, agora, para atender as novas lojas, evoluiu para 60.000, e tem capacidade para 70.000 posições. Sua área é de 55.000 m2 e, ainda, estão disponíveis 20.000 m2 para ampliação. “Nossa capacidade atual atende as novas lojas e a demanda das festas de final de ano, mas como pelo Projeto SP a intenção é chegar a 100 lojas no Estado até 2010, será necessária a ampliação do CD, já preparado para isso”, conta Décio Sonohara, diretor de tecnologia do Magazine Luiza.O projeto completo, de 100 lojas em São Paulo até 2010, exigiu investimentos de R$ 150 milhões, oriundos da própria empresa e de financiamentos, como com o BNDES. Os recursos foram mais aplicados na área de tecnologia. “Nós aumentamos nossas estruturas de rack e a volumetria do CD Bandeirantes, consolidamos a tecnologia pick-by-voice e automatizamos a expedição com esteiras, mais que dobrando a capacidade de expedição”, revela. Com a automação, o giro das mercadorias garante a otimização do espaço.A logística da rede é própria, mas o transporte é terceirizado, contando com aproximadamente 1.200 veículos. “Para São Paulo, incrementamos 120 novos veículos, com parceiros preparados para rápida resposta em caso do volume inaugural exigir maior estrutura”, acrescenta Sonohara. Ele conta que foram escolhidas transportadoras que conhecem a região onde vão atuar e sabem como trabalhar com cargas fracionadas para caminhões menores, em virtude das regras de trânsito em São Paulo.Além disso, o Magazine Luiza também utiliza o courier para entregas. “Experiência originada do e-commerce e que aproveitaremos para as 50 novas lojas”, declara.O CD Bandeirantes, que atende as cidades do sul de Minas Gerais, do litoral paulista e das regiões de Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba, além de São Paulo, é o maior e o mais moderno da rede, contando com 81 docas, 132.000 m3 de armazenagem, 1.000 posições de racks, 18 empilhadeiras elétricas, 32 transpaleteiras elétricas e 40 hidráulicas. Em tecnologia, além do pick-by-voice, evoluíram os sistemas de WMS, RFID, TMS e EDI. A rede varejista possui mais cinco CDs.

27 setembro, 2008

Identificação por radiofrequência - outras aplicações

Segue notícia publicada pela Agência Estado e disponível no site Paraná Online ( http://www.parana-online.com.br/editoria/pais/news/324634/ - acesso em 27/09/2008). Trata-se de mais uma aplicação da Tecnologia de Identificação por Radiofrequência (RFID - Radio Frequency Identification). Uma demonstração de que a utilização de tal tecnologia não restringe-se apenas aos sistemas de armazenagem.

Brasil lança chip de rastreabilidade bovina 100% nacional - Agência Estado
O Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), apresentou esta semana o primeiro chip 100% brasileiro para rastreabilidade bovina. Segundo o ministério, o aparelho foi desenvolvido pelo Ceitec com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pretende consolidar o Brasil como maior exportador mundial de carne bovina. Este ano o país chegou a ter o produto embargado pela União Européia por falhas no sistema de rastreabilidade.
A identificação eletrônica possibilita o acompanhamento de informações genéticas, zootécnicas e sanitárias de cada animal, desde o nascimento até o abate. O chip nacional deve ter o preço como grande diferencial aos pecuaristas, na medida em que eliminará o pagamento da validação no exterior e de royalties.
Dados do Ministério da Agricultura contabilizam em aproximadamente 210 milhões de cabeças o rebanho bovino nacional considerado o maior do mundo. As exportações do setor chegam a R$ 2,5 bilhões. A nova tecnologia pode contribuir para que a credibilidade e competitividade do produto brasileiro aumentem e conseqüentemente, as vendas externas também.
O ministério estima ainda que, até o início do próximo ano os primeiros chips já estejam no mercado. Este é o primeiro dispositivo de uma linha completa de produtos de rastreabilidade animal chamados de ATD (Animal Tracking Device). Posteriormente, deverão ser desenvolvidos também chips para as cadeias de suínos e aves. A capacitade de fabricação da Ceitec, localizada em Porto Alegre, é de um milhão de chips por ano.

