Há alguns anos, a terceirização das atividades logísticas faz parte dos planos de organizações dos mais diferentes setores da economia. Seja no motoboy que entrega gás em domicílio, ou no caminhão que abastece a linha de produção de um grande cliente, são inúmeras as aplicações do conceito de terceirização em logística. Transporte, armazenagem, movimentação, gestão de estoques, entre outros. Em 2005 apresentei minha dissertação de mestrado com o título "Modelo de Avaliação do Desempenho Logístico de Operadores Logísticos", onde estudei a rápida e significativa expansão deste mercado.
Em 11 de agosto de 2008, a Gazeta Mercantil publicou matéria referente aos números da tercerização no Brasil. Segundo dados do COPPEAD, "as maiores empresas do Brasil mantêm um índice de terceirização de serviços de logística - sejam nas atividades inboud ou outbound - semelhante ao dos Estados Unidos e Europa, na casa dos 91%, principalmente no que diz respeito ao item transporte. Em 81% dos casos, o objetivo dessa opção é a redução dos custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Estes e outros dados, levantados junto a 115 empresas dentre as de maior faturamento no País em 19 setores da economia, foram colhidos entre março e maio pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e apresentados no XIV Fórum Internacional de Logística, no Rio de Janeiro".
Percebe-se que o tema "terceirização" continua nos planos das empresas, porém, quando o objetivo é a redução de custos, ainda há um caminho a ser trilhado e a participação do profissional de logística é fundamental no alcance das metas. Porém, cabe lembrar que nem sempre a terceirização trará como resultado tal redução. Cita-se por exemplo, o caso de empresas que visam melhorar o nível de serviço, onde o fator redução de custos não é o objetivo principal (a tendência natural é de que o maior nível de serviço reflete em custos maiores).
26 agosto, 2008
09 agosto, 2008
A logística e o crescimento de empresas atacadistas distribuidoras
O atacado distribuidor tem participação significativa na distribuição de bens de consumo no mercado brasileiro, movimentando grandes volumes a longas distâncias, atendendo as áreas mais longínquas de nosso território. Neste cenário, observa-se que as atividades logísticas têm grande participação nas operações das empresas deste setor da economia. Há alguns anos, estas empresas perceberam a importância da logística para os seus negócios e percebe-se, cada vez mais, sua preocupação em aprimorar seus processos, investindo em recursos tecnológicos e humanos na busca pela melhor relação custos x tempos x qualidade.
A edição de junho de 2008 da Revista Distribuição (www.revistadistribuicao.com.br), publicação especializada no setor do atacado distribuidor, trouxe uma reportagem especial com 20 empresas selecionadas entre as que apresentaram os maiores índices de crescimento em 2007 e com faturamento anual superior a R$100 milhões no mesmo ano.
Verificamos que 12 das 20 empresas listadas (60% da amostra), citaram a logística como uma das “ferramentas” utilizadas para alcançar de forma sustentável tal crescimento. Foram listadas diferentes ações: aumento de frota e de área de armazenagem, abertura ou alteração na infra-estrutura de centro de distribuição, investimentos em tecnologia da informação, entre outras.
Vemos aqui que, assim como em outros setores da economia, as empresas do setor identificaram a logística como fonte de vantagem competitiva, dando a esta a devida importância para o desempenho de suas atividades empresariais gerando investimentos em equipamentos, tecnologia da informação e capacitação, tendo como resultado o crescimento e a manutenção de suas operações.
A edição de junho de 2008 da Revista Distribuição (www.revistadistribuicao.com.br), publicação especializada no setor do atacado distribuidor, trouxe uma reportagem especial com 20 empresas selecionadas entre as que apresentaram os maiores índices de crescimento em 2007 e com faturamento anual superior a R$100 milhões no mesmo ano.
Verificamos que 12 das 20 empresas listadas (60% da amostra), citaram a logística como uma das “ferramentas” utilizadas para alcançar de forma sustentável tal crescimento. Foram listadas diferentes ações: aumento de frota e de área de armazenagem, abertura ou alteração na infra-estrutura de centro de distribuição, investimentos em tecnologia da informação, entre outras.
Vemos aqui que, assim como em outros setores da economia, as empresas do setor identificaram a logística como fonte de vantagem competitiva, dando a esta a devida importância para o desempenho de suas atividades empresariais gerando investimentos em equipamentos, tecnologia da informação e capacitação, tendo como resultado o crescimento e a manutenção de suas operações.
27 julho, 2008
Norma Brasileira para Armazenagem (ABNT)
Abaixo, matéria disponível no site da ABML a respeito da criação da NBR15.524, primeira norma brasileira de sistemas de armazenagem.
'A Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML) conseguiu junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a criação da primeira norma brasileira de sistemas de armazenagem, a NBR 15.524, que define parâmetros para o uso de estruturas porta-paletes, que representam 70% dos projetos de logística e distribuição existentes no mercado. "A ABML tinha um manual de boas práticas sobre o tema e em fevereiro de 2006 pediu à ABNT que ele fosse o ponto de partida para criação de uma norma para sistemas de armazenagem", conta Márcio Frugiuele, presidente da entidade de logística. "Foram quase dois anos de trabalho entre empresas fabricantes, especialistas e a ABNT. Demos um passo muito importante, pois o Brasil, apesar de praticar de forma geral uma logística de ponta, não tinha uma norma para sistemas de armazenagem. Agora, fabricantes e usuários sabem exatamente como e o que devem fazer, já que são partes igualmente responsáveis - o fabricante porque fez, o usuário porque tem de saber como usar". Robson Abade, Gerente de Projetos da divisão de sistemas de armazenagem da Fiel S/A, participou da criação da norma desde que o Departamento de Movimentação e Armazenagem da ABML, do qual é conselheiro, gerou em 2002 o manual de boas práticas que serviu de guia para o trabalho de normatização. "A norma fornece orientação de projeto, cálculo, montagem e utilização das estruturas porta-paletes. Ela orienta também o usuário com relação ao carregamento de cargas no porta palete, a forma de operação do sistema e a sua manutenção, que é responsabilidade de quem usa. Apesar de não ser obrigatório o seu uso, ela acabará se impondo, pois em casos de acidentes, por exemplo, quem não a seguiu ficará claramente afetado em pendências jurídicas". O consultor e perito judicial Edmur Joaquim Meneghesso Lino, com mais de 30 anos de experiência na área, também participou da elaboração da NBR 15.524. Para ele, o grau de desenvolvimento tecnológico de um país pode ser avaliado pela quantidade de normas técnicas que possui. "Elas são de grande valia, principalmente para quem não é especialista, não dispõe de tempo para se aprofundar no assunto, mas necessita buscar orientações corretas, objetivas e critérios seguros para realizar suas atividades, preservando a integridade e segurança física dos usuários e do equipamento", afirma. Lucas Pasquali, engenheiro civil e responsável pelo setor de cálculo estrutural e desenvolvimento de produtos da Bertolini S/A, diz que é de extrema importância a criação da primeira norma brasileira de armazenagem, e se orgulha de participar dessa conquista. "O esforço conjunto entre ABML, ABNT, fabricantes e usuários servirá para estabelecer padrões mínimos de segurança, criar e esclarecer regras e guiar o desenvolvimento do setor de armazenagem no Brasil", confia.