13 setembro, 2008

As restrições à circulação de veículos e seus impactos na armazenagem

No final de junho passou a vigorar decreto lei do prefeito de São Paulo, que restringe a circulação de caminhões pesados na chamada zona de máxima restrição de circulação (ZMRC) em determinados dias e horários. Ainda, os caminhões (VUC – veículos urbanos de carga) serão submetidos a rodízio, onde as placas pares só poderão circular nos dias pares e as placas ímpares nos dias ímpares. Estas medidas visam melhorar o fluxo do trânsito em até 17%, segundo a CET – Companhia de Engenharia de Trânsito do município.
Em outras grandes cidades do Brasil, o panorama é similar, e medidas como essas poderão ser adotadas em breve (dados da Revista Distribuição – julho/2008).
Facilmente, percebe-se que tais restrições terão impacto significativo nas atividades de distribuição, sendo que os atores do setor terão de ajustar seus processos a fim de adequarem-se às novas regras.
Cabe aqui uma ressalva, pois esse impacto não será somente na entrega propriamente dita. Além do trânsito dos veículos, as atividades de armazenagem e movimentação interna também terão que ser revistas.
Vejamos, considerando que os horários para as entregas sejam alterados, possivelmente os turnos de operação de depósito (equipes de recebimento, conferência, armazenagem, separação, expedição e apoio) acompanharão tais mudanças. Caso a operação passe a ser realizada no período noturno, o planejamento da segurança patrimonial também deve ser revisado.
Talvez, a simples modificação nos horários de operação não sejam suficientes para viabilizar a operação, podendo ser necessárias alterações na estrutura de depósito, como aumento na capacidade de armazenagem, pois redução na freqüência de entrega tende a exigir maior espaço de armazenagem (inverso do just-in-time).
Este cenário nos indica o seguinte: mais uma vez, embora aumentem as restrições para o desenvolvimento de suas atividades, caberá ao profissional de logística (através do planejamento e controle de operações) a tarefa de manter o nível de serviço esperado pelos clientes, entregando o produto certo, no momento certo, ao custo adequado.

26 agosto, 2008

Logística e terceirização

Há alguns anos, a terceirização das atividades logísticas faz parte dos planos de organizações dos mais diferentes setores da economia. Seja no motoboy que entrega gás em domicílio, ou no caminhão que abastece a linha de produção de um grande cliente, são inúmeras as aplicações do conceito de terceirização em logística. Transporte, armazenagem, movimentação, gestão de estoques, entre outros. Em 2005 apresentei minha dissertação de mestrado com o título "Modelo de Avaliação do Desempenho Logístico de Operadores Logísticos", onde estudei a rápida e significativa expansão deste mercado.
Em 11 de agosto de 2008, a Gazeta Mercantil publicou matéria referente aos números da tercerização no Brasil. Segundo dados do COPPEAD, "as maiores empresas do Brasil mantêm um índice de terceirização de serviços de logística - sejam nas atividades inboud ou outbound - semelhante ao dos Estados Unidos e Europa, na casa dos 91%, principalmente no que diz respeito ao item transporte. Em 81% dos casos, o objetivo dessa opção é a redução dos custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Estes e outros dados, levantados junto a 115 empresas dentre as de maior faturamento no País em 19 setores da economia, foram colhidos entre março e maio pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e apresentados no XIV Fórum Internacional de Logística, no Rio de Janeiro".
Percebe-se que o tema "terceirização" continua nos planos das empresas, porém, quando o objetivo é a redução de custos, ainda há um caminho a ser trilhado e a participação do profissional de logística é fundamental no alcance das metas. Porém, cabe lembrar que nem sempre a terceirização trará como resultado tal redução. Cita-se por exemplo, o caso de empresas que visam melhorar o nível de serviço, onde o fator redução de custos não é o objetivo principal (a tendência natural é de que o maior nível de serviço reflete em custos maiores).

09 agosto, 2008

A logística e o crescimento de empresas atacadistas distribuidoras

O atacado distribuidor tem participação significativa na distribuição de bens de consumo no mercado brasileiro, movimentando grandes volumes a longas distâncias, atendendo as áreas mais longínquas de nosso território. Neste cenário, observa-se que as atividades logísticas têm grande participação nas operações das empresas deste setor da economia. Há alguns anos, estas empresas perceberam a importância da logística para os seus negócios e percebe-se, cada vez mais, sua preocupação em aprimorar seus processos, investindo em recursos tecnológicos e humanos na busca pela melhor relação custos x tempos x qualidade.
A edição de junho de 2008 da Revista Distribuição (www.revistadistribuicao.com.br), publicação especializada no setor do atacado distribuidor, trouxe uma reportagem especial com 20 empresas selecionadas entre as que apresentaram os maiores índices de crescimento em 2007 e com faturamento anual superior a R$100 milhões no mesmo ano.
Verificamos que 12 das 20 empresas listadas (60% da amostra), citaram a logística como uma das “ferramentas” utilizadas para alcançar de forma sustentável tal crescimento. Foram listadas diferentes ações: aumento de frota e de área de armazenagem, abertura ou alteração na infra-estrutura de centro de distribuição, investimentos em tecnologia da informação, entre outras.
Vemos aqui que, assim como em outros setores da economia, as empresas do setor identificaram a logística como fonte de vantagem competitiva, dando a esta a devida importância para o desempenho de suas atividades empresariais gerando investimentos em equipamentos, tecnologia da informação e capacitação, tendo como resultado o crescimento e a manutenção de suas operações.

27 julho, 2008

Norma Brasileira para Armazenagem (ABNT)

Abaixo, matéria disponível no site da ABML a respeito da criação da NBR15.524, primeira norma brasileira de sistemas de armazenagem.

'A Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML) conseguiu junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a criação da primeira norma brasileira de sistemas de armazenagem, a NBR 15.524, que define parâmetros para o uso de estruturas porta-paletes, que representam 70% dos projetos de logística e distribuição existentes no mercado. "A ABML tinha um manual de boas práticas sobre o tema e em fevereiro de 2006 pediu à ABNT que ele fosse o ponto de partida para criação de uma norma para sistemas de armazenagem", conta Márcio Frugiuele, presidente da entidade de logística. "Foram quase dois anos de trabalho entre empresas fabricantes, especialistas e a ABNT. Demos um passo muito importante, pois o Brasil, apesar de praticar de forma geral uma logística de ponta, não tinha uma norma para sistemas de armazenagem. Agora, fabricantes e usuários sabem exatamente como e o que devem fazer, já que são partes igualmente responsáveis - o fabricante porque fez, o usuário porque tem de saber como usar". Robson Abade, Gerente de Projetos da divisão de sistemas de armazenagem da Fiel S/A, participou da criação da norma desde que o Departamento de Movimentação e Armazenagem da ABML, do qual é conselheiro, gerou em 2002 o manual de boas práticas que serviu de guia para o trabalho de normatização. "A norma fornece orientação de projeto, cálculo, montagem e utilização das estruturas porta-paletes. Ela orienta também o usuário com relação ao carregamento de cargas no porta palete, a forma de operação do sistema e a sua manutenção, que é responsabilidade de quem usa. Apesar de não ser obrigatório o seu uso, ela acabará se impondo, pois em casos de acidentes, por exemplo, quem não a seguiu ficará claramente afetado em pendências jurídicas". O consultor e perito judicial Edmur Joaquim Meneghesso Lino, com mais de 30 anos de experiência na área, também participou da elaboração da NBR 15.524. Para ele, o grau de desenvolvimento tecnológico de um país pode ser avaliado pela quantidade de normas técnicas que possui. "Elas são de grande valia, principalmente para quem não é especialista, não dispõe de tempo para se aprofundar no assunto, mas necessita buscar orientações corretas, objetivas e critérios seguros para realizar suas atividades, preservando a integridade e segurança física dos usuários e do equipamento", afirma. Lucas Pasquali, engenheiro civil e responsável pelo setor de cálculo estrutural e desenvolvimento de produtos da Bertolini S/A, diz que é de extrema importância a criação da primeira norma brasileira de armazenagem, e se orgulha de participar dessa conquista. "O esforço conjunto entre ABML, ABNT, fabricantes e usuários servirá para estabelecer padrões mínimos de segurança, criar e esclarecer regras e guiar o desenvolvimento do setor de armazenagem no Brasil", confia.
Outros fabricantes participaram dos estudos que levaram à criação da NBR 15.524, entre eles Esmena e Altamira. Fábia Helena Pereira, da Associação Brasileira de Movimentação e Logística, foi o contato entre todas as partes envolvidas no processo de normatização. O próximo passo será a criação de norma para porta-paletes de tráfego interno, conhecido como "Drive-in", sistema de armazenagem em que a empilhadeira entra em um corredor com estruturas porta-paletes dos dois lados.
A norma custa R$ 125,00 e pode ser comprada na ABML.'