Outros fabricantes participaram dos estudos que levaram à criação da NBR 15.524, entre eles Esmena e Altamira. Fábia Helena Pereira, da Associação Brasileira de Movimentação e Logística, foi o contato entre todas as partes envolvidas no processo de normatização. O próximo passo será a criação de norma para porta-paletes de tráfego interno, conhecido como "Drive-in", sistema de armazenagem em que a empilhadeira entra em um corredor com estruturas porta-paletes dos dois lados.
A norma custa R$ 125,00 e pode ser comprada na ABML.'
'A Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML) conseguiu junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a criação da primeira norma brasileira de sistemas de armazenagem, a NBR 15.524, que define parâmetros para o uso de estruturas porta-paletes, que representam 70% dos projetos de logística e distribuição existentes no mercado. "A ABML tinha um manual de boas práticas sobre o tema e em fevereiro de 2006 pediu à ABNT que ele fosse o ponto de partida para criação de uma norma para sistemas de armazenagem", conta Márcio Frugiuele, presidente da entidade de logística. "Foram quase dois anos de trabalho entre empresas fabricantes, especialistas e a ABNT. Demos um passo muito importante, pois o Brasil, apesar de praticar de forma geral uma logística de ponta, não tinha uma norma para sistemas de armazenagem. Agora, fabricantes e usuários sabem exatamente como e o que devem fazer, já que são partes igualmente responsáveis - o fabricante porque fez, o usuário porque tem de saber como usar". Robson Abade, Gerente de Projetos da divisão de sistemas de armazenagem da Fiel S/A, participou da criação da norma desde que o Departamento de Movimentação e Armazenagem da ABML, do qual é conselheiro, gerou em 2002 o manual de boas práticas que serviu de guia para o trabalho de normatização. "A norma fornece orientação de projeto, cálculo, montagem e utilização das estruturas porta-paletes. Ela orienta também o usuário com relação ao carregamento de cargas no porta palete, a forma de operação do sistema e a sua manutenção, que é responsabilidade de quem usa. Apesar de não ser obrigatório o seu uso, ela acabará se impondo, pois em casos de acidentes, por exemplo, quem não a seguiu ficará claramente afetado em pendências jurídicas". O consultor e perito judicial Edmur Joaquim Meneghesso Lino, com mais de 30 anos de experiência na área, também participou da elaboração da NBR 15.524. Para ele, o grau de desenvolvimento tecnológico de um país pode ser avaliado pela quantidade de normas técnicas que possui. "Elas são de grande valia, principalmente para quem não é especialista, não dispõe de tempo para se aprofundar no assunto, mas necessita buscar orientações corretas, objetivas e critérios seguros para realizar suas atividades, preservando a integridade e segurança física dos usuários e do equipamento", afirma. Lucas Pasquali, engenheiro civil e responsável pelo setor de cálculo estrutural e desenvolvimento de produtos da Bertolini S/A, diz que é de extrema importância a criação da primeira norma brasileira de armazenagem, e se orgulha de participar dessa conquista. "O esforço conjunto entre ABML, ABNT, fabricantes e usuários servirá para estabelecer padrões mínimos de segurança, criar e esclarecer regras e guiar o desenvolvimento do setor de armazenagem no Brasil", confia.
Outros fabricantes participaram dos estudos que levaram à criação da NBR 15.524, entre eles Esmena e Altamira. Fábia Helena Pereira, da Associação Brasileira de Movimentação e Logística, foi o contato entre todas as partes envolvidas no processo de normatização. O próximo passo será a criação de norma para porta-paletes de tráfego interno, conhecido como "Drive-in", sistema de armazenagem em que a empilhadeira entra em um corredor com estruturas porta-paletes dos dois lados.
A norma custa R$ 125,00 e pode ser comprada na ABML.'
18 maio, 2008
Cursos on-line - Next Generation Center

O Next Generation Center é um centro de atualização on-line (apresentado pela Intel Corporation), que oferece cursos gratuitos em áreas relacionadas a TI (Tecnologia da Informação). O seu conteúdo é disponibilizado através do site http://www.nextg.com.br/v2/web/index.php. Dentre os cursos oferecidos, destacamos o "Supply Chain Management", onde são apresentados os conceitos do SCM, seus objetivos, tecnologias afins e os resultados obtidos por empresas que planejaram e implantaram tais conceitos em suas operações. Trata-se de uma visão rápida, mas muito interessante sobre este tema. (Créditos: Foto disponível em http://www.dreamstime.com/)
01 maio, 2008
Norma Regulamentadora - Movimentação e Armazenagem
No projeto e operação de um sistema de armazenagem e movimentação de materiais, diferentes fatores devem ser considerados. Entre estes, estão as Normas Regulamentadoras, também conhecidas simplesmente como NR. As Normas Regulamentadoras, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Ou seja, em locais onde houver o exercício de qualquer atividade, devem ser observadas as disposições destas normas. Especificamente para a armazenagem e movimentação, existe a NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Nesta são abordadas a utilização e o projeto de elevadores de cargas, empilhadeiras, armazenamento de materiais, entre outros. Cabe aos profissionais da área de logística ter conhecimento sobre esta NR, levando em consideração suas determinações no projeto ou operação de depósitos e centros de distribuição. Esta NR, assim como as demais, podem ser acessadas através do site do Ministério do Trabalho e Emprego no http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras.
12 abril, 2008
Gerenciamento de Projetos - Link
O profissional de logística encontra-se, com frequência, envolvido com projetos. Seja em projetos simples (melhoria nos fluxos internos de um depósito, por exemplo) ou complexos (implantação de um novo centro de distribuição), recomenda-se que a gestão destes "empreendimentos" seja devidamente planejada e estruturada afim de atingir os objetivos do projeto, respeitando os prazos e os custos pré-definidos. Assim, fica aqui a sugestão de que o profissional busque conhecer as ferramentas e metodologias utilizadas no Gerenciamento de Projetos (GP), principalmente aquelas difundidas pelo PMI (Project Management Institute). Neste contexto, incluí no blog um link para o site da TenStep Brasil, organização voltada ao desenvolvimento, distribuição e implantação de metodologias empresariais, treinamentos e consultoria em gerenciamento de projetos. Sugiro uma visita, pois há boas dicas para quem pretende conhecer um pouco mais sobre o tema "Gerenciamento de projetos".
14 janeiro, 2008
Notícia: Centro de distribuição ajuda a reduzir prazos
Notícia publicada pelo Jornal Valor Econômico.
SÃO PAULO - Um dos problemas enfrentados pelas empresas brasileiras para vender no Oriente Médio é a distância, que alonga os prazos de entrega.Depois de fechado o negócio, o produto brasileiro pode demorar de 45 a 60 dias para chegar a Dubai, o que reduz a competitividade.Para ajudar as pequenas e médias empresas, a Agência de Promoção de Exportações (Apex) mantém um pequeno centro de distribuição na Zona Franca de Jebel Ali (Jafza), a menos de 15 minutos de Dubai. Inaugurado em abril e com capacidade para 60 empresas, o armazém está vazio.Fabiana Giuntini Giffoni, gerente de operações do centro, afirma que a primeira carga deve chegar em dezembro. Segundo ela, três empresas dos setores de autopeças, pedras ornamentais e equipamentos odontológicos estão no meio do processo para conseguirem suas licenças para se instalar na Jafza.O aluguel dos 556 metros quadrados do depósito custa US$ 60 mil por ano aos cofres públicos, mais o pagamento de um licença de operação de US$ 30 mil ao ano. O governo decidiu abrir o centro de distribuição para garantir um espaço na Zona Franca de Jebel Ali, que está completamente lotada.De acordo com Ahmed Al Haidan, coordenador de vendas da Jafza para Américas e África, existem hoje 7 mil empresas de 120 países na Jafza. No ano passado, o volume de comércio movimentado pela Zona Franca chegou a US$ 37 bilhões. Muitas empresas a utilizam como entreposto para enviar seus produtos a outros países do Oriente Médio e até da Ásia.Apenas três empresas brasileiras estão estabelecidas em Jebel Ali e todas estão por conta própria. Para as pequenas e médias empresas, a utilização do centro de distribuição do governo reduz os custos de obtenção de licenças, instalação de escritório (algumas salas podem ser utilizadas em sistema de rodízio) e armazenamento. Em 2008, a Apex também pretende oferecer outros serviços como a busca de parceiros comerciais.Durante a visita da missão de empresários brasileiros a Jebel Ali, duas companhias demonstram interesse em utilizar o centro e marcaram reuniões com o governo para avaliar os custos. "O suporte do governo é essencial. Já cotei e o custo é proibitivo. Se o subsídio for parecido com o que existe em Miami, vale a pena", diz Sérgio Teizen, gerente regional de vendas da Starrett, que fabrica ferramentas.A Brazilian Gypsum, consórcio de 23 empresas de Pernambuco fabricante de gesso, utiliza o centro de distribuição da Apex em Miami desde 2000. Segundo Hidelberto Pereira Alencar, diretor, a empresa pretende sair do armazém no próximo ano, porque seus negócios cresceram. A Braziliam Gypsum começou exportando dois contêineres por mês e atualmente chegou a 15. "Como pretendemos estabelecer um escritório em Dubai, a melhor alternativa é utilizar o centro de distribuição", diz. Além de Miami e Dubai, o governo também possui centros de distribuição em Varsóvia, Frankfurt e Lisboa.
SÃO PAULO - Um dos problemas enfrentados pelas empresas brasileiras para vender no Oriente Médio é a distância, que alonga os prazos de entrega.Depois de fechado o negócio, o produto brasileiro pode demorar de 45 a 60 dias para chegar a Dubai, o que reduz a competitividade.Para ajudar as pequenas e médias empresas, a Agência de Promoção de Exportações (Apex) mantém um pequeno centro de distribuição na Zona Franca de Jebel Ali (Jafza), a menos de 15 minutos de Dubai. Inaugurado em abril e com capacidade para 60 empresas, o armazém está vazio.Fabiana Giuntini Giffoni, gerente de operações do centro, afirma que a primeira carga deve chegar em dezembro. Segundo ela, três empresas dos setores de autopeças, pedras ornamentais e equipamentos odontológicos estão no meio do processo para conseguirem suas licenças para se instalar na Jafza.O aluguel dos 556 metros quadrados do depósito custa US$ 60 mil por ano aos cofres públicos, mais o pagamento de um licença de operação de US$ 30 mil ao ano. O governo decidiu abrir o centro de distribuição para garantir um espaço na Zona Franca de Jebel Ali, que está completamente lotada.De acordo com Ahmed Al Haidan, coordenador de vendas da Jafza para Américas e África, existem hoje 7 mil empresas de 120 países na Jafza. No ano passado, o volume de comércio movimentado pela Zona Franca chegou a US$ 37 bilhões. Muitas empresas a utilizam como entreposto para enviar seus produtos a outros países do Oriente Médio e até da Ásia.Apenas três empresas brasileiras estão estabelecidas em Jebel Ali e todas estão por conta própria. Para as pequenas e médias empresas, a utilização do centro de distribuição do governo reduz os custos de obtenção de licenças, instalação de escritório (algumas salas podem ser utilizadas em sistema de rodízio) e armazenamento. Em 2008, a Apex também pretende oferecer outros serviços como a busca de parceiros comerciais.Durante a visita da missão de empresários brasileiros a Jebel Ali, duas companhias demonstram interesse em utilizar o centro e marcaram reuniões com o governo para avaliar os custos. "O suporte do governo é essencial. Já cotei e o custo é proibitivo. Se o subsídio for parecido com o que existe em Miami, vale a pena", diz Sérgio Teizen, gerente regional de vendas da Starrett, que fabrica ferramentas.A Brazilian Gypsum, consórcio de 23 empresas de Pernambuco fabricante de gesso, utiliza o centro de distribuição da Apex em Miami desde 2000. Segundo Hidelberto Pereira Alencar, diretor, a empresa pretende sair do armazém no próximo ano, porque seus negócios cresceram. A Braziliam Gypsum começou exportando dois contêineres por mês e atualmente chegou a 15. "Como pretendemos estabelecer um escritório em Dubai, a melhor alternativa é utilizar o centro de distribuição", diz. Além de Miami e Dubai, o governo também possui centros de distribuição em Varsóvia, Frankfurt e Lisboa.