18 maio, 2008

Cursos on-line - Next Generation Center


O Next Generation Center é um centro de atualização on-line (apresentado pela Intel Corporation), que oferece cursos gratuitos em áreas relacionadas a TI (Tecnologia da Informação). O seu conteúdo é disponibilizado através do site http://www.nextg.com.br/v2/web/index.php. Dentre os cursos oferecidos, destacamos o "Supply Chain Management", onde são apresentados os conceitos do SCM, seus objetivos, tecnologias afins e os resultados obtidos por empresas que planejaram e implantaram tais conceitos em suas operações. Trata-se de uma visão rápida, mas muito interessante sobre este tema. (Créditos: Foto disponível em http://www.dreamstime.com/)

01 maio, 2008

Norma Regulamentadora - Movimentação e Armazenagem

No projeto e operação de um sistema de armazenagem e movimentação de materiais, diferentes fatores devem ser considerados. Entre estes, estão as Normas Regulamentadoras, também conhecidas simplesmente como NR. As Normas Regulamentadoras, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Ou seja, em locais onde houver o exercício de qualquer atividade, devem ser observadas as disposições destas normas. Especificamente para a armazenagem e movimentação, existe a NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Nesta são abordadas a utilização e o projeto de elevadores de cargas, empilhadeiras, armazenamento de materiais, entre outros. Cabe aos profissionais da área de logística ter conhecimento sobre esta NR, levando em consideração suas determinações no projeto ou operação de depósitos e centros de distribuição. Esta NR, assim como as demais, podem ser acessadas através do site do Ministério do Trabalho e Emprego no http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras.

12 abril, 2008

Gerenciamento de Projetos - Link

O profissional de logística encontra-se, com frequência, envolvido com projetos. Seja em projetos simples (melhoria nos fluxos internos de um depósito, por exemplo) ou complexos (implantação de um novo centro de distribuição), recomenda-se que a gestão destes "empreendimentos" seja devidamente planejada e estruturada afim de atingir os objetivos do projeto, respeitando os prazos e os custos pré-definidos. Assim, fica aqui a sugestão de que o profissional busque conhecer as ferramentas e metodologias utilizadas no Gerenciamento de Projetos (GP), principalmente aquelas difundidas pelo PMI (Project Management Institute). Neste contexto, incluí no blog um link para o site da TenStep Brasil, organização voltada ao desenvolvimento, distribuição e implantação de metodologias empresariais, treinamentos e consultoria em gerenciamento de projetos. Sugiro uma visita, pois há boas dicas para quem pretende conhecer um pouco mais sobre o tema "Gerenciamento de projetos".

14 janeiro, 2008

Notícia: Centro de distribuição ajuda a reduzir prazos

Notícia publicada pelo Jornal Valor Econômico.