13 janeiro, 2008
Notícia: Correios trocam renda de cartas por envio de encomendas
Segue matérida publicada no jornal O Estado de São Paulo, em dezembro de 2007. Nesta, verifica-se mais uma mudança nos costumes da população gerada pelo desenvolvimento da tecnologia.
Neste Natal, os correios de todo o mundo não contarão com um grande volume de cartas internacionais para garantir a renda do final do ano. Isso porque, com a proliferação do uso da Internet, os correios estão sofrendo uma queda acentuada no número de cartas enviadas. Mas, ao contrário do que os mais pessimistas previam, os correios não estão desaparecendo e continuarão lucrando nesse período de festas em praticamente todo o mundo. O motivo é o envio de pacotes e mesmo de dinheiro entre famílias. Hoje, apenas 50% das atividades dos correios tem alguma relação com cartas.Dados divulgados na terça-feira última pela União Postal Universal (UPU) apontam que o volume de cartas enviadas entre países vem sofrendo uma queda de quase 6% ao ano desde 2000. Entre 2005 e 2006, a queda foi de 2% e, na Europa, a redução chegou a 3,3%.A única região do mundo que ainda registra um crescimento no número de cartas enviadas entre países é a América Latina, com um crescimento de 8% entre 2005 e 2006. No total, 439,1 bilhões de cartas circularam no mundo no ano passado.Mas o número de agências de correios também vem sofrendo uma queda constante nos últimos anos. Na América Latina, a queda em 2006 chegou a 7%, com um total de 34,6 mil agências. Nos países ricos, o número de correios chega a 173 mil, uma queda de 0,5% em relação a 2005.ReceitaApesar da queda mundial do volume de cartas, a receita dos correios conseguiu ser mantida e até aumentada. Segundo Paul Donohoe, administrador do programa de comércio eletrônico da UPU, isso estaria ocorrendo graças ao aumento sem precedentes de entregas de pacotes, principalmente de produtos comprados na Internet. "Alguém ainda precisa fazer as entregas de natal dos produtos adquiridos eletronicamente", afirmou Donohoe.Segundo a UPU, a próxima semana deve registrar o maior volume de compras na Internet já ocorrido desde a criação da rede mundial de computadores. Apenas no dia 6 de dezembro, a UPU contabilizou mais de US$ 804 milhões em compras na rede, um recorde.Como um sinal dos tempos, a UPU, uma das organizações internacionais mais antigas, acaba de ganhar um novo vizinho. Ao lado de sua sede na cidade suíça de Berna, a Ebay acaba de abrir seu quartel-geral para coordenar a entrega de produtos em todo o mundo.Segundo a UPU, as novas tecnologias e a redução no número de envio de cartas está transformando o perfil dos serviços postais. Hoje, apenas 52% das atividades dos correios está ligada à entrega de cartas. O restante são serviços de entregas de pacotes e remessas de dinheiro de imigrantes.
Neste Natal, os correios de todo o mundo não contarão com um grande volume de cartas internacionais para garantir a renda do final do ano. Isso porque, com a proliferação do uso da Internet, os correios estão sofrendo uma queda acentuada no número de cartas enviadas. Mas, ao contrário do que os mais pessimistas previam, os correios não estão desaparecendo e continuarão lucrando nesse período de festas em praticamente todo o mundo. O motivo é o envio de pacotes e mesmo de dinheiro entre famílias. Hoje, apenas 50% das atividades dos correios tem alguma relação com cartas.Dados divulgados na terça-feira última pela União Postal Universal (UPU) apontam que o volume de cartas enviadas entre países vem sofrendo uma queda de quase 6% ao ano desde 2000. Entre 2005 e 2006, a queda foi de 2% e, na Europa, a redução chegou a 3,3%.A única região do mundo que ainda registra um crescimento no número de cartas enviadas entre países é a América Latina, com um crescimento de 8% entre 2005 e 2006. No total, 439,1 bilhões de cartas circularam no mundo no ano passado.Mas o número de agências de correios também vem sofrendo uma queda constante nos últimos anos. Na América Latina, a queda em 2006 chegou a 7%, com um total de 34,6 mil agências. Nos países ricos, o número de correios chega a 173 mil, uma queda de 0,5% em relação a 2005.ReceitaApesar da queda mundial do volume de cartas, a receita dos correios conseguiu ser mantida e até aumentada. Segundo Paul Donohoe, administrador do programa de comércio eletrônico da UPU, isso estaria ocorrendo graças ao aumento sem precedentes de entregas de pacotes, principalmente de produtos comprados na Internet. "Alguém ainda precisa fazer as entregas de natal dos produtos adquiridos eletronicamente", afirmou Donohoe.Segundo a UPU, a próxima semana deve registrar o maior volume de compras na Internet já ocorrido desde a criação da rede mundial de computadores. Apenas no dia 6 de dezembro, a UPU contabilizou mais de US$ 804 milhões em compras na rede, um recorde.Como um sinal dos tempos, a UPU, uma das organizações internacionais mais antigas, acaba de ganhar um novo vizinho. Ao lado de sua sede na cidade suíça de Berna, a Ebay acaba de abrir seu quartel-geral para coordenar a entrega de produtos em todo o mundo.Segundo a UPU, as novas tecnologias e a redução no número de envio de cartas está transformando o perfil dos serviços postais. Hoje, apenas 52% das atividades dos correios está ligada à entrega de cartas. O restante são serviços de entregas de pacotes e remessas de dinheiro de imigrantes.
12 outubro, 2007
Artigo: Código de barras são para sempre
Em tempos de muitas novidades na área de TI, como RFID, entre outros, já fala-se no desaparecimento do código de barras. No artigo abaixo, o autor Deivid Delgado* apresenta razões que devem manter esta ferramenta no mercado por um bom período. Disponível em: http://www.logweb.com.br/noticia/index.asp?idNoticias=5092 . Boa leitura!
Embora novas técnicas de identificação por meios eletrônicos estejam ganhando popularidade, o código de barras continua sendo uma opção com grande potencial de uso em vários setores e amplas vantagens no custo, em especial para instalações que ainda terão de fazer investimentos em um sistema.O código não está em vias de ser desbancado por tecnologias de localização e rastreamento, como a Identificação por Rádio Freqüência (RFID) ou outras soluções de Identificação de Itens em Tempo Real (RTLS). Estes sistemas mais recentes armazenam dados e os recuperam de um ponto remoto, por meio de dispositivos chamados de tags – pequenos microchips colocados em objetos móveis, como produtos, animais ou pessoas.Na verdade, apesar de todo o encantamento da indústria por chips e tags, o código de barras mostra poucos sinais – ou quase nenhum – de que se tornará obsoleto. Como ele é amplamente utilizado e está no mercado há muitos anos, fato que contribui para seu custo bem mais acessível, as especulações sobre sua substituição podem ser classificadas, na melhor das hipóteses, como prematuras.O alto preço do RFID e as dúvidas sobre a privacidade dos usuários têm freado sua expansão. Por causa de tais limitações, seus defensores argumentam que estas tecnologias são complementares ou, pelo menos, de uso simultâneo ao código, freqüentemente mencionado como um precursor na migração para o RFID.Uma das vantagens das barras sobre a nova geração é sua aplicação um a um, nos casos em que é necessária a identificação visual de cada item. Avanços na capacidade de armazenamento e na funcionalidade do código de barras também parecem indicar que este sistema não vai desaparecer tão facilmente.Entre as mais recentes melhorias na tecnologia do código, se destaca a operação em duas dimensões e avanços na impressão. O sistema bidimensional (códigos 2D) permite aos usuários armazenar uma quantidade maior de informação em comparação ao linear (barras). Mais dados podem ser coletados de um código pequeno. Isto abriu a possibilidade de leitura de itens que não têm superfície adequada para o método linear, como ferramentas, instrumentos cirúrgicos e outros objetos estreitos ou pequenos.Tal avanço, somado ao aperfeiçoamento dos equipamentos, possibilita que informações mais detalhadas sejam facilmente capturadas em uma única leitura, entre as quais número do lote de fabricação, identificador de cada parte de um produto e data de vencimento.Além das vantagens nos processos que envolvem rastreabilidade, vale ressaltar a possibilidade da utilização da simbologia 2D como arquivo portátil de dados, devido a sua alta capacidade de armazenamento. O código Aztec, desenvolvido pela Hand Held Products e colocado sob domínio público, por exemplo, permite armazenar cerca de 4 mil caracteres.O código bidimensional também pode ser colocado repetidas vezes em uma área ou junto de outros itens impressos em um objeto pequeno, pois não necessita de espaço em branco ao redor (zona de silêncio). Por meio de um scanner de imagem digital, o código 2D pode ser lido de qualquer parte de uma superfície arredondada, sem que esta tenha de ser manuseada.Ou seja, quando o código é fixado em vários lugares em uma peça circular, como na faixa de identificação colocada em pacientes de hospitais, ele não precisa ser direcionado para o aparelho de leitura – procedimento utilizado em bancos e supermercados. Assim, o paciente não é incomodado. Evidentemente, um código mais eficiente e com uma carga informacional maior resulta, no final, em redução de custos. E o gerente de uma empresa terá condições de controlar o estoque com mais facilidade.A tecnologia de impressão e as próprias etiquetas também evoluíram, resultando em mais agilidade e facilidade na leitura dos códigos. Impressoras móveis, mais leves e pequenas facilitam a colocação rapidamente em produtos e diminuem a margem de erro nos serviços. A conseqüência: mais eficiência e menos custos.Para obter o máximo de retorno no investimento de implementação de sistemas de código de barras, o primeiro passo é o planejamento de cada fase, levando em conta as prioridades nos diferentes setores da organização. Áreas com elevado volume de entrada de dados, nas quais a precisão é fator da maior importância, deveriam ser o foco principal do processo. Diante das novidades tecnológicas, a velha e boa simbologia não vai desaparecer. Ao contrário, basta saber aproveitar suas novas aplicações.
* Deivid Delgado – gerente de canais da Hand Held Products deivid.delgado@handheld.com
Embora novas técnicas de identificação por meios eletrônicos estejam ganhando popularidade, o código de barras continua sendo uma opção com grande potencial de uso em vários setores e amplas vantagens no custo, em especial para instalações que ainda terão de fazer investimentos em um sistema.O código não está em vias de ser desbancado por tecnologias de localização e rastreamento, como a Identificação por Rádio Freqüência (RFID) ou outras soluções de Identificação de Itens em Tempo Real (RTLS). Estes sistemas mais recentes armazenam dados e os recuperam de um ponto remoto, por meio de dispositivos chamados de tags – pequenos microchips colocados em objetos móveis, como produtos, animais ou pessoas.Na verdade, apesar de todo o encantamento da indústria por chips e tags, o código de barras mostra poucos sinais – ou quase nenhum – de que se tornará obsoleto. Como ele é amplamente utilizado e está no mercado há muitos anos, fato que contribui para seu custo bem mais acessível, as especulações sobre sua substituição podem ser classificadas, na melhor das hipóteses, como prematuras.O alto preço do RFID e as dúvidas sobre a privacidade dos usuários têm freado sua expansão. Por causa de tais limitações, seus defensores argumentam que estas tecnologias são complementares ou, pelo menos, de uso simultâneo ao código, freqüentemente mencionado como um precursor na migração para o RFID.Uma das vantagens das barras sobre a nova geração é sua aplicação um a um, nos casos em que é necessária a identificação visual de cada item. Avanços na capacidade de armazenamento e na funcionalidade do código de barras também parecem indicar que este sistema não vai desaparecer tão facilmente.Entre as mais recentes melhorias na tecnologia do código, se destaca a operação em duas dimensões e avanços na impressão. O sistema bidimensional (códigos 2D) permite aos usuários armazenar uma quantidade maior de informação em comparação ao linear (barras). Mais dados podem ser coletados de um código pequeno. Isto abriu a possibilidade de leitura de itens que não têm superfície adequada para o método linear, como ferramentas, instrumentos cirúrgicos e outros objetos estreitos ou pequenos.Tal avanço, somado ao aperfeiçoamento dos equipamentos, possibilita que informações mais detalhadas sejam facilmente capturadas em uma única leitura, entre as quais número do lote de fabricação, identificador de cada parte de um produto e data de vencimento.Além das vantagens nos processos que envolvem rastreabilidade, vale ressaltar a possibilidade da utilização da simbologia 2D como arquivo portátil de dados, devido a sua alta capacidade de armazenamento. O código Aztec, desenvolvido pela Hand Held Products e colocado sob domínio público, por exemplo, permite armazenar cerca de 4 mil caracteres.O código bidimensional também pode ser colocado repetidas vezes em uma área ou junto de outros itens impressos em um objeto pequeno, pois não necessita de espaço em branco ao redor (zona de silêncio). Por meio de um scanner de imagem digital, o código 2D pode ser lido de qualquer parte de uma superfície arredondada, sem que esta tenha de ser manuseada.Ou seja, quando o código é fixado em vários lugares em uma peça circular, como na faixa de identificação colocada em pacientes de hospitais, ele não precisa ser direcionado para o aparelho de leitura – procedimento utilizado em bancos e supermercados. Assim, o paciente não é incomodado. Evidentemente, um código mais eficiente e com uma carga informacional maior resulta, no final, em redução de custos. E o gerente de uma empresa terá condições de controlar o estoque com mais facilidade.A tecnologia de impressão e as próprias etiquetas também evoluíram, resultando em mais agilidade e facilidade na leitura dos códigos. Impressoras móveis, mais leves e pequenas facilitam a colocação rapidamente em produtos e diminuem a margem de erro nos serviços. A conseqüência: mais eficiência e menos custos.Para obter o máximo de retorno no investimento de implementação de sistemas de código de barras, o primeiro passo é o planejamento de cada fase, levando em conta as prioridades nos diferentes setores da organização. Áreas com elevado volume de entrada de dados, nas quais a precisão é fator da maior importância, deveriam ser o foco principal do processo. Diante das novidades tecnológicas, a velha e boa simbologia não vai desaparecer. Ao contrário, basta saber aproveitar suas novas aplicações.