SÃO PAULO - Um dos problemas enfrentados pelas empresas brasileiras para vender no Oriente Médio é a distância, que alonga os prazos de entrega.Depois de fechado o negócio, o produto brasileiro pode demorar de 45 a 60 dias para chegar a Dubai, o que reduz a competitividade.Para ajudar as pequenas e médias empresas, a Agência de Promoção de Exportações (Apex) mantém um pequeno centro de distribuição na Zona Franca de Jebel Ali (Jafza), a menos de 15 minutos de Dubai. Inaugurado em abril e com capacidade para 60 empresas, o armazém está vazio.Fabiana Giuntini Giffoni, gerente de operações do centro, afirma que a primeira carga deve chegar em dezembro. Segundo ela, três empresas dos setores de autopeças, pedras ornamentais e equipamentos odontológicos estão no meio do processo para conseguirem suas licenças para se instalar na Jafza.O aluguel dos 556 metros quadrados do depósito custa US$ 60 mil por ano aos cofres públicos, mais o pagamento de um licença de operação de US$ 30 mil ao ano. O governo decidiu abrir o centro de distribuição para garantir um espaço na Zona Franca de Jebel Ali, que está completamente lotada.De acordo com Ahmed Al Haidan, coordenador de vendas da Jafza para Américas e África, existem hoje 7 mil empresas de 120 países na Jafza. No ano passado, o volume de comércio movimentado pela Zona Franca chegou a US$ 37 bilhões. Muitas empresas a utilizam como entreposto para enviar seus produtos a outros países do Oriente Médio e até da Ásia.Apenas três empresas brasileiras estão estabelecidas em Jebel Ali e todas estão por conta própria. Para as pequenas e médias empresas, a utilização do centro de distribuição do governo reduz os custos de obtenção de licenças, instalação de escritório (algumas salas podem ser utilizadas em sistema de rodízio) e armazenamento. Em 2008, a Apex também pretende oferecer outros serviços como a busca de parceiros comerciais.Durante a visita da missão de empresários brasileiros a Jebel Ali, duas companhias demonstram interesse em utilizar o centro e marcaram reuniões com o governo para avaliar os custos. "O suporte do governo é essencial. Já cotei e o custo é proibitivo. Se o subsídio for parecido com o que existe em Miami, vale a pena", diz Sérgio Teizen, gerente regional de vendas da Starrett, que fabrica ferramentas.A Brazilian Gypsum, consórcio de 23 empresas de Pernambuco fabricante de gesso, utiliza o centro de distribuição da Apex em Miami desde 2000. Segundo Hidelberto Pereira Alencar, diretor, a empresa pretende sair do armazém no próximo ano, porque seus negócios cresceram. A Braziliam Gypsum começou exportando dois contêineres por mês e atualmente chegou a 15. "Como pretendemos estabelecer um escritório em Dubai, a melhor alternativa é utilizar o centro de distribuição", diz. Além de Miami e Dubai, o governo também possui centros de distribuição em Varsóvia, Frankfurt e Lisboa.

13 janeiro, 2008

Notícia: Correios trocam renda de cartas por envio de encomendas

Segue matérida publicada no jornal O Estado de São Paulo, em dezembro de 2007. Nesta, verifica-se mais uma mudança nos costumes da população gerada pelo desenvolvimento da tecnologia.
Neste Natal, os correios de todo o mundo não contarão com um grande volume de cartas internacionais para garantir a renda do final do ano. Isso porque, com a proliferação do uso da Internet, os correios estão sofrendo uma queda acentuada no número de cartas enviadas. Mas, ao contrário do que os mais pessimistas previam, os correios não estão desaparecendo e continuarão lucrando nesse período de festas em praticamente todo o mundo. O motivo é o envio de pacotes e mesmo de dinheiro entre famílias. Hoje, apenas 50% das atividades dos correios tem alguma relação com cartas.Dados divulgados na terça-feira última pela União Postal Universal (UPU) apontam que o volume de cartas enviadas entre países vem sofrendo uma queda de quase 6% ao ano desde 2000. Entre 2005 e 2006, a queda foi de 2% e, na Europa, a redução chegou a 3,3%.A única região do mundo que ainda registra um crescimento no número de cartas enviadas entre países é a América Latina, com um crescimento de 8% entre 2005 e 2006. No total, 439,1 bilhões de cartas circularam no mundo no ano passado.Mas o número de agências de correios também vem sofrendo uma queda constante nos últimos anos. Na América Latina, a queda em 2006 chegou a 7%, com um total de 34,6 mil agências. Nos países ricos, o número de correios chega a 173 mil, uma queda de 0,5% em relação a 2005.ReceitaApesar da queda mundial do volume de cartas, a receita dos correios conseguiu ser mantida e até aumentada. Segundo Paul Donohoe, administrador do programa de comércio eletrônico da UPU, isso estaria ocorrendo graças ao aumento sem precedentes de entregas de pacotes, principalmente de produtos comprados na Internet. "Alguém ainda precisa fazer as entregas de natal dos produtos adquiridos eletronicamente", afirmou Donohoe.Segundo a UPU, a próxima semana deve registrar o maior volume de compras na Internet já ocorrido desde a criação da rede mundial de computadores. Apenas no dia 6 de dezembro, a UPU contabilizou mais de US$ 804 milhões em compras na rede, um recorde.Como um sinal dos tempos, a UPU, uma das organizações internacionais mais antigas, acaba de ganhar um novo vizinho. Ao lado de sua sede na cidade suíça de Berna, a Ebay acaba de abrir seu quartel-geral para coordenar a entrega de produtos em todo o mundo.Segundo a UPU, as novas tecnologias e a redução no número de envio de cartas está transformando o perfil dos serviços postais. Hoje, apenas 52% das atividades dos correios está ligada à entrega de cartas. O restante são serviços de entregas de pacotes e remessas de dinheiro de imigrantes.