* Deivid Delgado – gerente de canais da Hand Held Products deivid.delgado@handheld.com
01 janeiro, 2007
Artigo: Gestão de estoque
No site Universia Knowledge Wharton, está disponível um artigo com o título "Gestão de estoque: em busca de um desempenho melhor". O artigo trata da importância e dificuldade na manutenção de níveis adequados de estoques, dado o surgimento, cada vez mais rápido, de novos produtos. O artigo traz ainda algumas conclusões de estudo desenvolvido pelos pesquisadores Roumiantsev e Netessine a partir da análise de 722 empresas de diferentes setores. Este pode ser acessado através do link: http://wharton.universia.net .
27 dezembro, 2006
Artigo: A maturidade dos projetos de centros de distribuição
Na edição de dezembro da revista Tecnologística, o Eng. Sebastião Almeida publica um rápido artigo a respeito do atual cenário em relação aos projetos de centrso de distribuição. O autor destaca a mudança na atitude das organizações, que passaram a discutir o planejamento de operações deste tipo, desde a localização e construção do prédio até a tecnologia a ser adotada. Me chamou a atenção neste texto, as razões, que segundo o autor, serviam para investimento, baseadas em paradigmas: "* Crença: Acreditar que qualquer tecnologia traria aumento de produtividade, sem se certificar se a mesma atendia às necessidades da operação da empresa; * Medo: Investir porque o concorrente já o fez. Se o concorrente errou...; *Paixão: O proprietário se apaixonou pela tecnologia que viu operando em uma visita internacional." Ainda segundo o autor, estes paradigmas foram quebrados e aliado a outros fatores (valorização dos profissionais de logística, evolução do conceito de gestão da cadeia de suprimentos, entre outros)resultou na evolução dos projetos, obtendo-se bons resultados. Concluindo, o autor divide o projeto em três fases, listando as etapas em cada uma destas. Fica aqui a dica de leitura deste artigo.
17 setembro, 2006
Logística Reversa
Um tema que vem recebendo atenção dos estudiosos da logística nos últimos anos é a Logística Reversa. Por tratar-se de um assunto relativamente novo, ainda existem muitas dúvidas com relação aos objetivos e processos envolvidos nesta área. No site do Prof. Paulo Roberto Leite ( http://meusite.mackenzie.com.br/leitepr/logrev.htm ), um dos principais estudiosos do assunto no Brasil, encontramos o texto a seguir, que resume o conceito e aplicações desta: 'A Logística Reversa é uma nova área da Logística Empresarial que planeja, opera e controla o fluxo, e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós - consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, através dos Canais de Distribuição Reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, competitivo e de imagem corporativa, entre outros. Uma das mais importantes decisões estratégicas presente nas empresas modernas, face ao crescente ambiente de competitividade e de sensibilidade ecológica da sociedade, é sem dúvida a procura de soluções que agreguem valor perceptível aos seus clientes e consumidores finais. Os novos paradigmas empresariais da logística moderna, alta velocidade de reação garantida por sistemas de manufatura flexíveis e de informatização logística e alto nível de relacionamento com os clientes e consumidores finais criando ligações duradouras, estão sendo adotados na maior parte destas empresas. A preocupação de performance e qualidade do produto transformam-se em condições básicas e qualificadoras, consideradas essenciais e necessárias para participar do mercado, porém não mais suficientes, pois já tem sido observado que tais condições conferem à empresa e ao produto diferenciais competitivos por períodos de tempo cada vez mais curtos. A preocupação estratégica empresarial desloca-se desta forma para o estabelecimento de um relacionamento eficaz com suas cadeias de suprimento, fornecedores e clientes, o "Supply Chain", traduzido por serviços que agreguem efetivamente valores perceptíveis ao cliente e ao consumidor final, permitindo ganhos de eficiência, de agilidade de resposta à cadeia de suprimentos e o conseqüente reforço de suas imagens corporativa e de marca, transformando-se em relações duradouras de parcerias e em fidelização à marcas, tão almejadas neste ambiente competitivo atual.'
20 agosto, 2006
Link CTLI
Adicionamos ao blog um link para o site do CTLI (Centro Tecnológico de Logística Integrada). Trata-se de uma área de 1300 metros quadrados, localizada na Rodovia Anhaguera, em São Paulo - SP. Esta área serve para demonstrações práticas, divulgação de conceitos e metodologias, testes, desenvolvimento de equipamentos de movimentação e armazenagem de materiais, softwares, hardwares, embalagens relacionados à infra-estrutura de logística em funcionamento real e integrado. O CTLI reúne líderes em Tecnologia de Informação, armazenagem, embalagem e movimentação do segmento de Logístico, onde estão disponíveis estruturas e sistemas integrados que possibilitam a demonstração em tempo real e a interação de diversos equipamentos e softwares garantindo simulações de operação de clientes em escala laboratorial, materialização da operação e seus gargalos. Fonte: www.ctli.com.br .
13 julho, 2006
Sistemas de comando de voz no picking

Existem diferentes sistemas utilizados na separação de pedidos (picking) em depósitos. Entre estes, um que encontra-se amplamente difundido na Europa e nos Estados Unidos e começa a ser implantado no Brasil, é o sistema por comando de voz. A edição de Junho de 2006 da Revista Distribuição, traz uma matéria interessante sobre a utilização deste sistema em atacadistas norte-americanos, resultando em alta produtividade e redução de mão-de-obra. Nesta matéria são apresentadas empresas que já utilizam este sistema, explicando o seu funcionamento: "... o operador usa um fone de ouvido com microfone conectado a um minicomputador preso ao seu corpo. O sistema 'fala' para o funcionário a posição para a qual deve se dirigir e a quantidade de itens que deve apanhar. Este sistema é integrado ao WMS e utiliza o reconhecimento de voz para converter os dados em instruções orais. A seguir, traduz as respostas do operador para um computador central. Em cada posição do armazém há um número de verificação que o operador deve dizer para confirmar que está separando no local certo. A voz de cada separador é gravada em um template no equipamento e este arquivo também pode ser transferido para outro aparelho". Na foto acima, vemos o equipamento aqui descrito (disponível em www.psionteklogix.com.br). Maiores informações em www.seal.com.br .
25 junho, 2006
Estudo de Localização de Instalações

Considerando os elevados recursos envolvidos na instalação de um armazém, sugere-se para este caso o desenvolvimento de um estudo de localização cujo objetivo é "identificar a configuração (quantidade e localização) de armazéns que resulte no menor custo para a cadeia de suprimentos, sujeito a restrições de serviço ou outros fatores que sejam importantes" (BALLOU, 2006). Além da análise de investimentos, custos e retorno, diversos aspectos devem ser observados, entre estes: (1) Localização de clientes e demais instalações; (2) Volumes movimentados; (3) Demanda por produto e localidade; (4) Custos com frete; (5) Custos de armazenagem; (6) Frequência de carregamento; (7) Custos de processamento de pedidos; (8) Nível de serviço desejado; (9) Planejamento estratégico. Além destes, outros fatores podem ser determinantes para a escolha de determinada configuração: (10) Infra-estrutura e aspectos geográficos; (11) Recursos naturais; (12) Mão-de-obra (disponibilidade e especialização); (13) Regime tributário; (14) Interesse público. Importante ressaltar a relevância da disponibilidade e acuracidade dos dados e informações utilizados em tal estudo. Sabemos da complexidade de um estudo deste tipo, porém vale aqui a "lembrança" destes fatores que podem decidir a localização de uma unidade.
10 maio, 2006
Avaliação do desempenho logístico
Assim como em outras áreas, na logística aborda-se com frequência a importância do correto planejamento das operações, seja na definição dos objetivos, metas, processos, investimentos, entre outros. Porém, não basta apenas planejar e colocar em prática. Igual importância deve ser dada aos controles que, a partir do início da operação, permitirão ao gestor conhecer o comportamento da mesma, verificando se os resultados obtidos estão dentro do esperado. Surge então a necessidade de se ter um modelo de avaliação de desempenho adequado à operação logística. No desenvolvimento do modelo de avaliação algumas perguntas devem ser respondidas: Por que avaliar? O que avaliar? Como avaliar? Quando avaliar? O que fazer com os resultados da avaliação? Escolhidos os indicadores e definidas as metas para cada um, passa-se à medição e posterior comparação aos valores esperados. Ocorrendo resultados diferentes do planejado, o gestor tomará as devidas providências para identificar as causas e atuar sobre estas visando o alcance dos resultados pré-estabelecidos. Na literatura especializada (livros, dissertações e artigos) encontra-se farto material sobre este tema, onde são abordadas diferentes maneiras para escolha de indicadores e modelos de avaliação do desempenho logístico.
09 abril, 2006
Pesquisa sobre "ruptura de gôndola"

O termo "ruptura" quando utilizado em logística ou na cadeia de suprimentos identifica a ocasião em que um produto não esteja a disposição do consumidor quando procurado, ou seja, o mesmo esteja em falta resultando em gôndolas (prateleiras) vazias. Apesar de todos os avanços na tecnologia e nos processos adotados na cadeia de suprimentos, a ruptura de gôndola ainda é bastante comum. No portal da Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br) estão disponíveis os resultados de pesquisa realizada pelo Comitê Cadeia de Abastecimento da Associação ECR Brasil, Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e Instituto de Pesquisa ACNielsen. Nesta pesquisa foram abordados o nível de ruptura, suas principais causas e reações dos consumidores em lojas de auto-serviço da Grande São Paulo e Grande Rio. Trata-se de importante estudo e bastante útil aos membros (elos) da cadeia de suprimentos, pois através das causas de rupturas registradas pode-se identificar oportunidades de melhoria nos processos adotados atualmente.
04 abril, 2006
Notícia: Testes com EPC no Brasil
Segue notícia publicada no Portal GS1 Brasil (www.gs1brasil.org.br) a respeito de testes realizados no Brasil com o EPC.
O Código Eletrônico de Produto (EPC) - padrão que utiliza tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) - foi desenvolvido nos Estados Unidos há cerca de quatro anos em uma iniciativa liderada pela GS1. Em face dos resultados iniciais animadores, o EPC foi adotado por uma grande rede varejista que passou a exigi-la de seus principais fornecedores. No Brasil, os testes com o EPC começaram há dois anos, com o estudo da tecnologia e o envolvimento de empresas líderes de mercado. A responsável pela implantação da etiqueta eletrônica no País é a GS1 Brasil - organização sem fins lucrativos que também administra a numeração do código de barras. A entidade é ligada à EPCglobal, responsável mundial pelos trabalhos com a tecnologia.
O Brasil é o país mais bem colocado da América Latina entre os associados à EPCglobal, com oito empresas participantes. São elas: Grupo Pão de Açúcar, Seal Technologies, RR Etiquetas, Torres Etiquetas, Acura Technologies, Genoa, JM Etiquetas e Sistemas e Provectus Tecnologia. Na seqüência vêm Argentina e Colômbia. No mundo, o País ocupa a 13º posição. A previsão é que até o final deste ano 50 empresas façam parte do grupo brasileiro de testes.
"A adoção do EPC representa uma mudança positiva no conceito de identificação e troca de informações dentro da cadeia de suprimentos. Além de agregar rapidez às transações comerciais e armazenar uma quantidade maior de dados do produto, a tecnologia permite, ainda, a total rastreabilidade das operações", destaca Roberto Matsubayashi, gerente de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.
Com o EPC, cada item tem o seu próprio número individual codificado em uma etiqueta de radiofreqüência (RFID). Os leitores fazem a captura dessa identificação e são capazes de indicar onde o item está e em quais condições, comunicando-se com bancos de dados remotos pela Internet, obedecendo naturalmente a regras de segurança que protegem esses dados. Com isso, consegue-se a identificação automática e a visibilidade total dos produtos na cadeia de suprimentos.