12 outubro, 2007

Artigo: Código de barras são para sempre

Em tempos de muitas novidades na área de TI, como RFID, entre outros, já fala-se no desaparecimento do código de barras. No artigo abaixo, o autor Deivid Delgado* apresenta razões que devem manter esta ferramenta no mercado por um bom período. Disponível em: http://www.logweb.com.br/noticia/index.asp?idNoticias=5092 . Boa leitura!
Embora novas técnicas de identificação por meios eletrônicos estejam ganhando popularidade, o código de barras continua sendo uma opção com grande potencial de uso em vários setores e amplas vantagens no custo, em especial para instalações que ainda terão de fazer investimentos em um sistema.O código não está em vias de ser desbancado por tecnologias de localização e rastreamento, como a Identificação por Rádio Freqüência (RFID) ou outras soluções de Identificação de Itens em Tempo Real (RTLS). Estes sistemas mais recentes armazenam dados e os recuperam de um ponto remoto, por meio de dispositivos chamados de tags – pequenos microchips colocados em objetos móveis, como produtos, animais ou pessoas.Na verdade, apesar de todo o encantamento da indústria por chips e tags, o código de barras mostra poucos sinais – ou quase nenhum – de que se tornará obsoleto. Como ele é amplamente utilizado e está no mercado há muitos anos, fato que contribui para seu custo bem mais acessível, as especulações sobre sua substituição podem ser classificadas, na melhor das hipóteses, como prematuras.O alto preço do RFID e as dúvidas sobre a privacidade dos usuários têm freado sua expansão. Por causa de tais limitações, seus defensores argumentam que estas tecnologias são complementares ou, pelo menos, de uso simultâneo ao código, freqüentemente mencionado como um precursor na migração para o RFID.Uma das vantagens das barras sobre a nova geração é sua aplicação um a um, nos casos em que é necessária a identificação visual de cada item. Avanços na capacidade de armazenamento e na funcionalidade do código de barras também parecem indicar que este sistema não vai desaparecer tão facilmente.Entre as mais recentes melhorias na tecnologia do código, se destaca a operação em duas dimensões e avanços na impressão. O sistema bidimensional (códigos 2D) permite aos usuários armazenar uma quantidade maior de informação em comparação ao linear (barras). Mais dados podem ser coletados de um código pequeno. Isto abriu a possibilidade de leitura de itens que não têm superfície adequada para o método linear, como ferramentas, instrumentos cirúrgicos e outros objetos estreitos ou pequenos.Tal avanço, somado ao aperfeiçoamento dos equipamentos, possibilita que informações mais detalhadas sejam facilmente capturadas em uma única leitura, entre as quais número do lote de fabricação, identificador de cada parte de um produto e data de vencimento.Além das vantagens nos processos que envolvem rastreabilidade, vale ressaltar a possibilidade da utilização da simbologia 2D como arquivo portátil de dados, devido a sua alta capacidade de armazenamento. O código Aztec, desenvolvido pela Hand Held Products e colocado sob domínio público, por exemplo, permite armazenar cerca de 4 mil caracteres.O código bidimensional também pode ser colocado repetidas vezes em uma área ou junto de outros itens impressos em um objeto pequeno, pois não necessita de espaço em branco ao redor (zona de silêncio). Por meio de um scanner de imagem digital, o código 2D pode ser lido de qualquer parte de uma superfície arredondada, sem que esta tenha de ser manuseada.Ou seja, quando o código é fixado em vários lugares em uma peça circular, como na faixa de identificação colocada em pacientes de hospitais, ele não precisa ser direcionado para o aparelho de leitura – procedimento utilizado em bancos e supermercados. Assim, o paciente não é incomodado. Evidentemente, um código mais eficiente e com uma carga informacional maior resulta, no final, em redução de custos. E o gerente de uma empresa terá condições de controlar o estoque com mais facilidade.A tecnologia de impressão e as próprias etiquetas também evoluíram, resultando em mais agilidade e facilidade na leitura dos códigos. Impressoras móveis, mais leves e pequenas facilitam a colocação rapidamente em produtos e diminuem a margem de erro nos serviços. A conseqüência: mais eficiência e menos custos.Para obter o máximo de retorno no investimento de implementação de sistemas de código de barras, o primeiro passo é o planejamento de cada fase, levando em conta as prioridades nos diferentes setores da organização. Áreas com elevado volume de entrada de dados, nas quais a precisão é fator da maior importância, deveriam ser o foco principal do processo. Diante das novidades tecnológicas, a velha e boa simbologia não vai desaparecer. Ao contrário, basta saber aproveitar suas novas aplicações.
* Deivid Delgado – gerente de canais da Hand Held Products deivid.delgado@handheld.com

01 janeiro, 2007

Artigo: Gestão de estoque

No site Universia Knowledge Wharton, está disponível um artigo com o título "Gestão de estoque: em busca de um desempenho melhor". O artigo trata da importância e dificuldade na manutenção de níveis adequados de estoques, dado o surgimento, cada vez mais rápido, de novos produtos. O artigo traz ainda algumas conclusões de estudo desenvolvido pelos pesquisadores Roumiantsev e Netessine a partir da análise de 722 empresas de diferentes setores. Este pode ser acessado através do link: http://wharton.universia.net .

27 dezembro, 2006

Artigo: A maturidade dos projetos de centros de distribuição

Na edição de dezembro da revista Tecnologística, o Eng. Sebastião Almeida publica um rápido artigo a respeito do atual cenário em relação aos projetos de centrso de distribuição. O autor destaca a mudança na atitude das organizações, que passaram a discutir o planejamento de operações deste tipo, desde a localização e construção do prédio até a tecnologia a ser adotada. Me chamou a atenção neste texto, as razões, que segundo o autor, serviam para investimento, baseadas em paradigmas: "* Crença: Acreditar que qualquer tecnologia traria aumento de produtividade, sem se certificar se a mesma atendia às necessidades da operação da empresa; * Medo: Investir porque o concorrente já o fez. Se o concorrente errou...; *Paixão: O proprietário se apaixonou pela tecnologia que viu operando em uma visita internacional." Ainda segundo o autor, estes paradigmas foram quebrados e aliado a outros fatores (valorização dos profissionais de logística, evolução do conceito de gestão da cadeia de suprimentos, entre outros)resultou na evolução dos projetos, obtendo-se bons resultados. Concluindo, o autor divide o projeto em três fases, listando as etapas em cada uma destas. Fica aqui a dica de leitura deste artigo.

17 setembro, 2006

Logística Reversa

Um tema que vem recebendo atenção dos estudiosos da logística nos últimos anos é a Logística Reversa. Por tratar-se de um assunto relativamente novo, ainda existem muitas dúvidas com relação aos objetivos e processos envolvidos nesta área. No site do Prof. Paulo Roberto Leite ( http://meusite.mackenzie.com.br/leitepr/logrev.htm ), um dos principais estudiosos do assunto no Brasil, encontramos o texto a seguir, que resume o conceito e aplicações desta: 'A Logística Reversa é uma nova área da Logística Empresarial que planeja, opera e controla o fluxo, e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós - consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, através dos Canais de Distribuição Reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, competitivo e de imagem corporativa, entre outros. Uma das mais importantes decisões estratégicas presente nas empresas modernas, face ao crescente ambiente de competitividade e de sensibilidade ecológica da sociedade, é sem dúvida a procura de soluções que agreguem valor perceptível aos seus clientes e consumidores finais. Os novos paradigmas empresariais da logística moderna, alta velocidade de reação garantida por sistemas de manufatura flexíveis e de informatização logística e alto nível de relacionamento com os clientes e consumidores finais criando ligações duradouras, estão sendo adotados na maior parte destas empresas. A preocupação de performance e qualidade do produto transformam-se em condições básicas e qualificadoras, consideradas essenciais e necessárias para participar do mercado, porém não mais suficientes, pois já tem sido observado que tais condições conferem à empresa e ao produto diferenciais competitivos por períodos de tempo cada vez mais curtos. A preocupação estratégica empresarial desloca-se desta forma para o estabelecimento de um relacionamento eficaz com suas cadeias de suprimento, fornecedores e clientes, o "Supply Chain", traduzido por serviços que agreguem efetivamente valores perceptíveis ao cliente e ao consumidor final, permitindo ganhos de eficiência, de agilidade de resposta à cadeia de suprimentos e o conseqüente reforço de suas imagens corporativa e de marca, transformando-se em relações duradouras de parcerias e em fidelização à marcas, tão almejadas neste ambiente competitivo atual.'