A utilização do novo sistema oferece uma série de benefícios, como a leitura de itens sem a proximidade do leitor, permitindo, por exemplo, a contagem instantânea de estoque; a melhoria das práticas de reabastecimento com eliminação de itens faltantes e/ou com validade vencida; identificação da localização dos itens em processos de recall ; a verificação imediata dos produtos nas prateleiras ou no "carrinho" do varejo; e possibilidades sem limites de melhorias e individualização de serviços ao consumidor.
Para avançar na implantação do sistema no País, a GS1 Brasil criou o Grupo de Trabalho EPC, que promove seminários e encontros periódicos para estudo e discussão da tecnologia. Segundo Matsubayashi, a fase de conhecimento está quase no final; o próximo passo é a criação de projetos-pilotos entre fornecedores, distribuidores e varejistas. "Os testes aqui estão bastante avançados, porém não podemos prever quando a tecnologia estará totalmente implantada em todas as aplicações. Na área logística acreditamos que, no máximo, em cinco anos o EPC já atinja massa crítica para permitir total integração", diz Matsubayashi.
Segundo a GS1 Brasil, a nova etiqueta não substituirá o código de barras. A tendência é que nos próximos anos as duas ferramentas caminhem lado a lado.
Mais informações sobre a tecnologia ou sobre a GS1 Brasil podem ser adquiridas no Centro de Serviços da organização, no endereço eletrônico www.gs1brasil.org.br ou pelo telefone 0800 11 0789.
O Código Eletrônico de Produto (EPC) - padrão que utiliza tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) - foi desenvolvido nos Estados Unidos há cerca de quatro anos em uma iniciativa liderada pela GS1. Em face dos resultados iniciais animadores, o EPC foi adotado por uma grande rede varejista que passou a exigi-la de seus principais fornecedores. No Brasil, os testes com o EPC começaram há dois anos, com o estudo da tecnologia e o envolvimento de empresas líderes de mercado. A responsável pela implantação da etiqueta eletrônica no País é a GS1 Brasil - organização sem fins lucrativos que também administra a numeração do código de barras. A entidade é ligada à EPCglobal, responsável mundial pelos trabalhos com a tecnologia.
O Brasil é o país mais bem colocado da América Latina entre os associados à EPCglobal, com oito empresas participantes. São elas: Grupo Pão de Açúcar, Seal Technologies, RR Etiquetas, Torres Etiquetas, Acura Technologies, Genoa, JM Etiquetas e Sistemas e Provectus Tecnologia. Na seqüência vêm Argentina e Colômbia. No mundo, o País ocupa a 13º posição. A previsão é que até o final deste ano 50 empresas façam parte do grupo brasileiro de testes.
"A adoção do EPC representa uma mudança positiva no conceito de identificação e troca de informações dentro da cadeia de suprimentos. Além de agregar rapidez às transações comerciais e armazenar uma quantidade maior de dados do produto, a tecnologia permite, ainda, a total rastreabilidade das operações", destaca Roberto Matsubayashi, gerente de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.
Com o EPC, cada item tem o seu próprio número individual codificado em uma etiqueta de radiofreqüência (RFID). Os leitores fazem a captura dessa identificação e são capazes de indicar onde o item está e em quais condições, comunicando-se com bancos de dados remotos pela Internet, obedecendo naturalmente a regras de segurança que protegem esses dados. Com isso, consegue-se a identificação automática e a visibilidade total dos produtos na cadeia de suprimentos.
A utilização do novo sistema oferece uma série de benefícios, como a leitura de itens sem a proximidade do leitor, permitindo, por exemplo, a contagem instantânea de estoque; a melhoria das práticas de reabastecimento com eliminação de itens faltantes e/ou com validade vencida; identificação da localização dos itens em processos de recall ; a verificação imediata dos produtos nas prateleiras ou no "carrinho" do varejo; e possibilidades sem limites de melhorias e individualização de serviços ao consumidor.
Para avançar na implantação do sistema no País, a GS1 Brasil criou o Grupo de Trabalho EPC, que promove seminários e encontros periódicos para estudo e discussão da tecnologia. Segundo Matsubayashi, a fase de conhecimento está quase no final; o próximo passo é a criação de projetos-pilotos entre fornecedores, distribuidores e varejistas. "Os testes aqui estão bastante avançados, porém não podemos prever quando a tecnologia estará totalmente implantada em todas as aplicações. Na área logística acreditamos que, no máximo, em cinco anos o EPC já atinja massa crítica para permitir total integração", diz Matsubayashi.
Segundo a GS1 Brasil, a nova etiqueta não substituirá o código de barras. A tendência é que nos próximos anos as duas ferramentas caminhem lado a lado.
Mais informações sobre a tecnologia ou sobre a GS1 Brasil podem ser adquiridas no Centro de Serviços da organização, no endereço eletrônico www.gs1brasil.org.br ou pelo telefone 0800 11 0789.
27 março, 2006
Tendências dos sistemas para logística
A edição de março do jornal Logweb (n. 49) traz uma matéria sobre as tendências (novidades e aplicações) dos softwares voltados à logística como WMS, TMS, entre outros, além de tecnologias afins como o RFID. A matéria está disponível no Portal Logweb ( www.logweb.com.br ).
23 março, 2006
Tecnologia da informação e logística

Assim como na maioria dos setores da economia e da sociedade, a informática mostra-se cada vez mais importante no gerenciamento da cadeia de suprimentos. Nas diversas etapas do fluxo de negócios (compras, produção, transporte, armazenagem, etc.) o uso da tecnologia da informação pode proporcionar inúmeros benefícios, como ganhos de produtividade, melhoria no controle da operação e supervisão das atividades desenvolvidas. Num ritmo bastante acelerado de desenvolvimento, os sistemas (softwares) e equipamentos (hardware) utilizados nos processos logísticos mostram-se cada vez mais eficientes e eficazes, tendo como resultado de sua utilização, entre outros, os benefícios já citados. Entre estes sistemas, um que tem destacada utilização é o "WMS", abreviação de Warehouse Management System, ou Sistema de Gerencimento de Armazém, utilizado na movimentação e armazenagem. Através deste, aliado a outras tecnologias (como a RFDC - Coleta de Dados po Radiofrequência), passam todas as operações desenvolvidas dentro de um depósito, desde o recebimento de mercadoria, sua movimentação, armazenagem, controle de estoques, separação, expedição, entre outras. Resumindo, pode-se considerar que a evolução dos processos logísticos e a melhoria do nível de serviço oferecido, devem muito à tecnologia da informação e espera-se que muitos outros benefícios ainda possam ser obtidos através das pesquisas e aplicações dos "sistemas de logística". (No detalhe, a foto de um coletor de dados, disponível em http://www.addmark.com.br .)
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